Mostrar mensagens com a etiqueta [Opinião]. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta [Opinião]. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

[Opinião] "Contos de Algernon Blackwood", de Algernon Blackwood

Sinopse: Há escritores que ultrapassam todas as barreiras do tempo. Há obras que ditaram o caminho da escrita criativa de uma forma irreversível. Algernon Blackwood é um desses escritores.
Por vezes bizarro, perturbador, assustador e sublime, apresentamos nesta obra uma seleção dos melhores contos incomparáveis do mestre ilusionista Algernon Blackwood.
Evocando as forças misteriosas da Natureza, toda a escrita de Blackwood percorre a nebulosa fronteira entre a fantasia, o surpreendente, a admiração e o horror. Nesta antologia, Blackwood mostra a melhor faceta do seu trabalho, incluindo Os Salgueirosque Lovecraft apontou como sendo «o melhor weird tale em toda a literatura», O Wendigo, Luzes Antigas, A Outra Ala e O Homem à Escuta.




Opinião:
Tenho de admitir: não sou grande fã de terror.

Quando me decidi a ler este livro foi na ânsia de uma nova experiência. Mas, infelizmente, o terror não é para mim. Mesmo que seja terror psicológico.

Demorei um pouco a escrever esta opinião porque não sei o que hei-de escrever. Infelizmente só gostei de um conto (e só tinha 9 páginas!) e mesmo nesse dei por mim a bocejar diversas vezes. Penso que este seja um livro que tenha de ser lido numa certa altura e com um certo estado de espírito.

Claro que consigo entender o fascínio que as pessoas têm pelo Algernon Blackwood. Escreve muito bem, além de por vezes usar umas palavras características. Tenho pena de não ser fã deste tipo de livro. Mesmo muita pena.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

[Opinião] "Luz e Sombras", de Leigh Bardugo

Sinopse: Só ela consegue vencer as trevas... Rodeada por inimigos, a outrora grande nação de Ravka foi dividida em duas pelo Sulco de Sombra, uma faixa de escuridão quase impenetrável cheia de monstros que se alimentam de carne humana. Agora, o seu destino pode depender de uma só refugiada. Alina Starkov nunca foi boa em nada. Órfã de guerra, tem uma única certeza: o apoio do seu melhor amigo, Maly, e a sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa do regimento militar, numa das expedições que tem de fazer ao Sulco de Sombra, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros volcra e ficar brutalmente ferido. O seu instinto leva-a a protegê-lo , e ela revela um poder adormecido que lhe salva a vida, um poder que poderia ser a chave para libertar o seu país devastado pela guerra. Arrancada de tudo aquilo que conhece, Alina é levada para a corte real para ser treinada como um membro dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina no seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir o Sulco de Sombra. No entanto, nada naquele mundo pródigo é o que parece. Com a escuridão a aproximar-se e todo um reino dependente da sua energia indomável, Alina terá de enfrentar os segredos dos Grisha... e os segredos do seu coração.



Opinião:
Este livro foi uma verdadeira surpresa: desde a magnífica capa, passando pelas personagens bem construídas e até ao seu conteúdo.

Durante anos Anita Starkov foi uma rapariga normal: fraca, magra, sempre passou despercebida. Até ao dia em que vê o seu melhor amigo (e paixão secreta) a ser atacado por um volcra e uma estranha luz sai de dentro de si e afugenta os monstros todos. A partir daí a sua vida muda completamente: Anita é enviada para a corte para aprender com os Grisha (pessoas com poderes). Mas nem tudo é o que parece e por trás de toda àquela riqueza algo conspira para ter o poder. 

Como já disse no inicio as personagens estão bem construídas e são coerentes. Alina é uma rapariga que apesar de nunca ter tido sorte na sua vida sempre foi forte e corajosa. Para uma rapariga de 17/18 anos é uma personagem madura, um pouco sarcástica e valente. Quando é enviada para a corte faz de tudo para se integrar e para aumentar o seu poder. Quando as coisas dão para o torto não hesita em fazer o que é certo. 
Tenho de admitir que a personagem que mais gostei foi o Darkling. Moreno, olhos cinzentos, misterioso e muito sedutor. Tenho pena do seu papel no livro, mas continuo a gostar dele. Perigoso, é o adjectivo que lhe atribuo!

Li este li em dois dias. É uma leitura que não se consegue parar, completamente viciante. Estou ansiosamente à espera do segundo volume.

É maravilhoso. Maravilhoso!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

[Opinião] "Alma Rebelde", de Carla M. Soares

Sinopse: No calor das febres que incendeiam a Lisboa do século XIX, Joana, uma burguesa jovem e demasiado inteligente para o seu próprio bem, vê o destino traçado num trato comercial entre o pai e o patriarca de uma família nobre e sem meios.
Contrariada, Joana percorre os quilómetros até à nova casa, preparando-se para um futuro de obediências e nenhuma esperança.
Mas Santiago, o noivo, é em tudo diferente do que esperava. Pouco convencional, vivido e, acima de tudo, livre, depressa desarma Joana, com promessas de igualdade, respeito e até amor.
Numa atmosfera de sedução incontida e de aventuras desenham-se os alicerces de um amor imprevisto... Mas será Joana capaz de confiar neste companheiro inesperado e entregar-se à liberdade com que sempre sonhou? Ou esconderá o encanto de Santiago um perigo ainda maior?






Opinião:
Tenho de admitir: fico sempre de pé atrás quando pego num livro de um escritor português. As minhas anteriores experiências não foram muito gratificantes e eu tenho sempre medo de não gostar da leitura...

Mas com "Alma Rebelde" fiz muito bem em avançar com a leitura! 

Este é o primeiro livro publicado por Carla M. Soares e tem como protagonista Joana. Uma rapariga rebelde para os padrões da época que se vê obrigada a casar com um homem nunca o ter visto na vida. Mas Santiago (adorei o nome!) não é um homem qualquer! É um jovem que viajou durante muitos anos e, por essa razão, tem a mente mais aberta e quer que Joana seja verdadeira com ele. Ao inicio Joana fica intrigada com ele. E tenta com todas as suas forças ser a Joana amigável e dócil. Mas o amor é mais forte que tudo e de dia para dia ela vai-se apaixonando. Até, em conjunto com Santiago, tomar a decisão mais rebelde da sua vida!

Este livro chamou-me à atenção pela sua sinopse. Adoro romances históricos e adoro ainda mais quando os protagonistas se apaixonam. Comecei a leitura deste livro muito empolgada e só queria ler mais e mais. Demorei mais tempo do que queria a termina-lo porque tive de dar prioridade a outros livros, mas logo que me foi possível terminei a sua leitura. E gostei muito.

Sinceramente não parece o primeiro livro. Está muito bem escrito. Lê-se facilmente e rapidamente. A protagonista é uma rapariga que tem imensos sentimentos e pensamentos dentro de si e a sua forma de os expor é escrevendo no seu diário e, também, escrevendo cartas para a sua prima. No principio foi complicado lidar com a personalidade de Joana: por vezes ficava irritada por ela só ter pensamentos negativos. Mas depois entendi que é normal. Só que nunca temos esta perspectiva nos livros históricos. Ponto a favor da Carla. Santiago, esse é um doce. Apaixonei-me completamente por ele. Alto, belo, determinado, forte, amoroso. Só qualidades! Teve a coragem suficiente para enfrentar o seu pai e ser feliz.

Recomendo este livro a todas as pessoas porque, acreditem, não se vão arrepender.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

[Opinião] "A Promessa", de Lesley Pearce

Sinopse: No início de julho de 1914, a Europa vive os seus últimos dias de inocência.
A jovem Belle realizou os seus sonhos. A uma infância pouco comum seguiram-se anos dramáticos, ao longo dos quais quase cedeu ao desespero. Mas a sua coragem e determinação prevaleceram. A sua vida é agora feliz. Está casada com Jimmy, o seu primeiro amor, e conseguiu abrir a elegante loja de chapéus que sempre desejou.
Mas a História do mundo está prestes a mudar. A I Guerra Mundial vai arrastar consigo milhões de pessoas. Belle e Jimmy abdicam de tudo para defenderem o seu país. São ambos destacados para França, onde Jimmy vai arriscar a vida nas trincheiras e Belle conduz uma ambulância da Cruz Vermelha.

É um tempo de devastação sem precedentes em que sobreviver a cada dia representa uma vitória. E é quando o passado menos ocupa os seus pensamentos que Belle será obrigada a confrontá-lo pela derradeira vez. Bastará um momento. Um homem. Um olhar.
Entre a luta pela sobrevivência, uma paixão proibida e a lealdade devida a um grande amor, Belle está perante uma escolha impossível. Mas ao viver na pele um dos mais sangrentos conflitos da História, terá ela poder sobre o seu destino? 
A Promessa é a continuação da história de Belle, a inspiradora heroína de Sonhos Proibidos.




Opinião:

Foi amor à primeira vista. Desde o primeiro olhar que me apaixonei pela escrita e pelas histórias de Lesley Pearse. Acreditem. Sempre que sai um novo livro dela eu corro para o comprar. Mesmo que esteja na penúria. Posso dizer com muito orgulho que li TODOS os livros publicados pela senhora cá em Portugal. E voltaria a lê-los. Por essa razão tenho de agradecer ao Segredo dos Livros e a editora ASA por me darem a oportunidade de ler este livro. MUITO OBRIGADA.

Agora passemos ao livro em si.

Que hei-de dizer? É maravilhoso. Maravilhosamente escrito, como já nos habitou Lesley Pearse (e uma boa tradução). Personagens bem construídas e humanas. Lugares inesquecíveis. Descrições que por vezes me maravilharam e que por vezes me horrorizaram. Peço desculpa por usar tantas vezes a palavra "maravilhoso" mas é a descrição perfeita para este livro. Maravilhoso.

Quando iniciei a leitura do livro adivinhei logo o final que a autora tinha destinado para ele. E fiquei triste. Sempre adorei o Jimmy e a sua enorme força de vontade. Nunca parou de procurar a sua Belle durante os anos em que ela esteve desaparecida. E no final de tudo teve a sua recompensa. Mas consigo perceber os sentimentos de Belle quando Étoine regressa à sua vida. O Jimmy foi o seu primeiro amor, mas o Étoine é o amor da sua vida.

As descrições dos campos de guerra e da guerra em si chocou-me. Não as descrições em si, claro. Mas sim a sensação de impotência que me passaram. Como é possível aquilo ter acontecido? Tanta gente inocente ter morrido por um capricho de um alemão? Infelizmente 21 anos depois o capricho de um alemão iria atirar de novo a Europa para um guerra.

Quanto às personagens só vou dar atenção a uma: a Miranda. Uma menina de boas famílias e que tinha tudo para ser uma mimada e presunçosa do pior revelou-se uma jóia de pessoa que pensou sempre nos outros primeiro e só depois em si. O seu final entristeceu-me tanto que só tive vontade de chorar. Mas em todas as guerras existem baixas e é neste ponto que a Lesley Pearce ganha ainda mais pontos. 

Acreditem em mim quando vos digo: leiam o livro. Não se vão arrepender.

Recomendado!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

[Opinião] "E Se Fosse Um Anjo" - Keith Donohue

Sinopse: Um romance mágico sobre a família e o poder do amor.
Há dez anos que Margaret não tem contacto com a sua filha Erica. Esta fugiu com um jovem anarquista e vive à margem da lei no Novo México, onde terá tido uma filha.
Por isso, quando numa noite fria de Janeiro encontra uma criança abandonada à porta de sua casa, Margaret acredita tratar-se da sua neta. A pequena Norah destaca-se pela sua inteligência, bondade e cedo demonstra ter habilidades extraordinárias que encantam a comunidade. Afirma ser um anjo e consegue fazer duvidar os que a rodeiam.

Mas quando uma carta de Erica chega às mãos de Margaret, toda a realidade que esta criara para explicar o sucedido ameaça desmoronar-se. Pois se Erica nunca teve uma filha… quem será realmente Norah?




Opinião:
Já devia ter escrito esta opinião há mais tempo, mas preferi tirar um tempinho para pensar no que haveria de escrever. Gostei do livro, mas achei que existiram certas coisas que ficaram por explicar. Quem era Norah? Quem era o velho de chapéu? Que aconteceu com o bebê de Erica? 

Foi a minha estreia com Keith Donohue e gostei. Ele já tem outro título editado em Portugal e eu quero lê-lo. Keith Donohue pega em temas um pouco controversos, escreve sobre eles e, tirando o exemplo de "E Se Fosse Um Anjo", muito bem até.

Margaret é uma mulher solitária que, depois da sua filha Erica ter fugido de casa com o namorado, vê a sua vida desmoronar-se. Três anos depois o seu marido morre e ela fica completamente sozinha e amargurada. Quando, numa noite fria, uma menina lhe aparece à porta ela decide "adoptá-la" e cuidar dela. Essa menina diz ser filha de Erica. Mas será que é? Norah causa espanto em todas as pessoas que a conhecem. Ela diz que é um anjo. Um anjo enviado para trazer Erica de volta para casa.

Quando li a sinopse do livro fiquei com imensa vontade de o ler. Sempre quis acreditar que existem anjos e este livro torna o meu sonho realidade. O livro está dividido em duas partes: 1985 - tempo presente, em que conhecemos Margaret e Norah; 1975 - quando Erica foge de casa. Na minha opinião esta divisão está bem feita, porque conseguimos entender os motivos que levaram Erica a fugir de casa, e conhecemos os sentimentos de Margaret nesses dez anos.

O livro é pequeno e a escrita é acessível, mas a sua leitura é difícil. O autor mexe com temas que a maioria das pessoas não acredita.
Como disse no inicio, ficaram coisas por explicar. Penso que o final também foi um pouco abrupto. Mas fiquei feliz pelo final da Erica.

Vou continuar a seguir as publicações de novos livros de Keith Donohue e recomendo às pessoas que também o façam.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

[Opinião] "Mães e Filhas com História", de Fátima Lopes

Sinopse: O amor entre uma mãe e uma filha pode ser vivido e sentido de diferentes formas. Pode ser um amor incondicional. Um amor abnegado. Um amor cúmplice, baseado na mais profunda amizade. Um amor temeroso ou respeitador. Castrador ou potenciador. Foi na procura destas diferentes formas de amor que Fátima Lopes enveredou pela História, para descobrir estas Mães e Filhas.
Beatriz será um peão nas mãos da sua mãe Leonor Teles cuja principal lição que deixou à filha foi que se deve conquistar o poder, sem olhar a meios. Filipa de Lencastre, mãe da Ínclita Geração, fez questão de educar os filhos na fé e em valores fortes. Isabel sua filha irá honrar a sua memória ao se tornar na distinta Duquesa de Borgonha. Catarina de Áustria é Rainha de Portugal, mulher de poder, austera, que nunca esqueceu os terríveis anos de cativeiro vividos ao lado da sua mãe, Joana a Louca, no Mosteiro de Tordesilhas.
Para Catarina de Médicis, a sua filha Margarida era o seu maior flagelo, não hesitando em mandar prendê-la. Catarina de Bragança foi Rainha de Inglaterra, mas sempre viveu na sombra da sua poderosa e exigente mãe, Luísa de Gusmão. D. Mariana Raimunda e a Marquesa de Távora partilhavam uma fé profunda, mas nem esta as livrou, a elas e aos seus, do terrível destino que tiveram. Já Maria Antonieta confessava em surdina o medo que sentia da sua mãe, a imperatriz Maria Teresa. D. Maria II assistiu ao sofrimento da sua adorada mãe, maltratada pelo marido e jurou a si própria não seguir o seu exemplo. Seria uma mulher independente e teria um casamento feliz, baseado no respeito. Sissi, Imperatriz da Áustria e da Hungria, viu os seus filhos serem afastados de si por uma sogra controladora. Apenas a última filha, Maria Valéria, viveu a seu lado e tornou-se na sua verdadeira obsessão. A história da czarina Alexandra e da sua filha Anastasia é marcada pela tragédia.
Depois dos seus anteriores bestsellers, a autora e apresentadora de televisão Fátima Lopes regressa à escrita de forma surpreendente. Uma visita à História para ficarmos a conhecer cada uma destas mulheres, no seu papel menos conhecido e explorado, o de mães e filhas. Um relato emotivo e intimista de uma autora que reconhece, sem dúvidas, que o seu maior papel nesta vida é ser mãe.




Opinião:
Este é o primeiro livro que leio da apresentadora e escritora Fátima Lopes. E gostei muito desta estreia.

O tema do livro chamou-me logo à atenção: as relações entre mãe e filha nunca são abordadas de forma aprofundada nos romances históricos. O livro aborda a história de dez mães e dez filhas ao longo dos séculos que marcaram a sua época.

A história que me marcou mais foi a de Alexandra Romanov e Anastacia Romanov. É, na minha opinião, a história mais intensa e injusta que li. Como é possível uma família inteira ser chacinada sem um pingo de remorso? Ser chacinada por, simplesmente, serem os governantes de um país há beira da ruptura? Depois de ler esta história passei quase duas horas à procura de mais informações sobre esta família e, no fim, parecia que a tragédia tinha acontecido comigo.

A escrita de Fátima Lopes é agradável e simples. Sem floreados nem pretensionismo. Fiquei fã dela e, com toda a certeza, acompanharei os seus próximos livros.

[Opinião] "D. Francisca de Bragança - A Princesa Boémia", de Maria João Fialho Gouveia

Sinopse: D. Francisca de Bragança: A Princesa Boémia é um romance apaixonante inspirado numa cuidada investigação histórica, que nos dá a conhecer a vida de uma invulgar princesa portuguesa, que viveu uma longa e ousada história de amor com o filho do rei de França, o homem da sua vida.
D. Francisca de Bragança nasceu no Rio de Janeiro em 1824, filha de D. Pedro IV de Portugal e da imperatriz D. Leopoldina da Áustria. Ficou órfã de mãe aos dois anos de idade, e durante toda a vida pesou sobre os seus ombros o fantasma da morte da mãe, grávida do sétimo filho, segundo os rumores assassinada às mãos do próprio marido.
Aos treze anos, a irreverente princesa conheceu D. Francisco d’Orléans, filho do rei de França, por quem se apaixonou perdidamente. Teria de esperar seis anos pelo dia do desejado casamento, e consequente partida para Paris, onde, agora a princesa de Joinville, depressa se impôs pela sua beleza, ousadia e espontaneidade, conquistando o petit nom de Belle Françoise.
Apaixonados e comungando de um ardor pela liberdade, os príncipes de Joinville entregaram-se a uma vida de boémia, numa Paris que fervilhava de arte, cultura e conhecimento, privando com intelectuais e artistas pelos Grands Boulevards e pelas salas de espetáculos.
Apesar das intrigas cortesãs, que atribuíam amantes à princesa e romances ao seu consorte, e da queda da monarquia francesa, que obrigou os príncipes a um exílio forçado em Inglaterra, o casal de príncipes nunca se separou, e viveu um amor puro e cúmplice até ao fim dos seus dias.




Opinião:
Quando este livro foi dado a conhecer ao público, fiquei automaticamente interessada em lê-lo.

Já li o livro "D. Maria II - Tudo Por Um Reino", em que a personagem principal é D. Maria (irmã mais velha de D. Francisca de Bragança e futura rainha de Portugal) e o livro "D. Pedro - O Rei - Imperador", que retrata a vida, desde criança de D. Pedro IV, I do Brasil.

A oportunidade de conhecer mais um membro da família Bragança não podia ser desperdiçada e, sendo assim, iniciei a leitura deste livro com grandes expectativas. Mas logo nas primeiras páginas fiquei um pouco desiludida.

Eu sei que na época em que a acção do livro se passa, certas palavras eram pronunciadas de forma diferente e algumas até caíram em desuso com o passar do tempo. Mas em 90% dos romances históricos que eu li a linguagem utilizada era actual (o que facilita a leitura do mesmo) . E é neste aspecto que eu penso que a escritora falhou mais: introduziu de tal forma palavras "caras" que a leitura chegou ao ponto de ser forçada. Tive de voltar dezenas de vezes atrás para conseguir perceber o sentido da frase.
Outro ponto negativo é a existência excessiva de descrições. Descrição do quarto, descrição do quarto de vestir, descrição da sala de estar, descrição da sala de jantar; só faltou a descrição dos estábulos! Fiquei cansada só de ler tanta descrição.

D. Francisca de Bragança era filha de D. Pedro IV e de D. Leopoldina da Áustria, cujo casamento foi pausado por sucessivas traições e violência. Por esta razão D. Leopoldina foi uma mulher fechada e triste. Morreu ao fim de 9 anos de casamento depois de, reza a história, ter sido agredida a pontapé por D. Pedro IV.

Durante o livro acompanhamos a sua vida desde os 13 anos e até à sua morte. D. Francisca foi uma criança e mulher independente e rebelde. Nunca seguiu os padrões da sociedade e, ao contrário de quase todas as mulheres daquela época, viveu um casamento baseado na paixão e no amor. Gostei muito desta personagem pela sua irreverência e pelo seu amor ao marido. Por vezes era imatura e mimada, mas fez-me gostar dela por ser diferente do que era conveniente e por ter lutado pelos seus desejos.

É possível perceber que Maria João Fialho Gouveia pesquisou a fundo sobre a vida desta princesa e isso é um ponto a favor. Mas fica a perder para os defeitos do livro que se poderia tornar mais leve se não fosse a linguagem e o excesso de descrição.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

[Opinião] "Sangue Maligno", de Kristen Painter

Sinopse: Chrysabelle é uma comarré que ousou desafiar o destino. Agora tem de tomar uma decisão de vida ou morte... 
Uma série de violentos assassinatos está a semear o pânico em Paradise City. Os alvos são comarrés falsos. Chrysabelle, em casa a recuperar lentamente de graves ferimentos, recusa-se a ver Malkolm. Mas nada conseguirá travar o vampiro, decidido a ver se o amor da sua vida está bem, dê por onde der.
Com a ameaça da fusão iminente entre o mundo dos mortais e dos imortais, não há tempo a perder. Malkolm e Chrysabelle partem para Nova Orleães, para recuperar o Anel do Sofrimento. Forçada a tomar uma decisão de vida ou morte, Chrysabelle vai-se aperceber de que a sua relação com Malkolm pode ter consequências fatais e que a força do amor que os une pode não ser suficiente.
Intenso e arrebatador, Sangue Maligno é o terceiro volume da série Casa das Comarré, de Kristen Painter, e um best-seller internacional.





Opinião:
"Sangue Maligno" é o terceiro volume da saga "A Casa das Comarré" e, finalmente, está a começar a aquecer!
Graças a todos os santinhos!

Neste volume Chrysabelle continua a sua busca pelo irmão perdido e, por causa dele, tem de enfrentar de novo as maiores dores da sua vida. Finalmente, Chrysabelle percebeu que é do Malk que gosta. Gostei muito mais dela neste livro, acreditem. Mostrou alguma maturidade e que é "humana". Malk, como sempre, está sempre do lado dela e nunca a abandona (adoro-o!). Continua com os seus demónios, mas o amor que tem pela Chrysabelle consegue vencê-los. 

Neste livro a autora deu mais protagonismo as outras personagens, o que é um ponto a favor. O expectativa à volta do Halloween, Fi, Doc, Velimai, Creek, e novas personagens juntam-se para fazer frente aos demónios que irão sair das trevas para atormentar os humanos. A revelação do assassínio das comarré falsas foi uma surpresa. Nunca pensei que fosse aquela personagem...

Como já é normal, continua a ser um livro de leitura fluída e que sê lê de um fôlego. Este é um ponto a favor de Kristen Painter.

domingo, 20 de outubro de 2013

[Opinião] "Divina por Engano", de P. C. Cast

Sinopse: Shannon Parker é uma professora de Inglês a aproveitar umas muito merecidas férias de verão. Ao fazer compras, encontra um antigo vaso com a figura de uma deusa celta muito parecida consigo. Shannon compra o vaso, mas nem sonha na aventura em que se irá meter.
Sem saber como, vê-se, de súbito, transportada para Partholon, onde assume o papel de Rhiannon, a Sumo-Sacerdotisa de Eponina. E apesar de todas as regalias e do tratamento de luxo – qual a mulher que não gosta de receber uns mimos? – ser deusa envolve um casamento ritual com um centauro e lutar contra os fomorianos, criaturas maléficas que tudo farão para travar o regresso da verdadeira deusa. Conseguirá Shannon livrar-se deste sarilho e arranjar alguma forma de regressar a casa sem acabar morta, casada com um cavalo ou enlouquecida? É que ser divina, afinal, não é um mar de rosas!





Opinião:
Tenho de admitir: sou fã incondicional da P. C. Cast. Sempre que é publicado um novo livro dela fico super ansiosa por o ler. E até agora nunca fiquei desiludida (bem, talvez tenha ficado um bocadinho com a série "Casa da Noite") com essas leituras. Até agora.


Shannon Parker é uma professora de secundário que, durante um leilão, vê um jarrão celta em que a mulher da imagem é ela! A partir desse momento sabe que aquele jarrão tem de ser seu. Ao regressar a casa irrompe uma tempestade e Shannon tem um "acidente". Quando acorda vê-se num sitio completamente desconhecido, onde as pessoas são espelhos das pessoas do seu verdadeiro mundo. Shannon descobre então que foi tele-transportada para um mundo completamente diferente onde existem centauros, ninfas, deusas que falam com as pessoas e criaturas malditas.

Este livro tinha todos os ingredientes para ser perfeito, mas a escritora estragou (quase) tudo.


Shannon é uma mulher com 35 anos mas que parece ter 15 (a sério!!). A forma como fala, como age é demasiado infantil. Parece aceitar a mudança de forma leviana, quando qualquer outra pessoa teria um ataque de histeria. E para ajudar a festa, um dia depois já estava acostumada ao ambiente e até já saía sozinha à noite. Enfim. Mas Shannon também tem qualidades, claro... Tem sentido de humor e um maravilhoso sentido de justiça. Tem bom coração e não liga às diferença (centauro/mulher/casamento/procriação).
ClanFitan, pelo contrário, é uma personagem maravilhosa! Eu adorava ter um homem como ele como companheiro. Ele é bonito, inteligente, protector, corajoso e daria a sua vida pela mulher que ama. Na minha opinião é a melhor personagem do livro.

Mas claro que nem tudo é mau no livro: o cenário é maravilhoso e dá uma sensação de tranquilidade que não sinto em muitos livros que leio. A escrita também ganha pontos porque é fluída e constante. Nunca nos cansamos de ler, mesmo tendo uma personagem como a Shannon.


Só tenho pena que a personagem principal seja tão "fraquinha", mas espero que ela "cresça" nos próximos volumes. Estarei à espera deles.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

[Opinião] "A Voz", de Anne Bishop

Sinopse: Uma obra original da autora da Trilogia das Jóias Negras, escritora consagrada nos tops do New York Times Uma novela pertencente ao mundo Efémera Numa aldeia vizinha da cidade de Visão ninguém conhece o sabor da mágoa e da angústia, mas essa comunidade, aparentemente idílica, esconde um segredo tenebroso. Quando era pequena, Nalah não percebia porque a mandavam levar um bolo à menina muda a quem chamavam «A Voz» sempre que se sentia mal. Sabia apenas que isso a ajudava a melhorar. Já crescida, desvenda esse mistério e anseia por fugir da aldeia opressiva onde sempre viveu. Só depois de visitar a cidade de Visão e de conhecer o Templo das Mágoas, compreende o que tem de fazer para se libertar…







Opinião:
"A Voz" foi o primeiro livro/conto que li de Anne Bishop. Depois de todas as boas criticas que li sobre esta escritora aproveitei a oportunidade e li este pequeno conto. E fiquei muito satisfeita.

Nalah é uma habitante de uma aldeia próxima de Visão. Nessa aldeia vive também uma rapariga muda a quem chamam "Voz". Sempre que os aldeões se sentem angustiados levam oferendas a essa rapariga e sentem-se de imediato melhores. Com 10 anos, Nalah vê, pela primeira vez, a cara da "Voz" e o que vê deixa-a assustada. Sete anos depois, Nalah é uma rapariga crescida e rebelde. Juntamente com uma amiga decide libertar a "Voz" e fugir para Visão.

Gostei muito de ler este conto. A escrita de Anne Bishop é fluída e viciante. As personagens estão bem construídas e as descrições são maravilhosas. Só de ler sobre a cidade Visão fiquei com vontade de a visitar ou até de viver lá. 

Quando terminei este conto tive vontade de pegar nos outros volumes de Efémera. Vou tentar comprar os volumes para conhecer mais a escrita da autora e, talvez, descobrir novas séries.

[Opinião] "Segredos Submersos", de Hannah Ritchell

Sinopse: Os Tides são uma família com segredos sombrios. Marcados pelos acontecimentos de um dia trágico, há dez anos, cada um deles, à sua maneira, tenta seguir com a sua vida.
Dora, a filha mais nova, vive num armazém degradado no East End com o seu namorado artista, Dan. Está a conseguir levar uma vida calma - mas quando descobre que está grávida, a notícia deixa-a abalada e leva-a a recordar uma culpa de longa data. Ao voltar a Clifftops, a casa da família situada no alto da costa de Dorset, Dora tem de enfrentar o seu passado. Clifftops não mudou nos últimos anos e, ao percorrer as suas divisões e jardins, Dora ainda consegue sentir o eco daquele terrível dia de verão em que a vida dos Tides mudou para sempre.
Quando Dora começa a procurar pistas dos acontecimentos daquele dia fatídico, dá-se conta de que o caminho para a redenção pode estar na sua irmã problemática, Cassie. Se Dora conseguir arrancar a Cassie os segredos que ela jurou levar consigo para o túmulo, talvez consiga a redenção.
Mas será que segredos antigos podem realmente ser perdoados? E mesmo que se consiga perdoar e esquecer, como é que nos permitimos amar de novo?



Opinião:

O que mais me atraiu no livro "Segredos Submersos" foi a sua magnifica capa azul e a casa misteriosa. A sinopse também ajudou na minha vontade de ler o livro. 
Dora é uma rapariga atormentada por uma tragédia que aconteceu 10 anos atrás. Agora tem um namorado, uma casa e está grávida. E é pela última razão que o acontecimento passada volta para a atormentar. Dora decide regressar à casa da família Cliftons com o objetivo de enterrar os fantasmas e ser feliz. Mas depois da visita ela continua a sentir-se incompleta e resolve descobrir tudo o que aconteceu naquele fatídico dia.E é apartir deste momento que ela vai descobrir coisas que nunca imaginou e contribuiram para o seu sofrimento e infelicidade.

Não sei bem como fazer o comentário deste livro porque a minha opinião está dividida. Por um lado gostei da história: está bem construída, com descrições e dialógos em quantidade certa. A escrita da autora também me atraiu, o que tornou a leitura rápida. Mas no que diz respeito às personagens fiquei de pé atrás. Só consegui gostar de duas personagens e nem foram muito importantes. Não senti empatia com os protagonistas. A Dora pareceu-me uma mulher fraca, que pensava uma coisa num momento e no outro já pensava outra.

Não posso dizer que esta leitura foi uma perda de tempo, porque não foi. Mas se não tivesse lido o livro, também não ficava a perder nada.

domingo, 13 de outubro de 2013

[Opinião] "Um Comércio Respeitável", de Philippa Gregory

Sinopse: 1787. Bristol é uma cidade em franco crescimento, uma cidade onde o poder atrai os que estão dispostos a correr riscos. Josiah Cole, um homem de negócios que se dedica ao comércio de escravos, decide arriscar tudo para fazer parte da comunidade que detém o poder na cidade. No entanto, para isso, Cole vai precisar de capital e de uma esposa bem relacionada que lhe abra as portas necessárias.
Casar com Frances Scott é uma solução conveniente para ambas as partes. Ao trocar as suas relações sociais pela proteção de Cole, Frances descobre que a sua vida e riqueza dependem do comércio respeitável do açúcar, rum e escravos.
Entretanto, Mehuru, um conselheiro do rei de Ioruba, em África, é capturado, vendido e enviado para Bristol, onde será educado nos padrões ocidentais por Frances, por quem, inexoravelmente, se irá apaixonar.

Em Um Comércio Respeitável, Philippa Gregory oferece-nos um retrato vívido e impressionante de uma época complexa onde impera a ganância e a crueldade que devastaram todo um continente.




Opinião:
Philippa Gregory foi dada a conhecer aos leitores de todo o mundo depois de escrever os livros da série Tudor e da Guerra dos Primos. "Um Comércio Respeitável" é completamente diferente das outros livros. Em tudo. O único ponto que liga estes livros é o país.


Este é um livro dificil de se comentar. Tem uma enorme carga emocional e personagens fortes (principalmente os escravos) que nos prendem ao livro do princípio ao fim.

Mehuru é um sacerdote africano que, durante uma missão pelo seu reino (Ioruba) e juntamente com o seu criado Siko, é raptado pelos negreiros ingleses e atirado para um navio para ser vendido como escravo em Inglaterra. E é quando chega a Inglaterra que a sua vida se cruza com a vida de Frances. Frances é uma mulher timida e discreta que aceitou casar com um comerciante a troco do seu dote. Depois de perder a sua mãe e, um ano depois, o seu pai, Frances vai viver com o seu tio Scott e com a sua tia. Quando Josiah envia o seu pedido de casamento, Frances sabe que é a única maneira de escapar da sua vida de tristezas e angústias. Quando o seu marido lhe diz que vai ter de ensinar inglês aos escravos que ele comprou, conhece Mehuru e, ao longo do tempo, apaixonasse. Um amor proibido e impossível.

A escrita é tão envolvente que, em certos momentos, parece que estamos dentro da história com a Frances, o Mehuru, a Sarah, o Josiah, etc. É um livro triste, sem nunca existir uma verdadeira felicidade. Em 85% do livro senti-me depressiva e com vontade de matar umas quantas personagens. A diferença de classes está bem caracterizada, onde são feitas coisas que atualmente não passam pela cabeça de ninguém. Até os "novos ricos" são renegados e humilhados.

Na minha opinião a personagem mais bem formada deste livro é o Mehuru. É inteligente, gentil, é um líder. Tenho de confessar que ao longo do livro me fui apaixonando por ele e só queria que ele conseguisse fugir e que deixasse para trás aquele amor proibido que o podia levar à morte. Frances, na minha opinião, é uma personagem fraca. Nunca conseguiu levantar a voz, nunca conseguiu proteger os "seus" escravos, nunca conseguiu dizer "NÃO!". Eu sei que antigamente as mulheres eram um adereço: para ser visto, mas não ouvido. Mas não a consigo entender. Mesmo. Mas penso que a sua atitude final conseguiu limpar algumas das suas falhas anteriores. Sarah é uma mulher amargurada com vida, mas também com os pés bem assentes na terra. Tenho pena que ela nunca se tenha entendido com Frances. Podiam ter sido o apoio uma da outra. Josiah é o exemplo perfeito de que a ambição tem limites. Ele era um homem bom, um homem muito bom para os padrões daquela época. Mas queria sempre mais, mais e mais. E isso foi a sua morte. 
Gostaria de ler a continuação deste livro para saber o que aconteceu com algumas personagens, e se outras irão ser castigadas pela sua mesquinhez e maldade.

É um livro maravilhoso e que me deixou emocinalmente devastada.
Recomendo.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

[Opinião] "O Estrangulador de Cater Street", de Anne Perry

 Sinopse: O primeiro mistério do casal de detectives Charlotte e Thomas Pitt
Enquanto as irmãs Ellison - Charlotte, Sarah e Emily - visitam amigos e tomam chá nos melhores salões londrinos, uma das suas criadas é brutalmente assassinada. Para Thomas Pitt, o jovem e pacato inspetor destacado para o caso, ninguém está acima de suspeita. A sua investigação na requintada casa da família Ellison vai provocar reações  extremas: para uns, será de absoluto pânico; para outros, de deselegante curiosidade; para a jovem Charlotte será algo mais íntimo e empolgante.
Algo capaz de levar Thomas a perder momentaneamente o seu instinto detetivesco e a andar com a cabeça nas nuvens. Mas sobre o casal pairam sombras impossíveis de ignorar: Charlotte é uma menina da sociedade e Thomas pertence à classe trabalhadora... e o assassino que atormenta as ruas da cidade continua à solta, implacável.
Este é o segundo livro da nova coleção da ASA: Crime à Hora do Chá. Cada exemplar vem acompanhado de uma saqueta para fazer o seu chá.


Opinião:
Tenho de admitir que nunca me interessei muito por policiais. E depois de ler este livro continuo sem me interessar.
"O Estrangulador de Cater Street" leva-nos até Londres do séc. XIX, onde nos envolvemos na vida familiar da família Ellison - uma família (aparentemente) perfeita. Quando uma criada da sua casa é assassinada todos os segredos da família são revelados. O inspector encarregado do caso, Thomas Pitt é um homem astuto e inteligente e, desde o primeiro momento, percebe que esta família não é tão perfeito quanto aparenta ser e, por essa razão, vai ser mal recebido na família. Charlotte (a irmã rebelde) vai ser a ajuda mais preciosa de Pitt e vão aproximar-se de uma forma não convencional para os padrões da época. A revelação do assassínio que anda a assombrar as famílias de Cater Street vai ser um choque para eles.

Este é um livro em que não existe uma gota de emoção. As descrições são raras e as personagens passam por nós como se nem existissem. A química entre os principal casal amoroso é nula e até um pouco forçada. A descoberta do assassínio aconteceu de forma abrupta e, na minha opinião, Anne Perry deu mais atenção ao (suposto) romance do que ao crime em si.

Não recomendo.

[Opinião] "O Livro Negro", de Hilary Mantel

Sinopse: Continuando o que começou com o premiado Wolf Hall, regressamos à corte de Henrique VIII para testemunhar a ascensão de Thomas Cromwell enquanto planeia a destruição de Anne Boleyn.
Em 1535 Thomas Cromwell é Primeiro-ministro de Henrique VIII, e o seu sucesso ascendeu a par do de Anne Boleyn. Mas a cisão com a Igreja Católica deixou a Inglaterra perigosamente isolada e Anne não deu um herdeiro ao rei.
Cromwell vê o rei apaixonar-se pela discreta Jane Seymour. A gerir a política da corte, Cromwell tem de encontrar uma solução que satisfaça Henrique VIII, salvaguarde a nação e assegure a sua própria carreira. Mas nem ele nem o próprio rei sairão ilesos dos trágicos últimos dias de Anne Boleyn.

Um incrível feito literário, O Livro Negro é o relato deste terrível acontecimento da História, por uma das melhores romancistas da atualidade.
Hilary Mantel foi o primeiro autor britânico e a primeira mulher a receber dois prémios Booker, além de ser o primeiro autor a consegui-lo com dois romances consecutivos, em 2009, com Wolf Wall e, em 2012, com O Livro Negro.




Opinião:

Com "O Livro Negro", Hilary Mantel leva-nos até ao reinado de Henry Tudor (Henrique VIII) onde as intrigas e as mentiras florescem como flores durante a primavera.
Este é o primeiro livro que leio de Hilary Mantel e, além da sua escrita ser dificil de acompanhar ao inicio, fiquei completamente rendida. As descrições são maravilhosas e as personagens intrigantes e com defeitos. 

Iniciamos o "Livro Negro" em 1535 e já com o famoso Thomas Cromwell (ou Cremuel, como Anne Bolene dizia) a planear a queda da actual rainha (Anne Bolene, novamente) e à procura da próxima sucessora. Este papel recai sobre Jane Seymour, uma dama que acompanhou Catarina de Aragão e Anne Bolene na vida na corte. Jane é a mulher perfeita para ser rainha: tímida, recatada, sempre de olhos no chão e muda. Além de todas estas "qualidades" faz parte também de uma das famílias nobres mais antigas de Inglaterra. Thomas Cromwell é um homem odiado por uns (família Bolene, principalmente) e admirado por outros. Durante o período em que dura a narração do livro (um ano - 1535/36) assistimos aos planos de Cromwell e dos seus aliados para retirar Anne Bolene do trono e os seus familiares da corte. 

Na minha opinião, Cromwell foi um homem complexo e muito inteligente. Nasceu pobre e morreu rico. Lutou durante toda a sua vida para se afirmar na corte e, durante vários anos, conseguiu. O facto de mudar de "lado" como quem muda de camisa levou-o à sua morte. 

Uma coisa que gostei muito no livro foi o facto de, no inicio do livro, existir uma lista com o nome de todas as personagens. Se esta lista não estive presente seria dificil lembrar de todas as personagens e quem eram. Uma coisa que me dificultou a leitura do livro no principio foi o modo como está escrito. Por vezes tive de voltar atrás para relêr a frase e tentar perceber o seu sentido.

No final de tudo, gostei muito de ler este livro e aprendi muita coisa sobre uma personagem que era como um fantasma para mim. Sempre esteve lá, mas nunca soube quem era.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

[Opinião] "Dragões de um Alvorecer de Primavera", de Margaret Weis e Tracy Hickman

 Sinopse: Prepare-se para conhecer Dragonlance, o clássico da fantasia que influenciou gerações de leitores com um novo mundo cheio de paixão e aventura.
Krynn prepara-se para a batalha decisiva contra os servos de Takhisis, a rainha das Trevas. Os nossos companheiros têm em seu poder as misteriosas e mágicas orbes e lança de dragão, mas será isso o suficiente para resistirem às forças da escuridão?
Uma batalha ainda maior encontra-se por travar no coração de cada um dos heróis. Tanis está dividido entre a perigosa Kitiara e o amor incondicional de Laurana. Raistlin prossegue a sua demanda por mais conhecimento e poder entre os magos de Krynn, mas o preço a pagar é elevado e poderá não sobreviver. Saberá Caramon, o seu irmão, até onde vai a ambição de Raistlin? Tasslehoff aprende, pela primeira vez, a sentir medo pelos seus amigos.
Com o alvorecer, novos segredos e traições, mas também grande coragem e sacrifício, serão revelados. Os deuses são testemunhas de que nada voltará a ser o mesmo em Krynn.



Opinião:

"Dragões de um Alvorecer de Primavera" traz consigo o fim de uma trilogia maravilhosamente escrita e com personagens inesquecíveis.
Quando me inscrevi para ler este livro tive muito medo de não me conseguir situar na história por não ter lido o 2º livro ("Dragões de uma Noite de Inverno"). Mas, felizmente, não senti muito dificuldade em voltar a entrar na história.

Em "Dragões de um Alvorecer de Primavera", encontramos os nossos heróis metidos em grandes sarilhos. Tanis, Caramon, Tika, Raist, Vento do Rio e Lua Dourada partem numa aventura para encontrar o Homem Eterno ou Berem. Berem pode ser a chave para destruir a Rainha das Trevas e, por essa razão, tem de ser protegido. Tas, Flint e Laurana encontram-se na cidade de Palanthas à espera da chegada dos dragões bons e do seu exército. E é neste ponto que eu tive a minha primeira supresa. Dragões bons? Eu não sabia nada disto. Adiante. Laurana torna-se Comandante dos Cavaleiros de Solamnia e parte para a guerra. 

Tal como no primeiro livro a personagem que mais gostei foi o Tas, o pequeno kender. Mesmo nos momentos mais tensos tinha comentários divertidos, mas também mostrou uma maturidade que não se viu no primeiro livro. Quanto a Tanis senti uma insegurança que não tinha sentido no outro livro e houve alturas em que não gostei do seu papel. Caramon, o meu gigante favorito... 
Adorei completamente. Mesmo depois de ser (novamente) desprezado pelo seu irmão os seus pensamentos eram sempre dirigidos para ele. Laurana deixou de ser uma princesa mimada para se tornar uma guerreira feroz e que enfrenta os problemas de frente. Não tinha gostado muito da personagem no primeiro livro, mas neste tornou-se uma das minhas preferidas. E não podia deixar de mencionar o velho tolo Fizban. Tenho de admitir que nunca achei que ele fosse tão tolo assim e tinha razão. Ele teve um papel muito importante no desfecho da história.

O que mais gostei nestes dois livros que li foi a velocidade a que a história decorre, não existindo momentos parados. A escrita continua a ser viciante e não consegui parar enquanto não terminasse o livro.

Tenho de agradecer ao Segredo dos Livros e a Saída de Emergência por me dar o prazer de ler estes livros. Espero pela continuação do mundo de Dragonlance.

Recomendo.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

[Opinião] "NYPD Red", de James Patterson e Marshall Karp

Sinopse: Existem 35 mil polícias em Nova Iorque. Apenas 75 pertencem à unidade especial que protege os mais ricos e poderosos
A NYPD Red é uma unidade especial da polícia de Nova Iorque, encarregada de proteger os interesses dos cidadãos mais ricos e poderosos de Manhattan.

Quando um produtor de cinema mundialmente famoso é envenenado no primeiro dia de um festival de cinema de Nova Iorque, a unidade NYPD Red é a primeira a ser chamada. A este crime hão de seguir-se o assassínio de um ator no local de filmagens e a explosão de um cocktail molotov durante um dos eventos do festival.

O detetive Zach Jordan e a sua nova parceira e ex-namorada, a detetive Kylie MacDonald, são destacados para o caso. O assassino planeou cada homicídio e cada fuga até ao último pormenor, como se do guião de um filme se tratasse. E concebeu um final explosivo que irá arrasar Nova Iorque e Hollywood. Mais um policial explosivo!



Opinião:
Conheci a escrita de James Patterson com o livro "Confissões de uma Suspeita de Assassínio" e já nessa altura fiquei fascinada com ela.
Ao ler o livro "NYPD Red" confirmei a minha admiração pela escrita e pelo escritor.

Em "NYPD Red" conhecemos Zach Jordan e a sua nova parceira e ex namorada Kylie MacDonald. Só por esta razão conseguimos perceber que este é um livro explosivo e interessante. Quando começam a acontecer uma série de assassinatos estranhos que envolvem estrelas do cinema americano, Zach e Kylie são destacados para descobrir o assassino. Mas o que os esperava era um psicopata completamente avariado do sistema. Depois de muitos perigos e aventuras Zach e Kylie são felizes na sua missão e ficam amigos.

Relativamente ao livro não existe muito a falar. Tem uma boa história, personagens carismáticas e divertidas, e vilões inteligentes. Mas o que me atraiu mais nos livros de James Patterson foi a sua escrita cativante e sem floreados. Conseguimos ler um livro seu em um ou dois dias.
Ficarei à espera dos próximos volumes.

Recomendo para quem está à procura de leitura leve.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

[Opinião] "Perto de Ti", de Anita Notaro

Sinopse: Louisa está farta da sua vida. Do namorado, do trabalho, do apartamento - tudo precisa de uma reforma imediata e radical. E assim ela decide mudar tudo a favor de uma existência despreocupada, trocando o seu apartamento por uma casa móvel, o carro por uma moto, e as suas roupas elegantes por outras informais. E, acima de tudo, começa um novo trabalho como psicóloga de cães.
Com as amigas Maddy e Clodagh, embarca numa nova aventura - para conhecer pessoas diferentes, descobrir novos lugares e encontrar um homem novo e fabuloso. O seu trabalho traz-lhe recompensas imediatas e extraordinárias quando ela conhece os donos de cães cujos problemas muitas vezes parecem ecoar os dos donos. Mas independentemente do stresse da sua nova vida, Louisa tem o apoio das amigas. Se ao menos isso pudesse durar para sempre...





Opinião:
Comecei a leitura deste livro com altas expectativas. E só posso dizer que não fiquei desiludida.

Devorei este livro em dois dias e, no final, fiquei com um sentimento estranho dentro de mim. Por um lado achei que a autora deu um bom final ao livro, mas por outro queria que tivesse avançado um pouco mais no tempo para saber se certos pontos na história se uniram.

Anita Notaro traz-nos um livro que fala de felicidade, paixão, escolhas, aventura e também de morte. Louise ou Lulu (a sério? que alcunha é esta) é uma psicólogica que sente que já não consegue dar o seu melhor no trabalho. Nunca tem tempo para si. Um dia, depois de pensar durante muito tempo e com a ajuda das suas melhores amigas Maddy e Clodagh, decide abandonar o emprego, a cidade movimentada e o seu luxuoso carro e abre um consultório de psicologia animal. Mas como uma psicóloga é sempre uma psicóloga, Lulu vê-se em mãos com os problemas dos donos dos seus pacientes. Tudo corre bem até que, um dia, um desastre acontece e Lulu se vê sem um dos seus grandes apoios e é perseguida por um homem que vê nela a sua salvação.

Quem lê a sinopse deste livro pensa que não tem história. Mas está muito enganado. Louise tem força, carisma e uma enorme vontade de alterar o rumo da sua vida e, ser finalmente feliz. Lulu é uma minhas personagens preferidas até hoje.Tenho de agradecer ao fórum "Segredo dos Livros" por me ter dado a oportunidade de ler este maravilhoso livro.

Vou manter debaixo de olho a escritora Anita Notaro. Tornei-me uma fã.

Só um pequeno aparte: na sinopse diz "Louisa está farta da sua vida. Do namorado, do trabalho, do apartamento - tudo precisa de uma reforma imediata e radical." , mas Louisa não tinha namorado. Penso que este é um erro um pouco grave e que pode induzir algumas pessoas em erro.

Recomendo.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

[Opinião] "O Segredo de Compostela", de Alberto S. Santos

Sinopse: O dia 28 de janeiro de 1879 tinha tudo para ficar marcado na história da cristandade. Depois de dias suados de escavações na catedral de Compostela, foi encontrado o túmulo onde se acreditava que repousavam os ossos do santo apóstolo.
Mas e se no destino final a que nos conduzem os místicos caminhos de Santiago se esconder um dos segredos mais bem guardados do Ocidente?
Prisciliano, líder carismático do século IV e pioneiro defensor da igualdade das mulheres e dos valores do Cristianismo primitivo, é a figura preponderante neste enigma secular. Comprometido com a força da sua espiritualidade, viveu no coração os sobressaltos de um amor proibido, envolto em ciúmes e intrigas.
Ainda que aclamado bispo pelo povo, Prisciliano tornou-se no primeiro mártir da sua Igreja, a quem a História ainda não prestou o devido reconhecimento.
Depois de extraordinárias revelações, descubra neste fascinante romance respostas às inquietações que atravessam os tempos: Afinal, quem está sepultado no túmulo?
Qual o sentido atual das peregrinações a Santiago de Compostela?



Opinião:
Tenho a certeza que Alberto S. Santos é uma escritor maravilhoso e que os seus livros são muito aclamados e bem escritos, mas a mim não me conseguiu cativar. Ou então era eu que não estava "aberta" à leitura.

Penso que o que dificultou a minha leitura foram as descrições excessivas do escritor. Passou metade do livro a explicar as divindades, os templos, etc.

Não consegui terminar a leitura do livro e, por isso, tenho de pedir desculpa a todos os leitores. Mas tentei três ou quatro vezes retomar a leitura, mas sem sucesso.