terça-feira, 28 de maio de 2013

[Opinião] "Bananus Maximus", de Tim Collins

Sinopse: O meu nome é Bananus Maximus, e um dia serei o maior herói da história de Roma. No futuro, quando eu for rico e poderoso, hão-de querer escrever a minha biografia. Por isso resolvi criar este diário. Mas acho que esse dia ainda está longe. É que a vida não me anda a correr muito bem.
Os meus amigos gozam comigo, o Pai não me dá atenção e a Mãe só tem olhos para as suas galinhas sagradas. O meu grande objetivo na vida é aprender a lutar como um gladiador. Eu sei que há um guerreiro destemido dentro de mim... Só espero que não demore muito a aparecer!





Opinião: Bem, li este livro em menos de um dia! É completamente envolvente e divertido. Adorei completamente.

É muito bom para desanuviar um bocado e para relaxar. 
Neste livro, temos um rapaz chamado Bananus Maximus, cujo sonho máximo é ser "um grande herói". Mas ele é completamente desastrado e os seus relatos são de chorar a rir. 



Recomendo, claro. E quero ler o próximo volume!

[Opinião] "A Imperatriz que veio de Portugal", de Mercedes Balsemão

Sinopse: Isabel concretizava o sonho porque esperara toda a sua vida. Na alegre e imponente cidade de Sevilha, a infanta portuguesa, filha de D. Manuel I, viu pela primeira vez o seu marido. Carlos V, rei da Hispânia e imperador do Sacro Império Romano-Germânico, o soberano mais poderoso de toda a Cristandade. O amor nasceu naquele mesmo instante e durou toda a sua vida, até a morte a arrebatar, sem piedade, com apenas 36 anos depois de mais um acesso de febre, consequência de um último parto mal sucedido.
Carlos V não escondeu a dor da sua perda. Não voltaria a casar, abdicando da Coroa de Castela para seu filho. Aclamada por todos como a mulher mais bela da sua época, Isabel exerceu na perfeição a sua função de rainha, mulher e mãe. Foi regente de Castela durante as prolongadas ausências do marido pela Europa, mostrando inteligência e perspicácia na resolução das questões do reino. Culta, musa de poetas e pintores desenvolveu uma intensa atividade cultural na corte. Engravidou seis vezes, tendo apenas sobrevivido três dos seus filhos. O mais velho, único varão, assumiria o trono de Castela como Filipe II, Filipe I de Portugal. Na sua primeira incursão pela escrita de romances, e depois de uma exaustiva pesquisa, Mercedes Balsemão traça-nos o retrato desta magnífica infanta portuguesa, mulher do Renascimento. Na Europa do século XVI, palco de batalhas, guerra, alianças e traições, em plena reforma religiosa, D. Isabel tornou-se numa protagonista do seu tempo.

Opinião: Existem momentos em que nos deparamos com livros que nos fazem sonhar e que nos transportam para outros tempos e outras terras. Foi o que aconteceu com "A Imperatriz que veio de Portugal".
Para começar tem uma capa maravilhosa! As cores são chamativas, o que torna a leitura deste livro ainda mais apelativa.
Quando iniciamos o livro é-nos dada a conhecer a personagem principal, Isabel, já no leito da sua morte. Confundiu-me um pouco, porque não estou habituada a começar pelo fim. Mas com o decorrer da leitura fui ficando cada vez mais maravilhada com este mulher de que tão pouco se fala. E eu, tenho de admitir, pouco sabia sobre ela. Talvez por ser mãe do rei que uniu Portugal e Espanha. Esta rainha-imperatriz mostrou ao mundo que era possível existir casamentos com amor, casamentos felizes mesmo com enormes ausências. 
Mercedes Balsemão mostra-nos que Isabel era uma pessoa humilde, com bom coração e que não se incluía nas intrigas que circulavam pela corte naqueles tempos.
Existiram certos momentos em que eu desejei um final feliz para esta mulher que tanto deu ao país vizinho. Mas, sendo este livro baseado numa história real, esse final feliz era quase impossível de concretizar.
Como ponto negativo quero só apresentar dois aspectos: os capítulos poderiam estar assinalados com datas. Por vezes tornava-se difícil enquadrar-me na acção. Só o conseguia fazer com o nascimento ou morte dos filhos. O outro aspecto, que se liga com a ausência das datas é a falta de coerência pelo menos numa parte do livro. Nas páginas iniciais temos a árvore genealógica de Isabel e, lá, a data de nascimento da sua filha Joana é em 1537. Mas no decorrer do livro, aquando do nascimento da mesma é-nos apresentada uma carta de Carlos V datada de 1535 em que dá os parabéns a D.Isabel pelo nascimento da filha. Então? Em que ficamos? 1535 ou 1537? Fiquei na dúvida.
Mas tirando estes aspectos só posso dizer que adorei este livro, e que esta é uma escritora a seguir!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

[Novidade] Porto Editora

Título: A Evasão
Autor: Robert Muchamore
Coleção: Henderson’s Boys
Tradução: Miguel Marques da Silva
Págs.: 280
Capa: mole
PVP: 12,90 €

Estamos no verão de 1940 e o exército de Hitler está a avançar por Paris, obrigando à evasão de milhões de civis franceses.
No meio do caos, duas crianças britânicas são perseguidas por agentes alemães. O espião inglês Charles Henderson tenta alcançá-las primeiro, mas só conseguirá fazê-lo com a ajuda de um órfão francês de 12 anos. Os serviços secretos britânicos estão prestes a descobrir que as crianças podem ajudá-los a vencer a guerra.
Para efeitos oficiais, estas crianças não existem...



Disponível no dia 3 de Junho.

domingo, 26 de maio de 2013

[Novidades] Dom Quixote

  

No dia 1 de Janeiro de 1990, Günter Grass começou a redigir um diário que manteve durante treze meses. Ao longo desse período ocorre a reunificação alemã, que se torna a sua principal preocupação. Nesse mesmo ano, Grass desenha, reflecte, escreve, dialoga, lê, cozinha, faz jardinagem e viaja… viaja de uma Alemanha para a outra, da RFA para a RDA, da Alemanha de ontem para uma Alemanha renovada, com desvios momentâneos à sua Gdansk natal, à Dinamarca, a Portugal, a Praga e a Paris, onde escreveu O Tambor. Foi tempo também de retractar intelectuais e políticos com quem se reuniu por diversas ocasiões. Sente-se, neste seu diário, um pro­cesso de divórcio com o seu próprio país, com anotações que revelam controvérsias, fontes de desespero, mas também a sua sin­gularidade literária, pontuadas por dezanove ilustrações do próprio autor.

Disponível no dia 27 de Maio.


Romance autobiográfico dividido em seis dias, A Criação do Mundo, agora reeditado numa edição revista, com nova capa, foi publicado em cinco volumes, entre 1937 e 1981. «O Quarto Dia», um dos poucos testemunhos da Guerra Civil de Espanha publicados em Portugal durante o conflito, foi apreendido pela polícia política e levou Miguel Torga às cadeias de Salazar.

Disponível no dia 27 de Maio.

[Novidades] Bizâncio

O desejo de dignidade é universal e poderoso. É uma força motivadora que subjaz a todas as interacções humanas: nas famílias, nas comunidades, no mundo empresarial e nas relações internacionais. Quando a dignidade é violada a resposta será provavelmente agressiva, mesmo violenta, o ódio e a vingança seguir-se-ão. Por outro lado, quando nos tratamos mutuamente com dignidade, as relações aprofundam se e adquirem significado. Surpreendentemente, temos pouca noção do que é a dignidade, confundindo-a frequentemente com respeito. Donna Hicks examina as razões para esta falta de sensibilidade, apresentando um conjunto de estratégias para que estejamos conscientes do importantíssimo papel da dignidade nas nossas vidas e para que saibamos viver o dia-a-dia com respeito pela dignidade dos outros. Com vasta experiência na resolução de conflitos internacionais, e recorrendo à biologia, à psicologia e às neurociências, a autora explica quais são os elementos da dignidade, como reconhecer as suas violações, como reagir quando não somos tratados com dignidade, como restabelecer uma relação que se deteriorou e por que razão os líderes mundiais devem compreender o que é a dignidade. Mostra-nos como, usando a dignidade para nortear as nossas vidas, poderemos alcançar a paz e conseguir um mundo mais humano e seguro para todos.


Os McPherson retratam, da melhor forma, as saídas em família... Com 3 crianças pequenas.














No Verão de 2010, Jorge Semprún dedicou-se a uma série de conversas com Franck Appréderis, seu amigo de há décadas, que deu origem a um programa emitido pela France Télévisions. De modo simultaneamente íntimo e pudico, Jorge Semprún regressa ao conjunto da sua obra, tanto literária como cinematográfica, e ao seu percurso político: resistente comunista deportado para Buchenwald, militante clandestino em luta contra o franquismo e ministro da Cultura de Felipe González. Testemunha e actor das convulsões da história do século XX, fala com franqueza e simplicidade: «Tenho mais recordações do que se tivesse mil anos.» O relato ímpar da vida de um homem extraordinário. Uma revisitação do século XX por um dos mais empenhados protagonistas da história recente da Europa.






Nesta fantástica mistura de aventura e literatura de viagens, Michael Palin, seguindo os passos de Hemingway, percorre as florestas do Norte do Michigan, os campos de batalha em Itália e os locais simbólicos da Guerra Civil de Espanha. Participa nas largadas de touros em Pamplona e no festival das Fallas em Valência. O percurso dos bares e dos coquetéis em Cuba e as aventuras da pesca à linha ajudam-no, igualmente, a desvendar alguns dos mitos em torno da vida de Hemingway.