quinta-feira, 10 de outubro de 2013

[Opinião] "O Livro Negro", de Hilary Mantel

Sinopse: Continuando o que começou com o premiado Wolf Hall, regressamos à corte de Henrique VIII para testemunhar a ascensão de Thomas Cromwell enquanto planeia a destruição de Anne Boleyn.
Em 1535 Thomas Cromwell é Primeiro-ministro de Henrique VIII, e o seu sucesso ascendeu a par do de Anne Boleyn. Mas a cisão com a Igreja Católica deixou a Inglaterra perigosamente isolada e Anne não deu um herdeiro ao rei.
Cromwell vê o rei apaixonar-se pela discreta Jane Seymour. A gerir a política da corte, Cromwell tem de encontrar uma solução que satisfaça Henrique VIII, salvaguarde a nação e assegure a sua própria carreira. Mas nem ele nem o próprio rei sairão ilesos dos trágicos últimos dias de Anne Boleyn.

Um incrível feito literário, O Livro Negro é o relato deste terrível acontecimento da História, por uma das melhores romancistas da atualidade.
Hilary Mantel foi o primeiro autor britânico e a primeira mulher a receber dois prémios Booker, além de ser o primeiro autor a consegui-lo com dois romances consecutivos, em 2009, com Wolf Wall e, em 2012, com O Livro Negro.




Opinião:

Com "O Livro Negro", Hilary Mantel leva-nos até ao reinado de Henry Tudor (Henrique VIII) onde as intrigas e as mentiras florescem como flores durante a primavera.
Este é o primeiro livro que leio de Hilary Mantel e, além da sua escrita ser dificil de acompanhar ao inicio, fiquei completamente rendida. As descrições são maravilhosas e as personagens intrigantes e com defeitos. 

Iniciamos o "Livro Negro" em 1535 e já com o famoso Thomas Cromwell (ou Cremuel, como Anne Bolene dizia) a planear a queda da actual rainha (Anne Bolene, novamente) e à procura da próxima sucessora. Este papel recai sobre Jane Seymour, uma dama que acompanhou Catarina de Aragão e Anne Bolene na vida na corte. Jane é a mulher perfeita para ser rainha: tímida, recatada, sempre de olhos no chão e muda. Além de todas estas "qualidades" faz parte também de uma das famílias nobres mais antigas de Inglaterra. Thomas Cromwell é um homem odiado por uns (família Bolene, principalmente) e admirado por outros. Durante o período em que dura a narração do livro (um ano - 1535/36) assistimos aos planos de Cromwell e dos seus aliados para retirar Anne Bolene do trono e os seus familiares da corte. 

Na minha opinião, Cromwell foi um homem complexo e muito inteligente. Nasceu pobre e morreu rico. Lutou durante toda a sua vida para se afirmar na corte e, durante vários anos, conseguiu. O facto de mudar de "lado" como quem muda de camisa levou-o à sua morte. 

Uma coisa que gostei muito no livro foi o facto de, no inicio do livro, existir uma lista com o nome de todas as personagens. Se esta lista não estive presente seria dificil lembrar de todas as personagens e quem eram. Uma coisa que me dificultou a leitura do livro no principio foi o modo como está escrito. Por vezes tive de voltar atrás para relêr a frase e tentar perceber o seu sentido.

No final de tudo, gostei muito de ler este livro e aprendi muita coisa sobre uma personagem que era como um fantasma para mim. Sempre esteve lá, mas nunca soube quem era.

domingo, 6 de outubro de 2013

45 days book challenge - Dia 1

Quioto, anos 30. 
Sayuri tinha um olhar invulgarmente belo, de um cinzento translúcido, aquático, a reflectir numa míriade de cristais límpidos o brilho prismático e incandescente do universo perfeito e atroz sobre o qual repousava. Era uma transparência súbita, inesperada, a contrastar violentamente com a estranha opacidade branca da máscara onde sobressaíam uns lábios exageradamente vermelhos. E se os olhos ainda reflectiam Chiyo, a menina de nove anos, filha de pescadores, de uma cidade remota, junto ao mar, a máscara inquietantemente delicada, o penteado ostensivo, a sumptuosidade dos quimonos de brocados, ricamente ornamentados, pertenciam à mulher em que ela se tinha tornado, Sayuri, uma das mais célebres gueixas do Japão dos anos 30. É este mundo anómalo, secreto e decadente, construído sobre cenários de papel de arroz e que parece ser a manifestação da própria fantasia erótica masculina que Golden evoca com uma autenticidade notável e um lirismo requintadamente raro. Um romance sobre o desejo e a natureza indomitável do espírito humano; desafiador, cativante pela pureza da prosa, pela prodigalidade das nuances, das atmosferas, das imagens esculpidas com a precisão e subtileza da arte do bonsai. "Memórias de Uma Gueixa" é o primeiro romance de Arthur Golden, uma obra admirável que rapidamente se tornou um sucesso internacional, que já passou pelas salas de cinema num filme dirigido por Steven Spielberg!




Escolhi este livro porque me marcou na minha adolescência. Sempre adorei História, e conhecer o dia-a-dia de uma gueixa e os seus problemas e amores foi uma novidade. Aconselho.

sábado, 5 de outubro de 2013

45 days book challenge

Vi este desafio em vários blogues que sigo e ponderei durante algum tempo em fazer ou não. Decidi que vou (tentar) fazer este desafio... Vamos ver como corre.

Dia 1 – Livro favorito
Dia 2 – Livro detestado
Dia 3 – Livro subvalorizado
Dia 4 – Livro sobrevalorizado
Dia 5 – Livro que levarias para uma ilha deserta
Dia 6 – Livro que leste mais vezes
Dia 7 – Livro que te desiludiu
Dia 8 – Livro tão mau, tão mau, mas tão mau que consegue ser bom
Dia 9 – Livro mais longo que já leste
Dia 10 – Livro mais curto que já leste
Dia 11 – Livro que não conseguiste acabar
Dia 12 – Colecção favorita
Dia 13 – Sequela que nunca devia ter sido impressa
Dia 14 – Livro comovente
Dia 15 – Livro hilariante
Dia 16 – Livro perturbante
Dia 17 – Livro inspirador
Dia 18 – Livro para o qual escreverias uma sequela
Dia 19 – Livro em cujo universo habitarias
Dia 20 – Melhor citação (diálogo)
Dia 21 – Melhor citação (descrição)
Dia 22 – Autor(a) favorito(a)
Dia 23 – Livro que espelha a tua vida
Dia 24 – Personagem literária mais parecida contigo
Dia 25 – Personagem literária favorita
Dia 26 – Personagem literária que gostarias de conhecer
Dia 27 – Personagem literária que odeias
Dia 28 – Personagem literária que adoras odiar
Dia 29 – Personagem literária com a qual trocarias de lugar
Dia 30 – Personagem literária que admiras
Dia 31 – Personagem literária que nunca devia ter sido criada
Dia 32 – Personagem literária com a qual terias uma relação amorosa estável
Dia 33 – Personagem literária com a qual terias “one-night stand”
Dia 34 – Personagem literária secundária que merecia um livro só dela
Dia 35 – Personagem literária para a qual escreverias um livro
Dia 36 – Personagem literária que não quererias encontrar num beco
Dia 37 – Livro para os dias chuvosos
Dia 38 – Livro para os dias solarengos
Dia 39 – Livro que custou a ler
Dia 40 – Autor(a) cujo talento invejas
Dia 41 – Livro que é um “guilty pleasure”
Dia 42 – Livro que adoravas e agora detestas
Dia 43 – Livro que marcou a infância
Dia 44 – Último livro lido
Dia 45 – Próximo livro a ler

terça-feira, 1 de outubro de 2013

[A Deusa Lê] "O Livro Negro", de Hilary Mantel

Sinopse: Continuando o que começou com o premiado Wolf Hall, regressamos à corte de Henrique VIII para testemunhar a ascensão de Thomas Cromwell enquanto planeia a destruição de Anne Boleyn.
Em 1535 Thomas Cromwell é Primeiro-ministro de Henrique VIII, e o seu sucesso ascendeu a par do de Anne Boleyn. Mas a cisão com a Igreja Católica deixou a Inglaterra perigosamente isolada e Anne não deu um herdeiro ao rei.
Cromwell vê o rei apaixonar-se pela discreta Jane Seymour. A gerir a política da corte, Cromwell tem de encontrar uma solução que satisfaça Henrique VIII, salvaguarde a nação e assegure a sua própria carreira. Mas nem ele nem o próprio rei sairão ilesos dos trágicos últimos dias de Anne Boleyn.
Um incrível feito literário, O Livro Negro é o relato deste terrível acontecimento da História, por uma das melhores romancistas da atualidade.
Hilary Mantel foi o primeiro autor britânico e a primeira mulher a receber dois prémios Booker, além de ser o primeiro autor a consegui-lo com dois romances consecutivos, em 2009, com Wolf Wall e, em 2012, com O Livro Negro.



Sobre a autora: Hilary Mantel, escritora e crítica literária britânica, nascida em Derbyshire (Inglaterra) em 1952, é uma das escritoras mais importantes da atualidade. É autora de doze livros, incluindo A Place of Greater Safety, Giving Up the Ghost e, mais recentemente, Beyond Black, que foi indicado para o Orange Prize 2006. Com Wolf Hall e O Livro Negro ganhou o Man Booker Prize de 2009 e de 2012, respetivamente, sendo o primeiro autor distinguido com este prémio por dois livros consecutivos.
Hilary Mantel foi já distinguida com os mais diversos prémios e condecorações ao longo da sua carreira. Em 1987 venceu o Shiva Naipaul Memorial Prize; em 1990 venceu o Southern Arts Literature Prize, o The Cheltenham Prize e o Winifred Holtby Memorial Prize pelo seu livro Fludd. Ainda na década de 1990, a autora ganhou o Sunday Express Book of the Year e o Hawthornden Prize. Em 2006, Hilary Mantel foi finalista do Commonwealth Writers Prize (Eurasia Region, Best Book) e do Orange Prize for Fiction com o livro Beyond Black. Em 2009, Wolf Hall valeu a Hilary Mantel o prestigiado Man Booker Prize, galardão que voltou a vencer em 2012 com O Livro Negro, obra que ganhou também o Costa Book of the Year 2012.

[Opinião] "Dragões de um Alvorecer de Primavera", de Margaret Weis e Tracy Hickman

 Sinopse: Prepare-se para conhecer Dragonlance, o clássico da fantasia que influenciou gerações de leitores com um novo mundo cheio de paixão e aventura.
Krynn prepara-se para a batalha decisiva contra os servos de Takhisis, a rainha das Trevas. Os nossos companheiros têm em seu poder as misteriosas e mágicas orbes e lança de dragão, mas será isso o suficiente para resistirem às forças da escuridão?
Uma batalha ainda maior encontra-se por travar no coração de cada um dos heróis. Tanis está dividido entre a perigosa Kitiara e o amor incondicional de Laurana. Raistlin prossegue a sua demanda por mais conhecimento e poder entre os magos de Krynn, mas o preço a pagar é elevado e poderá não sobreviver. Saberá Caramon, o seu irmão, até onde vai a ambição de Raistlin? Tasslehoff aprende, pela primeira vez, a sentir medo pelos seus amigos.
Com o alvorecer, novos segredos e traições, mas também grande coragem e sacrifício, serão revelados. Os deuses são testemunhas de que nada voltará a ser o mesmo em Krynn.



Opinião:

"Dragões de um Alvorecer de Primavera" traz consigo o fim de uma trilogia maravilhosamente escrita e com personagens inesquecíveis.
Quando me inscrevi para ler este livro tive muito medo de não me conseguir situar na história por não ter lido o 2º livro ("Dragões de uma Noite de Inverno"). Mas, felizmente, não senti muito dificuldade em voltar a entrar na história.

Em "Dragões de um Alvorecer de Primavera", encontramos os nossos heróis metidos em grandes sarilhos. Tanis, Caramon, Tika, Raist, Vento do Rio e Lua Dourada partem numa aventura para encontrar o Homem Eterno ou Berem. Berem pode ser a chave para destruir a Rainha das Trevas e, por essa razão, tem de ser protegido. Tas, Flint e Laurana encontram-se na cidade de Palanthas à espera da chegada dos dragões bons e do seu exército. E é neste ponto que eu tive a minha primeira supresa. Dragões bons? Eu não sabia nada disto. Adiante. Laurana torna-se Comandante dos Cavaleiros de Solamnia e parte para a guerra. 

Tal como no primeiro livro a personagem que mais gostei foi o Tas, o pequeno kender. Mesmo nos momentos mais tensos tinha comentários divertidos, mas também mostrou uma maturidade que não se viu no primeiro livro. Quanto a Tanis senti uma insegurança que não tinha sentido no outro livro e houve alturas em que não gostei do seu papel. Caramon, o meu gigante favorito... 
Adorei completamente. Mesmo depois de ser (novamente) desprezado pelo seu irmão os seus pensamentos eram sempre dirigidos para ele. Laurana deixou de ser uma princesa mimada para se tornar uma guerreira feroz e que enfrenta os problemas de frente. Não tinha gostado muito da personagem no primeiro livro, mas neste tornou-se uma das minhas preferidas. E não podia deixar de mencionar o velho tolo Fizban. Tenho de admitir que nunca achei que ele fosse tão tolo assim e tinha razão. Ele teve um papel muito importante no desfecho da história.

O que mais gostei nestes dois livros que li foi a velocidade a que a história decorre, não existindo momentos parados. A escrita continua a ser viciante e não consegui parar enquanto não terminasse o livro.

Tenho de agradecer ao Segredo dos Livros e a Saída de Emergência por me dar o prazer de ler estes livros. Espero pela continuação do mundo de Dragonlance.

Recomendo.