domingo, 13 de outubro de 2013

[A Deusa Lê] "Segredos Submersos", de Hannah Ritchell

Sinopse: Os Tides são uma família com segredos sombrios. Marcados pelos acontecimentos de um dia trágico, há dez anos, cada um deles, à sua maneira, tenta seguir com a sua vida.
Dora, a filha mais nova, vive num armazém degradado no East End com o seu namorado artista, Dan. Está a conseguir levar uma vida calma - mas quando descobre que está grávida, a notícia deixa-a abalada e leva-a a recordar uma culpa de longa data. Ao voltar a Clifftops, a casa da família situada no alto da costa de Dorset, Dora tem de enfrentar o seu passado. Clifftops não mudou nos últimos anos e, ao percorrer as suas divisões e jardins, Dora ainda consegue sentir o eco daquele terrível dia de verão em que a vida dos Tides mudou para sempre.
Quando Dora começa a procurar pistas dos acontecimentos daquele dia fatídico, dá-se conta de que o caminho para a redenção pode estar na sua irmã problemática, Cassie. Se Dora conseguir arrancar a Cassie os segredos que ela jurou levar consigo para o túmulo, talvez consiga a redenção.
Mas será que segredos antigos podem realmente ser perdoados? E mesmo que se consiga perdoar e esquecer, como é que nos permitimos amar de novo?



Sobre a autora: Hannah Richell nasceu em Kent, na Inglaterra, e cresceu em Buckinghamshire e no Canadá. Depois de tirar a licenciatura na Universidade de Nottingham, em 1998, trabalhou em edição e em cinema. Em 2012, escreveu Segredos Submersos, o seu romance de estreia. Acaba de ser publicado no Reino Unido o seu segundo romance, com o título The Shadow Year (junho, 2013).
Atualmente, vive em Sydney com o marido e os dois filhos, mas espera poder regressar ao U.K. logo que possível.

[Opinião] "Um Comércio Respeitável", de Philippa Gregory

Sinopse: 1787. Bristol é uma cidade em franco crescimento, uma cidade onde o poder atrai os que estão dispostos a correr riscos. Josiah Cole, um homem de negócios que se dedica ao comércio de escravos, decide arriscar tudo para fazer parte da comunidade que detém o poder na cidade. No entanto, para isso, Cole vai precisar de capital e de uma esposa bem relacionada que lhe abra as portas necessárias.
Casar com Frances Scott é uma solução conveniente para ambas as partes. Ao trocar as suas relações sociais pela proteção de Cole, Frances descobre que a sua vida e riqueza dependem do comércio respeitável do açúcar, rum e escravos.
Entretanto, Mehuru, um conselheiro do rei de Ioruba, em África, é capturado, vendido e enviado para Bristol, onde será educado nos padrões ocidentais por Frances, por quem, inexoravelmente, se irá apaixonar.

Em Um Comércio Respeitável, Philippa Gregory oferece-nos um retrato vívido e impressionante de uma época complexa onde impera a ganância e a crueldade que devastaram todo um continente.




Opinião:
Philippa Gregory foi dada a conhecer aos leitores de todo o mundo depois de escrever os livros da série Tudor e da Guerra dos Primos. "Um Comércio Respeitável" é completamente diferente das outros livros. Em tudo. O único ponto que liga estes livros é o país.


Este é um livro dificil de se comentar. Tem uma enorme carga emocional e personagens fortes (principalmente os escravos) que nos prendem ao livro do princípio ao fim.

Mehuru é um sacerdote africano que, durante uma missão pelo seu reino (Ioruba) e juntamente com o seu criado Siko, é raptado pelos negreiros ingleses e atirado para um navio para ser vendido como escravo em Inglaterra. E é quando chega a Inglaterra que a sua vida se cruza com a vida de Frances. Frances é uma mulher timida e discreta que aceitou casar com um comerciante a troco do seu dote. Depois de perder a sua mãe e, um ano depois, o seu pai, Frances vai viver com o seu tio Scott e com a sua tia. Quando Josiah envia o seu pedido de casamento, Frances sabe que é a única maneira de escapar da sua vida de tristezas e angústias. Quando o seu marido lhe diz que vai ter de ensinar inglês aos escravos que ele comprou, conhece Mehuru e, ao longo do tempo, apaixonasse. Um amor proibido e impossível.

A escrita é tão envolvente que, em certos momentos, parece que estamos dentro da história com a Frances, o Mehuru, a Sarah, o Josiah, etc. É um livro triste, sem nunca existir uma verdadeira felicidade. Em 85% do livro senti-me depressiva e com vontade de matar umas quantas personagens. A diferença de classes está bem caracterizada, onde são feitas coisas que atualmente não passam pela cabeça de ninguém. Até os "novos ricos" são renegados e humilhados.

Na minha opinião a personagem mais bem formada deste livro é o Mehuru. É inteligente, gentil, é um líder. Tenho de confessar que ao longo do livro me fui apaixonando por ele e só queria que ele conseguisse fugir e que deixasse para trás aquele amor proibido que o podia levar à morte. Frances, na minha opinião, é uma personagem fraca. Nunca conseguiu levantar a voz, nunca conseguiu proteger os "seus" escravos, nunca conseguiu dizer "NÃO!". Eu sei que antigamente as mulheres eram um adereço: para ser visto, mas não ouvido. Mas não a consigo entender. Mesmo. Mas penso que a sua atitude final conseguiu limpar algumas das suas falhas anteriores. Sarah é uma mulher amargurada com vida, mas também com os pés bem assentes na terra. Tenho pena que ela nunca se tenha entendido com Frances. Podiam ter sido o apoio uma da outra. Josiah é o exemplo perfeito de que a ambição tem limites. Ele era um homem bom, um homem muito bom para os padrões daquela época. Mas queria sempre mais, mais e mais. E isso foi a sua morte. 
Gostaria de ler a continuação deste livro para saber o que aconteceu com algumas personagens, e se outras irão ser castigadas pela sua mesquinhez e maldade.

É um livro maravilhoso e que me deixou emocinalmente devastada.
Recomendo.

sábado, 12 de outubro de 2013

45 days book challenge - Dia 2, 3 e 4

Dia 2 -  Livro detestado

Em Sugar Maple, Vermont, Chloe Hobbs não podia estar mais feliz com a sua gravidez. No entanto, com a chegada da nova moradora da vila, as coisas vão tornar-se ainda mais mágicas! Laria é um bebé perfeito e Chloe e Luke são uns pais babados mas, ao descobrirem que Laria sai à mãe nas artes mágicas, torna-se claro que a bebé pode ter mais poder do que aquele com que uma profissional como Chloe consegue lidar. Em Filha da Magia, Barbara Bretton continua a saga iniciada em Feitiços de Amor, A Magia do Amor e Sonhos Encantados.










Escolhi este livro porque me desiludiu completamente. Li os outros livros da série e gostei muito. Quando saiu este livro fiquei super entusiasmada porque era o último livro da série. Depois de o ler só me apetecia atirá-lo contra a parede de tão mau que era.


Dia 3 - Livro subvalorizado

Quando um satélite da NASA descobre um estranho objecto enterrado nas profundezas do gelo Ártico, a agência espacial vangloria-se de uma vitória de que muito necessita – uma vitória com profundas repercussões para a política interna da NASA e para a futura eleição presidencial. Para verificar a autenticidade da descoberta, a Casa Branca chama a especialista dos Serviços Secretos, Rachel Sexton. Acompanhada por uma equipa de peritos, que conta com o carismático erudito Michael Tolland, Rachel viaja para o Ártico e desvenda o impensável: um fraude científica.
Trata-se de uma conspiração audaz para lançar o mundo num vórtice de controvérsia. Mas, antes de avisarem presidente, Rachel e Michael caem na emboscada duma equipa de assassinos. Tentam salvar a vida numa paisagem letal e inóspita, mas a única esperança de sobrevivência é descobrirem o cabecilha desta terrível conspiração.
Quando se descobre a verdade, é a mais espantosa conspiração de todas.


Este foi o livro que escolhi para este tema. Penso que está muito bem escrito (tal como todos os livros de Dan Brown), mas que foi mal aceite pelos leitores. Agora porque já não sei.

Dia 4 – Livro sobrevalorizado

Quando a bela Kate Mayhew é contratada como dama de companhia de Isabel, a filha obstinada de Burke Traherne, o marquês vê-se numa situação impossível. Dividido entre saber que ela é exatamente aquilo de que Isabel precisa mas, para ele, a pior tentação possível, encontra-se constantemente perto de alguém que ameaça a sua independência. Conhecido pelo seu autodomínio férreo desde o dia em que apanhou a mulher com um amante, Burke jurou nunca mais arriscar-se a casar. Ao aceitar a oferta de emprego de Sua Senhoria, a temperamental Kate enfrenta dois perigos: sua atração irresistível por um homem que abdicou do amor, e um encontro com o seu próprio passado escandaloso... que ela não pode manter secreto para sempre.






Não gostei deste livro. Não gostei mesmo. E eu adoro romances históricos. Penso que a escritora se centrou mais nas cenas sexuais que noutra coisa.

[TAG] Hábitos de leitura

Olá!
Finalmente decidi-me a fazer uma tag :b Sou tão preguiçosa que no momento tenho vontade de fazer, mas depois penso no trabalho que dá e perco a vontade toda...

"Roubei" a tag à Catarina R. do blogue "A Sonhar de Olhos Abertos". Esta tag foi criada pela Jasmim do TheBookJazz,






1. Tens algum cantinho especial na tua casa para ler?
Isto vai parecer estranho mas: leio muito na casa de banho. E também na cama.

2. Marcador de livros ou um pedaço de papel aleatório?
Marcadores, unicamente. Tenho uma coleção muito interessante de marcadores e sempre que começo um livro novo pego num deles ao acaso. Sou fã dos marcadores e penso que eles têm muita utilidade.

3. Quando queres interromper a leitura páras na página onde estás ou tens de acabar o capítulo/certo número de páginas?
Tenho de acabar no final do capítulo. Quando tenho de sair ou de dormir e estou a ler penso sempre: "Só mais uma página", mas acabo sempre por acabar o capítulo. É mais forte do que eu!

4. Comes ou bebes enquanto lês?
Não... Sou muito desastrada e ainda virava bebido ou gordura em cima do livro e depois era um trinta e um :s

5. Consegues ou gostas de ouvir música e televisão enquanto lês?
Consigo fazer ambas as coisas, mas não sou muito fã. Quando leio quero estar completamente concentrada nisso e se tiver uma televisão ou o rádio ligado não entrar no ritmo de leitura.

6. Um livro de cada vez ou vários livros ao mesmo tempo?
Eu faço parte do clube de leitores do fórum "Segredo dos Livros" e, quando chega um livro com prioridade eu coloco de parte o que estou a ler atualmente. Por exemplo: comecei a ler o livro "Segredos Submersos", mas recebi o "Um Comércio Respeitável" e, como tenho de lhe dar prioridade, pôs de lado por uns dias o "Segredos Submersos". Mas não me faz confusão.

7. Ler em casa ou em todo o lado?
Em casa e em todo o lado. Até quando estou a andar, estou a ler. Leio no café, leio no centro de saúde, leio no autocarro. Em todo o lado.

8. Ler em voz alta ou para ti mesma?
Só leio em voz alta em casos extremos. Por vezes não percebo o sentido da frase e repito-a em voz alta para tentar perceber. Mas normalmente leio para mim mesma. 

9. Costumas passar à frente algumas páginas do livro ou ler o final?
Só faço isso quando não estou a gostar do livro. E faço-o para tentar descobrir se irá melhorar ou não.

10. Quebrar a lombada do livro ou mantê-lo como se fosse novo?
Tento sempre manter os livros novos, principalmente agora que não são meus mas sim de um clube. Mas quando se trata de um livro grande é complicado não quebrar a lombada, certo?

11. Escreves nos teus livros?
Não, Deus me livre desse pecado!!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

[A Deusa Lê] "Um Comércio Respeitável", de Philippa Gregory

Sinopse: 1787. Bristol é uma cidade em franco crescimento, uma cidade onde o poder atrai os que estão dispostos a correr riscos. Josiah Cole, um homem de negócios que se dedica ao comércio de escravos, decide arriscar tudo para fazer parte da comunidade que detém o poder na cidade. No entanto, para isso, Cole vai precisar de capital e de uma esposa bem relacionada que lhe abra as portas necessárias.
Casar com Frances Scott é uma solução conveniente para ambas as partes. Ao trocar as suas relações sociais pela proteção de Cole, Frances descobre que a sua vida e riqueza dependem do comércio respeitável do açúcar, rum e escravos.
Entretanto, Mehuru, um conselheiro do rei de Ioruba, em África, é capturado, vendido e enviado para Bristol, onde será educado nos padrões ocidentais por Frances, por quem, inexoravelmente, se irá apaixonar.
Em Um Comércio Respeitável, Philippa Gregory oferece-nos um retrato vívido e impressionante de uma época complexa onde impera a ganância e a crueldade que devastaram todo um continente.

Este romance, que não aborda o período Tudor, marca a entrada da autora no catálogo da Porto Editora.


Sobre a autora: Philippa Gregory nasceu no Quénia em 1954, mas mudou-se com a família para Bristol, na Inglaterra, quando tinha dois anos.
Frequentou a Universidade de Sussex, onde um curso de iniciação à História viria a mudar a sua vida. É doutorada em Literatura do Século XVII pela Universidade de Edimburgo e as suas obras refletem uma pesquisa e um pormenor histórico meticulosos. O seu período favorito da História é a época Tudor, sobre a qual escreveu vários romances.
Philippa Gregory já era uma escritora aclamada quando se interessou pelo Período Tudor, mas este foi o passo que catapultou a sua carreira literária, sendo hoje uma das autoras de romance histórico mais lidas em todo o mundo.
Atualmente vive com a família numa quinta, no Yorkshire, e dedica-se, além da escrita, à investigação histórica.
É fundadora da organização «Gardens for Gambia» responsável pela construção de cerca de 200 escolas primárias naquele país. Um dos projetos desta organização é a criação de hortas nas escolas a fim de providenciar a alimentação e desenvolvimento das comunidades.