quarta-feira, 16 de outubro de 2013

[A Deusa Lê] "Divina por Engano", de P. C. Cast

Sinopse: Shannon Parker é uma professora de Inglês a aproveitar umas muito merecidas férias de verão. Ao fazer compras, encontra um antigo vaso com a figura de uma deusa celta muito parecida consigo. Shannon compra o vaso, mas nem sonha na aventura em que se irá meter.
Sem saber como, vê-se, de súbito, transportada para Partholon, onde assume o papel de Rhiannon, a Sumo-Sacerdotisa de Eponina. E apesar de todas as regalias e do tratamento de luxo – qual a mulher que não gosta de receber uns mimos? – ser deusa envolve um casamento ritual com um centauro e lutar contra os fomorianos, criaturas maléficas que tudo farão para travar o regresso da verdadeira deusa. Conseguirá Shannon livrar-se deste sarilho e arranjar alguma forma de regressar a casa sem acabar morta, casada com um cavalo ou enlouquecida? É que ser divina, afinal, não é um mar de rosas!



Sobre a autora: P. C. Cast nasceu em Illinois, em 1960. Depois de terminar o liceu, ingressou na Força Aérea Norte-Americana e começou a escrever. Terminada a sua comissão na Força Aérea, lecionou Inglês durante 15 anos até se retirar em 2007, para se dedicar à escrita tempo inteiro e começar a escrever A Casa da Noite. P. C. Cast é autora bestseller do New York Times e membro doOklahoma Writers Hall of Fame. Os seus livros receberam numerosos prémios: Prism, Holt Medallion, Daphne du Maurier, Bookseller´s Best, Affaire de Coeur Reader´s Choice e o Laurel Wreath. P. C. Cast é autora de outras séries de fantasia romântica, nomeadamente Chamamento da Deusa e Divina que estão a ser publicadas em Portugal, pela 1001 Mundos (ASA) e Saída de Emergência, respetivamente.
A saga da Casa da Noite tem a sua filha Kristin Cast como co-autora. Kristin recebeu vários prémios de poesia e jornalismo. Estuda Biologia na Northeastern State University.
P. C. Cast vive em Oklahoma com a sua fabulosa filha Kristin, o seu gato mimado, os seus adoráveis Scotties e um monte de cavalos muito especiais.

[Opinião] "A Voz", de Anne Bishop

Sinopse: Uma obra original da autora da Trilogia das Jóias Negras, escritora consagrada nos tops do New York Times Uma novela pertencente ao mundo Efémera Numa aldeia vizinha da cidade de Visão ninguém conhece o sabor da mágoa e da angústia, mas essa comunidade, aparentemente idílica, esconde um segredo tenebroso. Quando era pequena, Nalah não percebia porque a mandavam levar um bolo à menina muda a quem chamavam «A Voz» sempre que se sentia mal. Sabia apenas que isso a ajudava a melhorar. Já crescida, desvenda esse mistério e anseia por fugir da aldeia opressiva onde sempre viveu. Só depois de visitar a cidade de Visão e de conhecer o Templo das Mágoas, compreende o que tem de fazer para se libertar…







Opinião:
"A Voz" foi o primeiro livro/conto que li de Anne Bishop. Depois de todas as boas criticas que li sobre esta escritora aproveitei a oportunidade e li este pequeno conto. E fiquei muito satisfeita.

Nalah é uma habitante de uma aldeia próxima de Visão. Nessa aldeia vive também uma rapariga muda a quem chamam "Voz". Sempre que os aldeões se sentem angustiados levam oferendas a essa rapariga e sentem-se de imediato melhores. Com 10 anos, Nalah vê, pela primeira vez, a cara da "Voz" e o que vê deixa-a assustada. Sete anos depois, Nalah é uma rapariga crescida e rebelde. Juntamente com uma amiga decide libertar a "Voz" e fugir para Visão.

Gostei muito de ler este conto. A escrita de Anne Bishop é fluída e viciante. As personagens estão bem construídas e as descrições são maravilhosas. Só de ler sobre a cidade Visão fiquei com vontade de a visitar ou até de viver lá. 

Quando terminei este conto tive vontade de pegar nos outros volumes de Efémera. Vou tentar comprar os volumes para conhecer mais a escrita da autora e, talvez, descobrir novas séries.

[Opinião] "Segredos Submersos", de Hannah Ritchell

Sinopse: Os Tides são uma família com segredos sombrios. Marcados pelos acontecimentos de um dia trágico, há dez anos, cada um deles, à sua maneira, tenta seguir com a sua vida.
Dora, a filha mais nova, vive num armazém degradado no East End com o seu namorado artista, Dan. Está a conseguir levar uma vida calma - mas quando descobre que está grávida, a notícia deixa-a abalada e leva-a a recordar uma culpa de longa data. Ao voltar a Clifftops, a casa da família situada no alto da costa de Dorset, Dora tem de enfrentar o seu passado. Clifftops não mudou nos últimos anos e, ao percorrer as suas divisões e jardins, Dora ainda consegue sentir o eco daquele terrível dia de verão em que a vida dos Tides mudou para sempre.
Quando Dora começa a procurar pistas dos acontecimentos daquele dia fatídico, dá-se conta de que o caminho para a redenção pode estar na sua irmã problemática, Cassie. Se Dora conseguir arrancar a Cassie os segredos que ela jurou levar consigo para o túmulo, talvez consiga a redenção.
Mas será que segredos antigos podem realmente ser perdoados? E mesmo que se consiga perdoar e esquecer, como é que nos permitimos amar de novo?



Opinião:

O que mais me atraiu no livro "Segredos Submersos" foi a sua magnifica capa azul e a casa misteriosa. A sinopse também ajudou na minha vontade de ler o livro. 
Dora é uma rapariga atormentada por uma tragédia que aconteceu 10 anos atrás. Agora tem um namorado, uma casa e está grávida. E é pela última razão que o acontecimento passada volta para a atormentar. Dora decide regressar à casa da família Cliftons com o objetivo de enterrar os fantasmas e ser feliz. Mas depois da visita ela continua a sentir-se incompleta e resolve descobrir tudo o que aconteceu naquele fatídico dia.E é apartir deste momento que ela vai descobrir coisas que nunca imaginou e contribuiram para o seu sofrimento e infelicidade.

Não sei bem como fazer o comentário deste livro porque a minha opinião está dividida. Por um lado gostei da história: está bem construída, com descrições e dialógos em quantidade certa. A escrita da autora também me atraiu, o que tornou a leitura rápida. Mas no que diz respeito às personagens fiquei de pé atrás. Só consegui gostar de duas personagens e nem foram muito importantes. Não senti empatia com os protagonistas. A Dora pareceu-me uma mulher fraca, que pensava uma coisa num momento e no outro já pensava outra.

Não posso dizer que esta leitura foi uma perda de tempo, porque não foi. Mas se não tivesse lido o livro, também não ficava a perder nada.

domingo, 13 de outubro de 2013

[A Deusa Lê] "Segredos Submersos", de Hannah Ritchell

Sinopse: Os Tides são uma família com segredos sombrios. Marcados pelos acontecimentos de um dia trágico, há dez anos, cada um deles, à sua maneira, tenta seguir com a sua vida.
Dora, a filha mais nova, vive num armazém degradado no East End com o seu namorado artista, Dan. Está a conseguir levar uma vida calma - mas quando descobre que está grávida, a notícia deixa-a abalada e leva-a a recordar uma culpa de longa data. Ao voltar a Clifftops, a casa da família situada no alto da costa de Dorset, Dora tem de enfrentar o seu passado. Clifftops não mudou nos últimos anos e, ao percorrer as suas divisões e jardins, Dora ainda consegue sentir o eco daquele terrível dia de verão em que a vida dos Tides mudou para sempre.
Quando Dora começa a procurar pistas dos acontecimentos daquele dia fatídico, dá-se conta de que o caminho para a redenção pode estar na sua irmã problemática, Cassie. Se Dora conseguir arrancar a Cassie os segredos que ela jurou levar consigo para o túmulo, talvez consiga a redenção.
Mas será que segredos antigos podem realmente ser perdoados? E mesmo que se consiga perdoar e esquecer, como é que nos permitimos amar de novo?



Sobre a autora: Hannah Richell nasceu em Kent, na Inglaterra, e cresceu em Buckinghamshire e no Canadá. Depois de tirar a licenciatura na Universidade de Nottingham, em 1998, trabalhou em edição e em cinema. Em 2012, escreveu Segredos Submersos, o seu romance de estreia. Acaba de ser publicado no Reino Unido o seu segundo romance, com o título The Shadow Year (junho, 2013).
Atualmente, vive em Sydney com o marido e os dois filhos, mas espera poder regressar ao U.K. logo que possível.

[Opinião] "Um Comércio Respeitável", de Philippa Gregory

Sinopse: 1787. Bristol é uma cidade em franco crescimento, uma cidade onde o poder atrai os que estão dispostos a correr riscos. Josiah Cole, um homem de negócios que se dedica ao comércio de escravos, decide arriscar tudo para fazer parte da comunidade que detém o poder na cidade. No entanto, para isso, Cole vai precisar de capital e de uma esposa bem relacionada que lhe abra as portas necessárias.
Casar com Frances Scott é uma solução conveniente para ambas as partes. Ao trocar as suas relações sociais pela proteção de Cole, Frances descobre que a sua vida e riqueza dependem do comércio respeitável do açúcar, rum e escravos.
Entretanto, Mehuru, um conselheiro do rei de Ioruba, em África, é capturado, vendido e enviado para Bristol, onde será educado nos padrões ocidentais por Frances, por quem, inexoravelmente, se irá apaixonar.

Em Um Comércio Respeitável, Philippa Gregory oferece-nos um retrato vívido e impressionante de uma época complexa onde impera a ganância e a crueldade que devastaram todo um continente.




Opinião:
Philippa Gregory foi dada a conhecer aos leitores de todo o mundo depois de escrever os livros da série Tudor e da Guerra dos Primos. "Um Comércio Respeitável" é completamente diferente das outros livros. Em tudo. O único ponto que liga estes livros é o país.


Este é um livro dificil de se comentar. Tem uma enorme carga emocional e personagens fortes (principalmente os escravos) que nos prendem ao livro do princípio ao fim.

Mehuru é um sacerdote africano que, durante uma missão pelo seu reino (Ioruba) e juntamente com o seu criado Siko, é raptado pelos negreiros ingleses e atirado para um navio para ser vendido como escravo em Inglaterra. E é quando chega a Inglaterra que a sua vida se cruza com a vida de Frances. Frances é uma mulher timida e discreta que aceitou casar com um comerciante a troco do seu dote. Depois de perder a sua mãe e, um ano depois, o seu pai, Frances vai viver com o seu tio Scott e com a sua tia. Quando Josiah envia o seu pedido de casamento, Frances sabe que é a única maneira de escapar da sua vida de tristezas e angústias. Quando o seu marido lhe diz que vai ter de ensinar inglês aos escravos que ele comprou, conhece Mehuru e, ao longo do tempo, apaixonasse. Um amor proibido e impossível.

A escrita é tão envolvente que, em certos momentos, parece que estamos dentro da história com a Frances, o Mehuru, a Sarah, o Josiah, etc. É um livro triste, sem nunca existir uma verdadeira felicidade. Em 85% do livro senti-me depressiva e com vontade de matar umas quantas personagens. A diferença de classes está bem caracterizada, onde são feitas coisas que atualmente não passam pela cabeça de ninguém. Até os "novos ricos" são renegados e humilhados.

Na minha opinião a personagem mais bem formada deste livro é o Mehuru. É inteligente, gentil, é um líder. Tenho de confessar que ao longo do livro me fui apaixonando por ele e só queria que ele conseguisse fugir e que deixasse para trás aquele amor proibido que o podia levar à morte. Frances, na minha opinião, é uma personagem fraca. Nunca conseguiu levantar a voz, nunca conseguiu proteger os "seus" escravos, nunca conseguiu dizer "NÃO!". Eu sei que antigamente as mulheres eram um adereço: para ser visto, mas não ouvido. Mas não a consigo entender. Mesmo. Mas penso que a sua atitude final conseguiu limpar algumas das suas falhas anteriores. Sarah é uma mulher amargurada com vida, mas também com os pés bem assentes na terra. Tenho pena que ela nunca se tenha entendido com Frances. Podiam ter sido o apoio uma da outra. Josiah é o exemplo perfeito de que a ambição tem limites. Ele era um homem bom, um homem muito bom para os padrões daquela época. Mas queria sempre mais, mais e mais. E isso foi a sua morte. 
Gostaria de ler a continuação deste livro para saber o que aconteceu com algumas personagens, e se outras irão ser castigadas pela sua mesquinhez e maldade.

É um livro maravilhoso e que me deixou emocinalmente devastada.
Recomendo.