quinta-feira, 31 de outubro de 2013

[Aquisições] Outubro

O mês de Outubro foi bom em compras!Aproveitei algumas promoções e trouxe para casa 4 livrinhos. O livro "O Homem de Constantinopla" de José Rodrigues dos Santos foi presente do meu irmão.


Todas as criaturas das trevas se reúnem na cidade de Hollows para se esconder, festejar… e comer. As longas noites são dominadas por vampiros num mundo de predadores que se caçam uns aos outros sem piedade. 
A jovem e sexy Rachel Morgan é caçadora de prémios por profissão e bruxa por vocação. A sua obrigação é manter Hollows minimamente civilizada. Vagueando pelas ruas da cidade, Rachel persegue criaturas sobrenaturais que cacem os habitantes mais inocentes e vulneráveis.
Mas quando a noite esconde os maiores pesadelos imagináveis, uma personalidade forte e uma mão cheia de feitiços podem não ser suficientes para sobreviver. A não ser, claro, que Rachel Morgan seja mais do que aparenta ser…







Num final de tarde de Setembro, quando a famosa historiadora de Yale, Diana Bishop, abre casualmente um misterioso manuscrito medieval alquímico há muito desaparecido, o submundo mágico de Oxford desperta. Vampiros, bruxas e demónios farão tudo para possuir o manuscrito que se crê conter poderes desconhecidos e pistas misteriosas sobre o passado e o futuro dos humanos e do mundo fantástico. Diana vê a sua pacata vida de investigadora invadida por um passado que sempre tentou esquecer: ela é a última descendente da família Bishop, uma longa e distinta linhagem de bruxas de Salem, marcada pela morte misteriosa dos pais quando era criança. E do meio do turbilhão de criaturas mágicas despertadas pela redescoberta do manuscrito surge Matthew Clairmont, um vampiro geneticista de 1500 anos de idade, apaixonado por Darwin. Juntos vão tentar desvendar os segredos do manuscrito e impedir que caia em mãos erradas. Mas a paixão que cresce entre ambos ameaça o frágil pacto de paz que existe há séculos entre humanos e criaturas fantásticas... e o mundo de Diana nunca mais voltará a ser o mesmo... Uma história arrebatadora que mistura História, magia, aventura e romance. Para os leitores de Dan Brown, J.K. Rowling, Stephenie Meyer e Elizabeth Kostova.


Sebastian: 
Há muito tempo, Efémera foi dividida em inúmeras paisagens mágicas ligadas somente por pontes. Pontes que podem levar quem as atravessa para onde realmente pertence e não ao local onde pretende chegar. Numa dessas paisagens habitada por demónios e onde a noite impera, o meio-íncubo Sebastian delicia-se em prazeres obscuros. Contudo, aguarda-o um destino devastador. Uma aprendiza descuidada libertou um mal antigo que agora se agita - e o reino de Sebastian poderá ser o primeiro a sucumbir…
Mas em sonhos, ela chama por ele: uma mulher que não deseja mais do que ser amada e sentir-se protegida - uma mulher pela qual ele anseia mas que sabe poder vir a destruí-la. Ela é Lynnea, e o seu improvável romance está no centro da batalha que se trava entre a luz e as trevas.


Belladonna:
Há muito tempo, Efémera foi dividida em inúmeras paisagens mágicas ligadas somente por pontes. Pontes que podem levar quem as atravessa para onde realmente pertence e não ao local onde pretende chegar. 
Uma a uma, as paisagens de Efémera estão a cair na sombra. O Devorador do Mundo está a espalhar a sua influência, manchando as almas das pessoas com dúvida e medo, alimentando-se das suas emoções mais negras. A cada vitória o Devorador aproxima-se da conquista final. 
Apenas Glorianna Belladonna possui a habilidade de frustrar os planos do Devorador. Mas os seus poderes foram mal interpretados e incompreendidos. Determinada a proteger as terras sob o seu domínio, Glorianna defrontará o Devorador sozinha se assim estiver no seu destino.


O Império Otomano desmorona-se e a minoria arménia é perseguida. Apanhada na voragem dos acontecimentos, a família Sarkisian refugia-se em Constantinopla. Apesar da tragédia que o rodeia, o pequeno Kaloust deixa-se encantar pela grande capital imperial e é ao atravessar o Bósforo que pela primeira vez formula a pergunta que havia de o perseguir a vida inteira:
"O que é a beleza?"
Cruzou-se com a mesma interrogação no rosto níveo da tímida Nunuphar, nos traços coloridos e vigorosos das telas de Rembrandt e na arquitectura complexa do traiçoeiro mundo dos negócios, arrastando-o para uma busca que fez dele o maior coleccionador de arte do seu tempo. 
Mas Kaloust foi mais longe do que isso.

Tornou-se o homem mais rico do planeta.

Inspirado em factos reais, O Homem de Constantinopla reproduz a extraordinária vida do misterioso arménio que mudou o mundo - e consagra definitivamente José Rodrigues dos Santos como autor maior das letras portuguesas e um dos grandes escritores contemporâneos.

[Opinião] "Mães e Filhas com História", de Fátima Lopes

Sinopse: O amor entre uma mãe e uma filha pode ser vivido e sentido de diferentes formas. Pode ser um amor incondicional. Um amor abnegado. Um amor cúmplice, baseado na mais profunda amizade. Um amor temeroso ou respeitador. Castrador ou potenciador. Foi na procura destas diferentes formas de amor que Fátima Lopes enveredou pela História, para descobrir estas Mães e Filhas.
Beatriz será um peão nas mãos da sua mãe Leonor Teles cuja principal lição que deixou à filha foi que se deve conquistar o poder, sem olhar a meios. Filipa de Lencastre, mãe da Ínclita Geração, fez questão de educar os filhos na fé e em valores fortes. Isabel sua filha irá honrar a sua memória ao se tornar na distinta Duquesa de Borgonha. Catarina de Áustria é Rainha de Portugal, mulher de poder, austera, que nunca esqueceu os terríveis anos de cativeiro vividos ao lado da sua mãe, Joana a Louca, no Mosteiro de Tordesilhas.
Para Catarina de Médicis, a sua filha Margarida era o seu maior flagelo, não hesitando em mandar prendê-la. Catarina de Bragança foi Rainha de Inglaterra, mas sempre viveu na sombra da sua poderosa e exigente mãe, Luísa de Gusmão. D. Mariana Raimunda e a Marquesa de Távora partilhavam uma fé profunda, mas nem esta as livrou, a elas e aos seus, do terrível destino que tiveram. Já Maria Antonieta confessava em surdina o medo que sentia da sua mãe, a imperatriz Maria Teresa. D. Maria II assistiu ao sofrimento da sua adorada mãe, maltratada pelo marido e jurou a si própria não seguir o seu exemplo. Seria uma mulher independente e teria um casamento feliz, baseado no respeito. Sissi, Imperatriz da Áustria e da Hungria, viu os seus filhos serem afastados de si por uma sogra controladora. Apenas a última filha, Maria Valéria, viveu a seu lado e tornou-se na sua verdadeira obsessão. A história da czarina Alexandra e da sua filha Anastasia é marcada pela tragédia.
Depois dos seus anteriores bestsellers, a autora e apresentadora de televisão Fátima Lopes regressa à escrita de forma surpreendente. Uma visita à História para ficarmos a conhecer cada uma destas mulheres, no seu papel menos conhecido e explorado, o de mães e filhas. Um relato emotivo e intimista de uma autora que reconhece, sem dúvidas, que o seu maior papel nesta vida é ser mãe.




Opinião:
Este é o primeiro livro que leio da apresentadora e escritora Fátima Lopes. E gostei muito desta estreia.

O tema do livro chamou-me logo à atenção: as relações entre mãe e filha nunca são abordadas de forma aprofundada nos romances históricos. O livro aborda a história de dez mães e dez filhas ao longo dos séculos que marcaram a sua época.

A história que me marcou mais foi a de Alexandra Romanov e Anastacia Romanov. É, na minha opinião, a história mais intensa e injusta que li. Como é possível uma família inteira ser chacinada sem um pingo de remorso? Ser chacinada por, simplesmente, serem os governantes de um país há beira da ruptura? Depois de ler esta história passei quase duas horas à procura de mais informações sobre esta família e, no fim, parecia que a tragédia tinha acontecido comigo.

A escrita de Fátima Lopes é agradável e simples. Sem floreados nem pretensionismo. Fiquei fã dela e, com toda a certeza, acompanharei os seus próximos livros.

[Opinião] "D. Francisca de Bragança - A Princesa Boémia", de Maria João Fialho Gouveia

Sinopse: D. Francisca de Bragança: A Princesa Boémia é um romance apaixonante inspirado numa cuidada investigação histórica, que nos dá a conhecer a vida de uma invulgar princesa portuguesa, que viveu uma longa e ousada história de amor com o filho do rei de França, o homem da sua vida.
D. Francisca de Bragança nasceu no Rio de Janeiro em 1824, filha de D. Pedro IV de Portugal e da imperatriz D. Leopoldina da Áustria. Ficou órfã de mãe aos dois anos de idade, e durante toda a vida pesou sobre os seus ombros o fantasma da morte da mãe, grávida do sétimo filho, segundo os rumores assassinada às mãos do próprio marido.
Aos treze anos, a irreverente princesa conheceu D. Francisco d’Orléans, filho do rei de França, por quem se apaixonou perdidamente. Teria de esperar seis anos pelo dia do desejado casamento, e consequente partida para Paris, onde, agora a princesa de Joinville, depressa se impôs pela sua beleza, ousadia e espontaneidade, conquistando o petit nom de Belle Françoise.
Apaixonados e comungando de um ardor pela liberdade, os príncipes de Joinville entregaram-se a uma vida de boémia, numa Paris que fervilhava de arte, cultura e conhecimento, privando com intelectuais e artistas pelos Grands Boulevards e pelas salas de espetáculos.
Apesar das intrigas cortesãs, que atribuíam amantes à princesa e romances ao seu consorte, e da queda da monarquia francesa, que obrigou os príncipes a um exílio forçado em Inglaterra, o casal de príncipes nunca se separou, e viveu um amor puro e cúmplice até ao fim dos seus dias.




Opinião:
Quando este livro foi dado a conhecer ao público, fiquei automaticamente interessada em lê-lo.

Já li o livro "D. Maria II - Tudo Por Um Reino", em que a personagem principal é D. Maria (irmã mais velha de D. Francisca de Bragança e futura rainha de Portugal) e o livro "D. Pedro - O Rei - Imperador", que retrata a vida, desde criança de D. Pedro IV, I do Brasil.

A oportunidade de conhecer mais um membro da família Bragança não podia ser desperdiçada e, sendo assim, iniciei a leitura deste livro com grandes expectativas. Mas logo nas primeiras páginas fiquei um pouco desiludida.

Eu sei que na época em que a acção do livro se passa, certas palavras eram pronunciadas de forma diferente e algumas até caíram em desuso com o passar do tempo. Mas em 90% dos romances históricos que eu li a linguagem utilizada era actual (o que facilita a leitura do mesmo) . E é neste aspecto que eu penso que a escritora falhou mais: introduziu de tal forma palavras "caras" que a leitura chegou ao ponto de ser forçada. Tive de voltar dezenas de vezes atrás para conseguir perceber o sentido da frase.
Outro ponto negativo é a existência excessiva de descrições. Descrição do quarto, descrição do quarto de vestir, descrição da sala de estar, descrição da sala de jantar; só faltou a descrição dos estábulos! Fiquei cansada só de ler tanta descrição.

D. Francisca de Bragança era filha de D. Pedro IV e de D. Leopoldina da Áustria, cujo casamento foi pausado por sucessivas traições e violência. Por esta razão D. Leopoldina foi uma mulher fechada e triste. Morreu ao fim de 9 anos de casamento depois de, reza a história, ter sido agredida a pontapé por D. Pedro IV.

Durante o livro acompanhamos a sua vida desde os 13 anos e até à sua morte. D. Francisca foi uma criança e mulher independente e rebelde. Nunca seguiu os padrões da sociedade e, ao contrário de quase todas as mulheres daquela época, viveu um casamento baseado na paixão e no amor. Gostei muito desta personagem pela sua irreverência e pelo seu amor ao marido. Por vezes era imatura e mimada, mas fez-me gostar dela por ser diferente do que era conveniente e por ter lutado pelos seus desejos.

É possível perceber que Maria João Fialho Gouveia pesquisou a fundo sobre a vida desta princesa e isso é um ponto a favor. Mas fica a perder para os defeitos do livro que se poderia tornar mais leve se não fosse a linguagem e o excesso de descrição.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

[A Deusa Lê] "E Se Fosse Um Anjo", de Keith Donohue

Sinopse: Um romance mágico sobre a família e o poder do amor.
Há dez anos que Margaret não tem contacto com a sua filha Erica. Esta fugiu com um jovem anarquista e vive à margem da lei no Novo México, onde terá tido uma filha.
Por isso, quando numa noite fria de Janeiro encontra uma criança abandonada à porta de sua casa, Margaret acredita tratar-se da sua neta. A pequena Norah destaca-se pela sua inteligência, bondade e cedo demonstra ter habilidades extraordinárias que encantam a comunidade. Afirma ser um anjo e consegue fazer duvidar os que a rodeiam.

Mas quando uma carta de Erica chega às mãos de Margaret, toda a realidade que esta criara para explicar o sucedido ameaça desmoronar-se. Pois se Erica nunca teve uma filha… quem será realmente Norah?




Sinopse: Keith Donohue vive em Maryland, perto de Washington. Durante muitos anos foi escritor de discursos no National Endowment for the Arts.
A Criança Roubada foi o seu primeiro romance e um bestseller em todo o mundo. A Saída de Emergência publicou também o seu romance E Se Fosse um Anjo.

[Opinião] "Sangue Maligno", de Kristen Painter

Sinopse: Chrysabelle é uma comarré que ousou desafiar o destino. Agora tem de tomar uma decisão de vida ou morte... 
Uma série de violentos assassinatos está a semear o pânico em Paradise City. Os alvos são comarrés falsos. Chrysabelle, em casa a recuperar lentamente de graves ferimentos, recusa-se a ver Malkolm. Mas nada conseguirá travar o vampiro, decidido a ver se o amor da sua vida está bem, dê por onde der.
Com a ameaça da fusão iminente entre o mundo dos mortais e dos imortais, não há tempo a perder. Malkolm e Chrysabelle partem para Nova Orleães, para recuperar o Anel do Sofrimento. Forçada a tomar uma decisão de vida ou morte, Chrysabelle vai-se aperceber de que a sua relação com Malkolm pode ter consequências fatais e que a força do amor que os une pode não ser suficiente.
Intenso e arrebatador, Sangue Maligno é o terceiro volume da série Casa das Comarré, de Kristen Painter, e um best-seller internacional.





Opinião:
"Sangue Maligno" é o terceiro volume da saga "A Casa das Comarré" e, finalmente, está a começar a aquecer!
Graças a todos os santinhos!

Neste volume Chrysabelle continua a sua busca pelo irmão perdido e, por causa dele, tem de enfrentar de novo as maiores dores da sua vida. Finalmente, Chrysabelle percebeu que é do Malk que gosta. Gostei muito mais dela neste livro, acreditem. Mostrou alguma maturidade e que é "humana". Malk, como sempre, está sempre do lado dela e nunca a abandona (adoro-o!). Continua com os seus demónios, mas o amor que tem pela Chrysabelle consegue vencê-los. 

Neste livro a autora deu mais protagonismo as outras personagens, o que é um ponto a favor. O expectativa à volta do Halloween, Fi, Doc, Velimai, Creek, e novas personagens juntam-se para fazer frente aos demónios que irão sair das trevas para atormentar os humanos. A revelação do assassínio das comarré falsas foi uma surpresa. Nunca pensei que fosse aquela personagem...

Como já é normal, continua a ser um livro de leitura fluída e que sê lê de um fôlego. Este é um ponto a favor de Kristen Painter.