sábado, 7 de dezembro de 2013

[Desafios] Desafio Diversidade Literária

Boas tardes!
Depois de muito pensar e re-pensar decide que vou aderir a vários desafios este ano!
Um deles é este.
Este desafio foi criado pela Catarina do blogue "A Sonhar de olhos abertos" e gostei dele desde o primeiro minuto que o vi.

Este desafio consiste em ler um livro por mês dos seguintes géneros literários:
Janeiro: Fantasia
Fevereiro: Romance histórico
Março: Policial/mistério
Abril: Ficção científica
Maio: Romance contemporâneo
Junho: Livro infantil
Julho: Chick-lit
Agosto: Thriller/Aventura
Setembro: Young adult (YA)
Outubro: Terror
Novembro: "Conto de fadas" /Lendas/Mitos
Dezembro: Livre

Vamos lá ver se vou conseguir :b

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

[Opinião] "Padeira de Aljubarrota", de Maria João Lopo de Carvalho

Sinopse: Muitas histórias correram sobre a humilde mulher que, em 1385, numa aldeia perto de Alcobaça, pôs a sua extrema força e valentia ao serviço da causa nacional, ajudando assim a assegurar a independência do reino, então seriamente ameaçada por Castela. É nos seus lendários feitos e peripécias, contados e acrescentados ao longo dos tempos, que se baseia este romance, onde as intrigas da corte e os tímidos passos da rainha-infanta D. Beatriz de Portugal se cruzam com os caminhos da prodigiosa padeira de Aljubarrota, Brites de Almeida, símbolo máximo da resiliência e bravura de todo um povo.











Opinião:
Existem livros que nos enchem as medidas. E isso acontece porque são extremamente bem escritos. Este é um deles.
Maria João Lopo de Carvalho conseguiu tornar a famosa Brites de Almeida (mais conhecida como Padeira de Aljubarrota) numa personagem real. Poucas são as pessoas que se atrevem a escrever sobre ela mas Maria João atreveu-se e eu agradeço-lhe por isso.
Em "Padeira de Aljubarrota" conhecemos Brites de Almeida - nascida num dia e num ano que todas as pessoas consideraram como o ano do Diabo. E a própria Brites parece um demónio! Seis dedos em cada mão, pés do tamanho de uma pá, pouco abonada no que toca à beleza. Mas isto tudo é esquecido quando nos lembramos da sua imensa coragem durante um dos tempos mais conturbados do reino de Portugal e do Algarve. 
Neste maravilhoso livro, a narrativa é partilhada por Brites de Almeida e D. Beatriz (filha de D. Fernando e D. Leonor Teles). Gostei muito da forma como o livro está estruturado, porque nos dá duas perspectivas totalmente diferentes. 
Este livro foi uma mais valia para alterar a opinião que eu tinha sobre D. Beatriz. Em quase todos os sítios em que esta rainha-menina é citada temos a percepção de que ela é uma pessoa sem carácter (um pau mandado, vá) que sempre seguiu as ordens de sua fria mãe. Mas neste livro vemos que ela não passava de uma criança que passam de noivado em noivado sem que tivesse uma palavra a dizer. Vemos que tinha personalidade, que era uma rebelde. Gostei muito desta Beatriz. No que diz respeito a Brites de Almeida, também fiquei com uma boa opinião. Uma mulher corajosa que, durante toda a sua vida, foi rejeitada pelas pessoas mas, que mesmo assim, se tornou forte e determinada.
Como já disse este livro ficou-me na memória. E é muito complicado opinar sobre ele, porque ficará sempre algo por dizer. Provavelmente um dos melhores livros que li na minha vida inteira (e já li muitos). Dá para perceber também que existiu uma enorme pesquisa por trás desta história e tenho de dar os parabéns a escrita por isso.
Obrigada por este livro, Maria João Lopo.
Recomendo.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

[Opinião] "Os Adivinhos", de Libba Bray

Sinopse: As luzes da cidade escondem segredos sombrios
Evie O'Neill foi exilada da sua monótona e pacata cidade natal e enviada para as agitadas ruas de Nova Iorque - e fica radiante! Nova Iorque é a cidade dos bares clandestinos, das compras e dos cinemas! Pouco depois, Evie começa a andar com as glamorosas «Ziegfield Girls» e com atraentes carteiristas. O único problema é que Evie tem de viver com o seu tio Will, curador do Museu Americano de Folclore, Superstição e Ocultismo - também conhecido como «O Museu dos Arrepios», homem com uma pouco saudável obsessão pelo oculto.
Evie receia que ele descubra o seu segredo mais sombrio: um poder sobrenatural que até ao momento só lhe causou problemas. Porém, quando a polícia encontra uma rapariga morta que tem um estranho símbolo gravado na testa e Will é chamado ao local, Evie percebe que o seu dom pode ajudar a apanhar o assassino em série.
Quando Evie mergulha de cabeça numa dança com um assassino, outras histórias se desenrolam na cidade que nunca dorme. Um jovem chamado Memphis é apanhado entre dois mundos. Uma corista chamada Theta anda a fugir do seu passado. Um estudante chamado Jericho esconde um segredo chocante. E sem que ninguém saiba, algo sombrio e maligno despertou.



Opinião: 

Como já devem ter percebido eu adoro história. Quando me aparece uma oportunidade de ler um livro que mistura os anos 20 com magia eu não a posso deixar passar, certo? Pois, foi exactamente o que eu pensei! Tenho de ler este livro! E gostei muito. 
Evie é uma rapariga normal de 17 anos. Mas uma rapariga que tem um dom: ela é uma Adivinha. Com um pequeno aperto num objecto é capaz de saber os segredos mais obscuros de uma pessoa. Esse dom fez com que ela fosse "exilada" para Nova Iorque. Em Nova Iorque Evie reencontra a sua melhor amiga Mabel e, onde, quase perde a vida. 
A história deste livro é muito interessante. Somos confrontados com um mal antigo que volta para terminar o que começou à quase 50 anos. Mas será este o único mal que ameaça Nova Iorque? É isso que têm de descobrir e para isso é necessário ler o livro.
Além de ser um livro grande (adoro livros grandes!) li-o rapidamente. A história envolveu-me desde as primeiras páginas e não consegui descansar enquanto não o terminei. Libba Bray tem um dom para escrever histórias que nos devoram. Penso que ela podia ter retirado 50 ou 100 páginas do livro - em algumas partes era um pouco secante. 
Personagens bem construídas e misteriosas. É incrível como quase todas as personagens que aparecem no livro estão inter-ligadas e se ajudam mutuamente.
Tal como já escrevi mais acima, as personagens estão bem construídas e, algumas delas, são bem misteriosas. Tão misteriosas que acabamos a leitura e ficamos sem saber muito bem quem elas são. Vou só fazer referência a uma personagem: o Sam. Sam Lloyd é a primeira pessoa que Evie conhece quando chega a Nova Iorque. Ele também tem um dom. Consegue ficar invisível quando quer (o que ajuda no seu trabalho: ladrão). Mas ao longo da história ele vai-se tornando importante e eu desejei durante a leitura que a Evie se apaixona-se por ele. Fiquei triste no final.
Este é um livro que não tem um final feliz. Espero que haja continuação porque eu estou muito chateada com a Libba Bray. 
Recomendo. Não é um livro perfeito, mas está quase lá!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

[Opinião] "Contos de Algernon Blackwood", de Algernon Blackwood

Sinopse: Há escritores que ultrapassam todas as barreiras do tempo. Há obras que ditaram o caminho da escrita criativa de uma forma irreversível. Algernon Blackwood é um desses escritores.
Por vezes bizarro, perturbador, assustador e sublime, apresentamos nesta obra uma seleção dos melhores contos incomparáveis do mestre ilusionista Algernon Blackwood.
Evocando as forças misteriosas da Natureza, toda a escrita de Blackwood percorre a nebulosa fronteira entre a fantasia, o surpreendente, a admiração e o horror. Nesta antologia, Blackwood mostra a melhor faceta do seu trabalho, incluindo Os Salgueirosque Lovecraft apontou como sendo «o melhor weird tale em toda a literatura», O Wendigo, Luzes Antigas, A Outra Ala e O Homem à Escuta.




Opinião:
Tenho de admitir: não sou grande fã de terror.

Quando me decidi a ler este livro foi na ânsia de uma nova experiência. Mas, infelizmente, o terror não é para mim. Mesmo que seja terror psicológico.

Demorei um pouco a escrever esta opinião porque não sei o que hei-de escrever. Infelizmente só gostei de um conto (e só tinha 9 páginas!) e mesmo nesse dei por mim a bocejar diversas vezes. Penso que este seja um livro que tenha de ser lido numa certa altura e com um certo estado de espírito.

Claro que consigo entender o fascínio que as pessoas têm pelo Algernon Blackwood. Escreve muito bem, além de por vezes usar umas palavras características. Tenho pena de não ser fã deste tipo de livro. Mesmo muita pena.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

[Opinião] "Luz e Sombras", de Leigh Bardugo

Sinopse: Só ela consegue vencer as trevas... Rodeada por inimigos, a outrora grande nação de Ravka foi dividida em duas pelo Sulco de Sombra, uma faixa de escuridão quase impenetrável cheia de monstros que se alimentam de carne humana. Agora, o seu destino pode depender de uma só refugiada. Alina Starkov nunca foi boa em nada. Órfã de guerra, tem uma única certeza: o apoio do seu melhor amigo, Maly, e a sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa do regimento militar, numa das expedições que tem de fazer ao Sulco de Sombra, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros volcra e ficar brutalmente ferido. O seu instinto leva-a a protegê-lo , e ela revela um poder adormecido que lhe salva a vida, um poder que poderia ser a chave para libertar o seu país devastado pela guerra. Arrancada de tudo aquilo que conhece, Alina é levada para a corte real para ser treinada como um membro dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina no seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir o Sulco de Sombra. No entanto, nada naquele mundo pródigo é o que parece. Com a escuridão a aproximar-se e todo um reino dependente da sua energia indomável, Alina terá de enfrentar os segredos dos Grisha... e os segredos do seu coração.



Opinião:
Este livro foi uma verdadeira surpresa: desde a magnífica capa, passando pelas personagens bem construídas e até ao seu conteúdo.

Durante anos Anita Starkov foi uma rapariga normal: fraca, magra, sempre passou despercebida. Até ao dia em que vê o seu melhor amigo (e paixão secreta) a ser atacado por um volcra e uma estranha luz sai de dentro de si e afugenta os monstros todos. A partir daí a sua vida muda completamente: Anita é enviada para a corte para aprender com os Grisha (pessoas com poderes). Mas nem tudo é o que parece e por trás de toda àquela riqueza algo conspira para ter o poder. 

Como já disse no inicio as personagens estão bem construídas e são coerentes. Alina é uma rapariga que apesar de nunca ter tido sorte na sua vida sempre foi forte e corajosa. Para uma rapariga de 17/18 anos é uma personagem madura, um pouco sarcástica e valente. Quando é enviada para a corte faz de tudo para se integrar e para aumentar o seu poder. Quando as coisas dão para o torto não hesita em fazer o que é certo. 
Tenho de admitir que a personagem que mais gostei foi o Darkling. Moreno, olhos cinzentos, misterioso e muito sedutor. Tenho pena do seu papel no livro, mas continuo a gostar dele. Perigoso, é o adjectivo que lhe atribuo!

Li este li em dois dias. É uma leitura que não se consegue parar, completamente viciante. Estou ansiosamente à espera do segundo volume.

É maravilhoso. Maravilhoso!