terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

[Opinião] "A Rainha dos Sipaios", de Catherine Clément

Sinopse: Ela era a rainha de Jhansi, um reino livre do centro da Índia. Uma jovem viúva de trinta anos, impetuosa e altiva. Morreu na guerra, vestida de homem, as rédeas do cavalo entre os dentes, uma espada em cada mão e um colar de pérolas ao pescoço.
Este movimento de libertação nacional, conhecido por «revolta dos sipaios», dilacerou o ventre da Índia em meados do século XIX, quando os soldados indígenas de pele escura, conhecidos como «sipaios», se sublevaram contra os amos brancos, ou os «John Company», em referência à Companhia das Índias Orientais.
Muitas humilhações, muitos rajás destronados, muitas explorações… Certo dia, tudo explodiu. Nasceu a insurreição. A guerra de independência indiana durou dois anos, dois terríveis anos de vitórias e massacres, largamente comentados a partir de Londres por dois correspondentes de imprensa, Karl Marx e Friedrich Engels.
Quando a guerreira morreu, a Índia deixou de ser livre. Mas, ainda hoje, as crianças indianas aprendem na escola a canção que celebra a sua glória. Um destino fulgurante, cantado por todo um povo e contado com energia por Catherine Clément, que aqui reencontra a Índia que tão bem conhece.


Opinião:
Catherine Clément é uma estreia. E uma estreia muito boa.

Quando me ofereci para ler este livro a partir do Clube de Leitores fiquei com um pouco de receio de não gostar do livro. Não sei bem porquê mas achei que fosse um livro com uma escrita um pouco lenta e pouco atractiva.... Mas fui conquistada logo nas primeiras páginas. 

Como todo o mundo sabe na Índia é costume as raparigas casarem-se super cedo (até se ouviu falar de um caso de uma menina que morreu depois da noite de núpcias), entre os 12 e os 15 anos. Ainda umas crianças. Mas Chabili não era uma menina qualquer. Perdeu a mãe com 2 anos e a sua única influência durante a infância foi o pai e os seus dois melhores amigos (filhos adoptivos do Marajá). Por essa razão tornou-se arrapazada e aprendeu a lutar com espadas e a andar a cavalo. Um escândalo. Quando fez 14 anos recebeu uma proposta para se casar com o "Rei" de Jhansi, Gangadar. E é aqui que a sua luta realmente começa. 

Este é um livro que me tocou profundamente. Mostra o lado "mau" dos ingleses que, na sua sede de poder, se apropriaram de terras e bens sem olhar a meios e que quando estalou a guerra civil matou inocentes a torto e a direito sem nenhuma ponta de arrependimento. É óbvio que os indianos também o fizeram. E foram os primeiros. Não há maneira de desculpar a morte de mulheres e crianças que estavam no lugar errado na hora errada. Chabili pensava como eu e tentou, por todos os meios, manter a sua cidade fora desta guerra. Mas sem sucesso.
Foi culpada pela morte destes inocentes e teve de defender um cerco com as poucas tropas que dispunha. Não o conseguiu e acabou por morrer de forma heróica mas injusta. 

Manikarnika, Manu, Chabili, Lakshmi Bai - podem escolher o nome que quiserem) era uma mulher que não era fisicamente bela. Tez demasiado escura para os padrões da moda, olhos muito escuros, lábios bonitos mas esquecidos devido a sua mais notável característica: o nariz. Um nariz grande que dobrava na ponta. A sua beleza estava escondida no interior. Mulher de garra, corajosa e destemida. Lutou até ao último momento para não colocar a sua cidade em perigo. Foi "vendida" aos 14 anos e casou com um homem que gostava de se vestir de mulher e que não conseguia praticar a relação sexual. Esta é Chabili, a Adorada. Esta é Lakshmi, a Deusa da Prosperidade.

Este é um livro que aconselho vivamente a todas as pessoas. É tocante e a leitura é super rápida.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

[Opinião] "Belladonna", de Anne Bishop

Sinopse: Há muito tempo, Efémera foi dividida em inúmeras paisagens mágicas ligadas somente por pontes. Pontes que podem levar quem as atravessa para onde realmente pertence e não ao local onde pretende chegar.
Uma a uma, as paisagens de Efémera estão a cair na sombra. O Devorador do Mundo está a espalhar a sua influência, manchando as almas das pessoas com dúvida e medo, alimentando-se das suas emoções mais negras.
A cada vitória o Devorador aproxima-se da conquista final.
Apenas Glorianna Belladonna possui a habilidade de frustrar os planos do Devorador. Mas os seus poderes foram mal interpretados e incompreendidos. Determinada a proteger as terras sob o seu domínio, Glorianna defrontará o Devorador sozinha se assim estiver no seu destino.






Opinião:
Neste livro encontramos Glorianna Belladonna um pouco mais humana e "tocável".Deixa de ser aquela pessoa que aparece fugazmente para uma pessoa a quem acompanhamos os pensamentos, as emoções e os medos. Quando Belladonna conhece Michael o seu coração inflama completamente. Só que Michael ainda tem de correr muito para conseguir o seu amor! 

Gostei muito de rever o Sebastian (se bem que não bastou para matar saudades), que continua mordaz e protector. E foi uma das únicas coisas boas do livro.

Penso que este livro ficou muito aquém das minhas expectativas porque se tornou chato e eu só via as palavras a passarem e a passarem sem nada de importante acontecer. E uma das coisas que mais me interessou (a história da Guerreira) ficou por contar. Grande falha. 

A escrita de Anne Bishop continua viciante mas, como já disse, o livro é tão chato que até me fartei. E demorei mais dois dias a ler o livro do que o normal.

Até tenho medo de pegar no livro "Ponte de Sonhos". Será que me vou decepcionar mais uma vez?!?

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

41ª Maratona Literária: Plano de Leitura

A maratona começa às 00h00 e termina dia 9 Fevereiro às 23h59. Esta maratona tem um desafio opcional: cada equipa tem uma cor e tem de ler um livro em que a cor predominante seja essa. A minha equipa é comandada pela Mafi e a cor escolhida foi o Branco.


Escolhidos:



[Opinião] "A Noite de Todas as Almas", de Deborah Harkness

Sinopse: Num final de tarde de Setembro, quando a famosa historiadora de Yale, Diana Bishop, abre casualmente um misterioso manuscrito medieval alquímico há muito desaparecido, o submundo mágico de Oxford desperta. Vampiros, bruxas e demónios farão tudo para possuir o manuscrito que se crê conter poderes desconhecidos e pistas misteriosas sobre o passado e o futuro dos humanos e do mundo fantástico. Diana vê a sua pacata vida de investigadora invadida por um passado que sempre tentou esquecer: ela é a última descendente da família Bishop, uma longa e distinta linhagem de bruxas de Salem, marcada pela morte misteriosa dos pais quando era criança. E do meio do turbilhão de criaturas mágicas despertadas pela redescoberta do manuscrito surge Matthew Clairmont, um vampiro geneticista de 1500 anos de idade, apaixonado por Darwin. Juntos vão tentar desvendar os segredos do manuscrito e impedir que caia em mãos erradas. Mas a paixão que cresce entre ambos ameaça o frágil pacto de paz que existe há séculos entre humanos e criaturas fantásticas... e o mundo de Diana nunca mais voltará a ser o mesmo... Uma história arrebatadora que mistura História, magia, aventura e romance. Para os leitores de Dan Brown, J.K. Rowling, Stephenie Meyer e Elizabeth Kostova.


Opinião:
Dou 2 estrelas e é para não dizer que não vais daqui!!
A sério, que desilusão.

Desde o primeiro momento em que vi este livro que o meu olhar se iluminou. Não desisti até que o consegui comprar e depois é isto? ISTO?!? 

Tinha tudo para ser considerado um dos meus favoritos: bruxas, demónios, vampiros, magia, castelos, ... Mas acabou por ser um dos livros que eu menos gostei de ler.

Na minha opinião a escritora, Deborah Harkness, podia ter retirado umas 200 ou 300 páginas deste livro. Demorou tanto tempo a desenvolver a história como os anos que o Matthew tem. Era necessário enfiar tanta palha num livro? O que me interessa a mim quantas vezes fez ela yoga, canoagem, corridas? Nada. Nientes.

As personagens também não ajudaram na pontuação. A Diana é tão insegura, tão infantil e ingénua que até chateia! Porque raio é que ela não admite que é uma bruxa?!? Quem me dera ser bruxa! Nas tias dela nem vou falar! A rapariga tem mais de 30 anos, já tem idade para tratar dela própria! 

Enfim, uma desilusão. Completa desilusão. Mas vou arriscar ler o 2º livro. Talvez melhore e, além disso, a acção passa em 1590 (*,*) o que é um ponto positivo (acho eu).

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

[Opinião] "O Jardim Encantado", de Sarah Addison Allen

Sinopse: Num jardim escondido por trás de uma tranquila casa na mais pequena das cidades, existe uma macieira e os rumores que circulam dão conta de que dá um tipo muito especial de fruto. Neste encantador romance, Sarah Addison Allen conta a história dessa árvore encantada e das extraordinárias pessoas que dela cuidam...
As mulheres da família Waverley são herdeiras de um legado mágico — o jardim familiar, famoso pela sua macieira, que produz frutos proféticos, e pelas suas flores comestíveis, imbuídas de poderes especiais que afectam quem quer que as coma.

Proprietária de uma empresa de catering, Claire Waverley prepara pratos com as suas plantas místicas — desde as chagas que ajudam a guardar segredos até às bocas-de-lobo destinadas a desencorajar intenções amorosas. Entretanto, a sua idosa prima Evanelle é conhecida por distribuir presentes inesperados cuja utilidade se torna mais tarde misteriosamente clara. São elas os últimos membros da família Waverley — com excepção da rebelde irmã de Claire, Sydney, que fugiu da cidade há muitos anos.
Quando Sydney regressa subitamente a Bascom com uma filha pequena, a tranquila vida de Claire sofre uma reviravolta, bem como a fronteira protectora que erigiu tão cuidadosamente em redor do seu coração. Juntas uma vez mais na casa onde cresceram, Sydney reflecte sobre tudo o que deixou para trás ao mesmo tempo que Claire se esforça por sarar as feridas do passado. E em pouco tempo as irmãs apercebem-se de que têm de lidar com o seu legado comum para viverem as alegrias do futuro que se anuncia.

Encantador e pungente, este fascinante romance irá, seguramente, enfeitiçar o leitor.



Opinião:
Este é o primeiro livro que leio de Sarah Addison Allen e adorei! Lindo, lindo, lindo! Em todos os aspectos.


Claire Waverley é um dos últimos membros da família Waverley. A família Waverley é conhecida na região pelo seu jardim encantado e pelas suas plantas mágicas. Claire dedicou a sua vida a esse jardim e não quer que nada incomode essa rotina. Mas, num dia como qualquer outro, Sidney volta para casa. Sidney a irmã que a abandonou. Sidney a irmã rebelde que nunca quis fazer parte daquele legado. Mas ela não volta sozinha! Com ela traz a filha de apenas cinco anos. E neste momento o mundo de Claire vira-se de pernas para o ar e a sua amada rotina é completamente perturbada.



Este é um livro que aborda a violência doméstica. Como sabem (ou não) este é um assunto que me chateia muito. É um assunto muito sensível e ao qual (quase) toda a gente fecha os olhos. É o velho ditado: Entre marido e mulher, não se mete a colher. Mas não é bem assim. Penso que todas as pessoas têm que ter consciência do que se passa à sua volta e fazer algo para travar isso. 



Gostei muito das personagens. Todas sem excepção. Penso que todas têm o seu papel na história e que o desempenharam de forma maravilhosa. Claro que a personagem de que mais gostei foi a Sidney. Rebelde, divertida, mas com os seus demónios. Saiu de uma relação destruidora para um amor de criança. E eu adorei!



A única coisa de que eu não gostei (e é essa a razão para eu dar 4*) foi a cena principal (quando o mau da fita descobre a Sidney e blá blá). Durante toda a leitura estive a preparar-me para este momento e quando ele chegou fiquei tipo: o quê?!?!? Só isto?!? Meu deus, foi uma desilusão.



Com toda a certeza que vou seguir esta escritora.