terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

[Opinião] "Um Beijo Inesquecível", de Teresa Medeiros

Sinopse: Laura Farleigh precisava de um marido. Se quisesse manter um teto sobre a cabeça dos irmãos, a orgulhosa filha do reitor teria de casar até ao dia do seu vigésimo primeiro aniversário. Ao encontrar inconsciente na floresta um misterioso desconhecido de rosto angelical e corpo de Adónis, que não se lembrava do nome e do passado, decide reclamá-lo como seu. Mal sabia ela que aquele anjo caído era afinal um demónio disfarçado. Sterling Harlow, o famoso devasso conhecido como o «Demónio de Devonbrooke», acorda com o beijo encantador de uma formosa jovem que lhe confessa ser ele o seu prometido. Com as faces beijadas pelo sol e sardentas, Laura é uma jovem inocente apesar do encanto feminino das suas curvas. Quando lhe garante ser ele um perfeito cavalheiro, Sterling pergunta a si próprio se, para além da memória, terá perdido o juízo. Juraria não ser homem para se satisfazer apenas com beijos - principalmente os da doce e sensual Laura. Tentando descobrir a verdade antes da noite de núpcias, um beijo inesquecível ateia a paixão que nenhum deles alguma vez esquecerá.


Opinião:
Já há muito tempo que desejava ler este livro. Finalmente consegui comprá-lo e não parei enquanto não peguei nele. A capa é linda e a sinopse é apelativa. 

Laura Farleigh é uma rapariga de 20 anos que tem de se casar. Se não o fizer até aos 21 perde o tecto que sustenta a vida dela, dos seus dois irmãos e dos seus dois criados (e também de uma dezena de gatinhos). Quando encontra um desconhecido inconsciente na floresta pensa que as suas preces foram ouvidas e convence-o que ele é o seu noivo. E esta é a premissa para a divertida, mas ternurenta história que Teresa Medeiros nos conta neste livro.

Adorei. Adorei completamente. É um romance tão lindo com personagens tão maravilhosas que até fico sem palavras para o descrever! 

Teresa Medeiros criou personagens com personalidade, com medos e passados que nos chocam. A melhor personagem é, sem sombra de dúvida, o Sterling. De um menino maravilhoso e inocente cresceu para se tornar num homem conquistador e sem "coração". Foi bonito ver a mudança que a humilde Laura operou nele (gatos! gatos!). 

Este é um romance cheio de divertimento, mas também com drama. Várias foram as vezes em que me apeteceu estrangular o Sterling por causa da sua (aparente) insensibilidade depois da descoberta da tramóia da Laura.

Um livro muito bem escrito, mas que peca por uma tradução que deixa um pouco a desejar (e essa é a razão das minhas 4*). Vou, de certezinha, acompanhar os próximos livros e estou ansiosa por rever estas maravilhosas personagens!

Recomendo!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

[Opinião] "Tríptico", de Karen Slaughter

 Sinopse: Três pessoas com segredos perturbadores.

Um assassino sem nada a perder.
Quando Michael Ormewood, detetive da Polícia de Atlanta, é chamado à cena de um homicídio num bairro social, depara-se com uma das mortes mais brutais de toda a sua carreira: o corpo de Aleesha Monroe jaz nas escadas de um prédio, numa poça formada pelo seu próprio sangue e horrivelmente mutilado.
Enquanto incidente isolado, este já seria um crime chocante. Mas quando se torna evidente que é apenas o mais recente de uma série de ataques violentos, o Georgia Bureau of Investigation é chamado a intervir — e Michael vê-se obrigado a trabalhar com o agente especial Will Trent, com quem antipatiza de imediato.

Vinte e quatro horas mais tarde, a violência a que Michael assiste todos os dias explode nas traseiras da sua própria casa. Percebe-se, então, que talvez o mistério da morte de Aleesha Monroe esteja indissoluvelmente ligado a um passado que se recusa a ficar esquecido…




Opinião:
É certo e sabido que eu não sou grande fã de policiais. Foi complicado entrar na história por essa razão. Mas depois de o fazer e de perder o medo só posso dizer que adorei e que estou ansiosamente à espera do segundo volume.

Quando uma prostituta aparece assassinada nas escadas de um prédio num bairro social em Atlanta o passado vem ao de cima. Há 21 anos Mary Alice, uma adolescente de 15 anos, é encontrada morta na sua cama. Sem a língua. Esta é a particularidade que liga os dois assassinatos. A partir deste momento a acção acelera e somos confrontados com raptos e assassinatos de crianças e adolescentes. 

Eu dividi este livro em duas partes. A parte 1 - que é vista pela perspectiva do detective Michael Ormewood - e a parte 2 - vista pela perspectiva de Will Trent, John Shelley e Angie Polaski. 
Tenho de admitir que fiquei admirada pela descoberta do assassino. Ele parecia tão normal, tão "bom" mas à medida que a acção avançou todo começou a fazer sentido na minha cabeça. E só queria que ele morresse. Ou que lhe cortassem as partes intimas. 


Este é um livro que está muito bem escrito e tenho de dar os parabéns à tradução. É um bocado "crua", mas penso que se adequa ao tipo de livro. O facto de se tratar de assassinatos de crianças e adolescentes chocou-me um bocado, mas também me prendeu mais ao livro.

Como referi no início, estou ansiosa pela publicação do segundo volume (em Fevereiro, pelo que li) e tenho a certeza que vou adorar voltar ao mundo do peculiar Will Trent.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

[Aquisições] Janeiro

Entre trocas, compras e passatempos adquiri oito livros este mês! Oito! São todos tão lindinhos *.*





terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

[Opinião] "A Rainha dos Sipaios", de Catherine Clément

Sinopse: Ela era a rainha de Jhansi, um reino livre do centro da Índia. Uma jovem viúva de trinta anos, impetuosa e altiva. Morreu na guerra, vestida de homem, as rédeas do cavalo entre os dentes, uma espada em cada mão e um colar de pérolas ao pescoço.
Este movimento de libertação nacional, conhecido por «revolta dos sipaios», dilacerou o ventre da Índia em meados do século XIX, quando os soldados indígenas de pele escura, conhecidos como «sipaios», se sublevaram contra os amos brancos, ou os «John Company», em referência à Companhia das Índias Orientais.
Muitas humilhações, muitos rajás destronados, muitas explorações… Certo dia, tudo explodiu. Nasceu a insurreição. A guerra de independência indiana durou dois anos, dois terríveis anos de vitórias e massacres, largamente comentados a partir de Londres por dois correspondentes de imprensa, Karl Marx e Friedrich Engels.
Quando a guerreira morreu, a Índia deixou de ser livre. Mas, ainda hoje, as crianças indianas aprendem na escola a canção que celebra a sua glória. Um destino fulgurante, cantado por todo um povo e contado com energia por Catherine Clément, que aqui reencontra a Índia que tão bem conhece.


Opinião:
Catherine Clément é uma estreia. E uma estreia muito boa.

Quando me ofereci para ler este livro a partir do Clube de Leitores fiquei com um pouco de receio de não gostar do livro. Não sei bem porquê mas achei que fosse um livro com uma escrita um pouco lenta e pouco atractiva.... Mas fui conquistada logo nas primeiras páginas. 

Como todo o mundo sabe na Índia é costume as raparigas casarem-se super cedo (até se ouviu falar de um caso de uma menina que morreu depois da noite de núpcias), entre os 12 e os 15 anos. Ainda umas crianças. Mas Chabili não era uma menina qualquer. Perdeu a mãe com 2 anos e a sua única influência durante a infância foi o pai e os seus dois melhores amigos (filhos adoptivos do Marajá). Por essa razão tornou-se arrapazada e aprendeu a lutar com espadas e a andar a cavalo. Um escândalo. Quando fez 14 anos recebeu uma proposta para se casar com o "Rei" de Jhansi, Gangadar. E é aqui que a sua luta realmente começa. 

Este é um livro que me tocou profundamente. Mostra o lado "mau" dos ingleses que, na sua sede de poder, se apropriaram de terras e bens sem olhar a meios e que quando estalou a guerra civil matou inocentes a torto e a direito sem nenhuma ponta de arrependimento. É óbvio que os indianos também o fizeram. E foram os primeiros. Não há maneira de desculpar a morte de mulheres e crianças que estavam no lugar errado na hora errada. Chabili pensava como eu e tentou, por todos os meios, manter a sua cidade fora desta guerra. Mas sem sucesso.
Foi culpada pela morte destes inocentes e teve de defender um cerco com as poucas tropas que dispunha. Não o conseguiu e acabou por morrer de forma heróica mas injusta. 

Manikarnika, Manu, Chabili, Lakshmi Bai - podem escolher o nome que quiserem) era uma mulher que não era fisicamente bela. Tez demasiado escura para os padrões da moda, olhos muito escuros, lábios bonitos mas esquecidos devido a sua mais notável característica: o nariz. Um nariz grande que dobrava na ponta. A sua beleza estava escondida no interior. Mulher de garra, corajosa e destemida. Lutou até ao último momento para não colocar a sua cidade em perigo. Foi "vendida" aos 14 anos e casou com um homem que gostava de se vestir de mulher e que não conseguia praticar a relação sexual. Esta é Chabili, a Adorada. Esta é Lakshmi, a Deusa da Prosperidade.

Este é um livro que aconselho vivamente a todas as pessoas. É tocante e a leitura é super rápida.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

[Opinião] "Belladonna", de Anne Bishop

Sinopse: Há muito tempo, Efémera foi dividida em inúmeras paisagens mágicas ligadas somente por pontes. Pontes que podem levar quem as atravessa para onde realmente pertence e não ao local onde pretende chegar.
Uma a uma, as paisagens de Efémera estão a cair na sombra. O Devorador do Mundo está a espalhar a sua influência, manchando as almas das pessoas com dúvida e medo, alimentando-se das suas emoções mais negras.
A cada vitória o Devorador aproxima-se da conquista final.
Apenas Glorianna Belladonna possui a habilidade de frustrar os planos do Devorador. Mas os seus poderes foram mal interpretados e incompreendidos. Determinada a proteger as terras sob o seu domínio, Glorianna defrontará o Devorador sozinha se assim estiver no seu destino.






Opinião:
Neste livro encontramos Glorianna Belladonna um pouco mais humana e "tocável".Deixa de ser aquela pessoa que aparece fugazmente para uma pessoa a quem acompanhamos os pensamentos, as emoções e os medos. Quando Belladonna conhece Michael o seu coração inflama completamente. Só que Michael ainda tem de correr muito para conseguir o seu amor! 

Gostei muito de rever o Sebastian (se bem que não bastou para matar saudades), que continua mordaz e protector. E foi uma das únicas coisas boas do livro.

Penso que este livro ficou muito aquém das minhas expectativas porque se tornou chato e eu só via as palavras a passarem e a passarem sem nada de importante acontecer. E uma das coisas que mais me interessou (a história da Guerreira) ficou por contar. Grande falha. 

A escrita de Anne Bishop continua viciante mas, como já disse, o livro é tão chato que até me fartei. E demorei mais dois dias a ler o livro do que o normal.

Até tenho medo de pegar no livro "Ponte de Sonhos". Será que me vou decepcionar mais uma vez?!?