sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

[Opinião] "Divina por Escolha", de P. C. Cast

Sinopse: Shannon Parker aceitou finalmente a sua vida no mítico mundo de Partholon. As suas responsabilidades divinas são muitas, mas ela ama o seu marido centauro, a sua ligação à deusa Eponina e os pequenos prazeres que a vida lhe dá. Já quase esqueceu a antiga vida na Terra - especialmente ao descobrir que está grávida. Mas uma súbita explosão de poder envia-a de volta para Oklahoma. Sem magia, Shannon não consegue regressar a Partholon - e procura desesperadamente ajuda. Os problemas começam quando essa ajuda surge na forma de um homem tão tentador quanto o seu marido. E só pioram quando descobre que o demónio Nuada também se encontra no seu mundo e ameaça a vida dos seus amigos e familiares. Shannon terá que descobrir uma forma de travar as forças maléficas que a impedem de regressar ao mundo que ama. Afinal ser divina por engano era bem mais fácil do que ser divina por escolha…





Opinião:
Depois de ter lido o livro "Divina por engano" fiquei um pouco com o pé atrás devido à personagem principal. Quis ler este livro para conseguir perceber se havia (na minha opinião) melhorias relativamente a Shannon e não é que houve? 

Seis meses depois do término do livro "Divina por engano", Shannon Parker descobre que está grávida. Mas também descobre que Nuada não está tão morto como aparenta. Depois de ser sugada de volta para Oklahoma, Shannon tem de tomar a maior decisão da sua vida: ficar ou voltar para o Partholon. 

Como já referi, neste livro, a Shannon cresceu. Deixou de fazer piadinhas e de ter atitudes de miúdas de 15 anos, para se tornar uma mulher de meia-idade grávida. Penso que o facto de ter de tomar decisões que implicam a sua filha por nascer a fez crescer um pouco e levar as coisas a sério. 

Relativamente à escrita, continua a ser muito fluída e e constante. É um ponto a favor.

A razão de ter dado 3* ao livro é uma das coisas que me vai ficar entalada na garganta e da qual me vou lembrar sempre que pegar nesta série. Não vos posso contar porque ia ser spoiler, por isso leiam o livro e fiquem tão chocados quanto eu!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

[Opinião] "A Ternura dos Lobos", de Stef Penney

Sinopse: Canadá, 1867.
Na orla de uma vasta paisagem de neve e gelo, uma mulher, que já não é jovem, prepara-se para encetar a maior jornada da sua vida.
Quando o Inverno envolve no seu abraço gelado a isolada povoação de Dove River, no Norte do Canadá, um homem é brutalmente assassinado e um rapaz de dezassete anos desaparece. Um rasto de pegadas iniciado junto da cabana do morto aponta para norte, na direcção da floresta. Incitadas pela violência do sucedido, numerosas pessoas são atraídas para a povoação: jornalistas, delegados da Companhia da Baía de Hudson, caçadores, negociantes… mas estarão eles interessados em solucionar o crime, ou simplesmente em tirar partido dele?
Em A Ternura dos Lobos, Stef Penney tece com habilidade uma urdidura de aventura, emoção e humor para produzir um thriller empolgante que é também um romance histórico escrito numa perspectiva abrangente, um mistério de cariz policial, e, simultaneamente - mercê do âmbito e da qualidade da sua escrita - um dos mais importantes livros do ano, vencedor, em 2006, do Costa Book Award.


Opinião:
Tenho de admitir que esta capa está lindíssima! É uma imagem tão vasta e que deixa tanto à imaginação...

Li este livro para o desafio opcional da maratona literária em que participei. Tenho a certeza que se não fosse esta razão ele iria ficar parado mais uns meses na estante. Fiquei um pouco desiludida comigo própria por ter esperado tanto tempo para o ler. Mas tinha aquela dúvida: será que vou gostar? Não sou grande fã de policiais, mas já começo a apreciar mais e mais este género literário.

A história do livro inicia-se com o assassinato de um colono francês em Dove River. Dove River é uma aldeiazinha perdida no Norte do Canada, onde nada acontece. Podemos perceber o entusiasmo pelo assassinato certo?! Ainda por cima no séc XIX!

Ao longo das 500 páginas somos levados pelas planícies do Canada onde a única coisa que realmente nos fica na cabeça é a neve. Neve, neve e mais neve. Eu nem consigo imaginar como é que aquelas pessoas aguentam tanta neve.

É um livro que gostei muito de ler mas também existiram partes que me deixaram um pouco frustrada... Por vezes as descrições adensavam-se e cansavam. A mudança do narrador confundiu-me diversas vezes e obrigou-me a reler o que já tinha lido para puder continuar. A tradução também me chateou. A tradução é um pouco abrasileirada (desculpem a expressão!) e não gostei.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

[Opinião] "Um Beijo Inesquecível", de Teresa Medeiros

Sinopse: Laura Farleigh precisava de um marido. Se quisesse manter um teto sobre a cabeça dos irmãos, a orgulhosa filha do reitor teria de casar até ao dia do seu vigésimo primeiro aniversário. Ao encontrar inconsciente na floresta um misterioso desconhecido de rosto angelical e corpo de Adónis, que não se lembrava do nome e do passado, decide reclamá-lo como seu. Mal sabia ela que aquele anjo caído era afinal um demónio disfarçado. Sterling Harlow, o famoso devasso conhecido como o «Demónio de Devonbrooke», acorda com o beijo encantador de uma formosa jovem que lhe confessa ser ele o seu prometido. Com as faces beijadas pelo sol e sardentas, Laura é uma jovem inocente apesar do encanto feminino das suas curvas. Quando lhe garante ser ele um perfeito cavalheiro, Sterling pergunta a si próprio se, para além da memória, terá perdido o juízo. Juraria não ser homem para se satisfazer apenas com beijos - principalmente os da doce e sensual Laura. Tentando descobrir a verdade antes da noite de núpcias, um beijo inesquecível ateia a paixão que nenhum deles alguma vez esquecerá.


Opinião:
Já há muito tempo que desejava ler este livro. Finalmente consegui comprá-lo e não parei enquanto não peguei nele. A capa é linda e a sinopse é apelativa. 

Laura Farleigh é uma rapariga de 20 anos que tem de se casar. Se não o fizer até aos 21 perde o tecto que sustenta a vida dela, dos seus dois irmãos e dos seus dois criados (e também de uma dezena de gatinhos). Quando encontra um desconhecido inconsciente na floresta pensa que as suas preces foram ouvidas e convence-o que ele é o seu noivo. E esta é a premissa para a divertida, mas ternurenta história que Teresa Medeiros nos conta neste livro.

Adorei. Adorei completamente. É um romance tão lindo com personagens tão maravilhosas que até fico sem palavras para o descrever! 

Teresa Medeiros criou personagens com personalidade, com medos e passados que nos chocam. A melhor personagem é, sem sombra de dúvida, o Sterling. De um menino maravilhoso e inocente cresceu para se tornar num homem conquistador e sem "coração". Foi bonito ver a mudança que a humilde Laura operou nele (gatos! gatos!). 

Este é um romance cheio de divertimento, mas também com drama. Várias foram as vezes em que me apeteceu estrangular o Sterling por causa da sua (aparente) insensibilidade depois da descoberta da tramóia da Laura.

Um livro muito bem escrito, mas que peca por uma tradução que deixa um pouco a desejar (e essa é a razão das minhas 4*). Vou, de certezinha, acompanhar os próximos livros e estou ansiosa por rever estas maravilhosas personagens!

Recomendo!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

[Opinião] "Tríptico", de Karen Slaughter

 Sinopse: Três pessoas com segredos perturbadores.

Um assassino sem nada a perder.
Quando Michael Ormewood, detetive da Polícia de Atlanta, é chamado à cena de um homicídio num bairro social, depara-se com uma das mortes mais brutais de toda a sua carreira: o corpo de Aleesha Monroe jaz nas escadas de um prédio, numa poça formada pelo seu próprio sangue e horrivelmente mutilado.
Enquanto incidente isolado, este já seria um crime chocante. Mas quando se torna evidente que é apenas o mais recente de uma série de ataques violentos, o Georgia Bureau of Investigation é chamado a intervir — e Michael vê-se obrigado a trabalhar com o agente especial Will Trent, com quem antipatiza de imediato.

Vinte e quatro horas mais tarde, a violência a que Michael assiste todos os dias explode nas traseiras da sua própria casa. Percebe-se, então, que talvez o mistério da morte de Aleesha Monroe esteja indissoluvelmente ligado a um passado que se recusa a ficar esquecido…




Opinião:
É certo e sabido que eu não sou grande fã de policiais. Foi complicado entrar na história por essa razão. Mas depois de o fazer e de perder o medo só posso dizer que adorei e que estou ansiosamente à espera do segundo volume.

Quando uma prostituta aparece assassinada nas escadas de um prédio num bairro social em Atlanta o passado vem ao de cima. Há 21 anos Mary Alice, uma adolescente de 15 anos, é encontrada morta na sua cama. Sem a língua. Esta é a particularidade que liga os dois assassinatos. A partir deste momento a acção acelera e somos confrontados com raptos e assassinatos de crianças e adolescentes. 

Eu dividi este livro em duas partes. A parte 1 - que é vista pela perspectiva do detective Michael Ormewood - e a parte 2 - vista pela perspectiva de Will Trent, John Shelley e Angie Polaski. 
Tenho de admitir que fiquei admirada pela descoberta do assassino. Ele parecia tão normal, tão "bom" mas à medida que a acção avançou todo começou a fazer sentido na minha cabeça. E só queria que ele morresse. Ou que lhe cortassem as partes intimas. 


Este é um livro que está muito bem escrito e tenho de dar os parabéns à tradução. É um bocado "crua", mas penso que se adequa ao tipo de livro. O facto de se tratar de assassinatos de crianças e adolescentes chocou-me um bocado, mas também me prendeu mais ao livro.

Como referi no início, estou ansiosa pela publicação do segundo volume (em Fevereiro, pelo que li) e tenho a certeza que vou adorar voltar ao mundo do peculiar Will Trent.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

[Aquisições] Janeiro

Entre trocas, compras e passatempos adquiri oito livros este mês! Oito! São todos tão lindinhos *.*