quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

[Opinião] "Sedução Irresistível", de Elizabeth Hoyt

Sinopse: O solitário Sir Alistair Munroe tem estado escondido no seu castelo desde o regresso das Colónias, com cicatrizes interiores e exteriores. Porém, quando una misteriosa beldade se apresenta à sua porta, a paixão que manteve controlada durante anos começa a ganhar vida. Para fugir a erros passados, a lendária beldade Helen Fitzwilliam afastou-se do luxo da sociedade e vai para um castelo escocês semiabandonado... onde aceita o cargo de governanta. Contudo, Helen está decidida a começar uma nova vida e não permitirá que nem o pó nem um homem ríspido com cicatrizes a afugentem. Sob o belo exterior de Helen, Alistair descobre uma mulher cheia de coragem e sensualidade. Uma mulher que não recua diante do seu mau génio ou das suas cicatrizes. Porém, quando começava a acreditar na existência do amor verdadeiro, o passado secreto de Helen ameaça separá-los. Agora a bela e o monstro devem lutar pela única coisa que não julgavam possível encontrar: um final feliz.






Opinião:
Conheci esta escritora quando li o segundo livro "Vertigem de Paixão". Estes livros pertencem a uma série chamada "A Lenda dos Quatro Soldados" e eu tinha um pouco de receio de não me conseguir situar na história. Mas, tal como no caso da Julia Quinn, não é necessário a leitura dos anteriores para se ler este livro. É óbvio que faz referência a personagens anteriores e os protagonista deste livro são umas desses personagens. 

Quando li a sinopse deste livro fiquei super entusiasmada por a personagem principal ser o Alistair, o nosso pequeno "monstro". No 2º volume ele pareceu-me um homem frio, e completamente amargurado no seu castelo perdido na Escócia. E ele é tudo isso. Mas já lá vamos.

Helen Fitzwilliam é uma bela mulher que decide fugir de Londres, levando consigo os seus dois filhos - Jamie e Abigail. Para conseguir levar o seu plano a cabo pede ajuda a Lady Vale (a protagonista do livro anterior) e ela envia-a para o castelo do nosso pequeno "monstro" para ser sua governanta! Mas quando chegam lá a sua vida muda completamente de forma.

Penso que o que contribui mais para o amolecimento do nosso pequeno "monstro" foram as crianças. O Jamie é um menino de 5 anos igual a todos os outros, mas com a particularidade de adorar cães e a natureza (tal como o Alistair) e a Abigail é um menina muito diferente das outras de 9 anos. Calada, solitária, inteligente e sempre à espera da aprovação da mãe. 

Eu gostei muito da Helen (como é que se pode não gostar de alguém que se apaixonou pelo nosso pequeno "monstro"?). Uma mulher de coragem que soube qual o momento para abandonar a sua vida anterior e procurar uma nova. Que soube ver para além das cicatrizes e deformações. Que amava os filhos e não tinha "vergonha" de o mostrar (ao contrário de muitas senhoras da sociedade que só passavam 1 ou 2 horas com eles por dia). O Alistair (mais conhecido por nosso pequeno monstro)é uma pessoa que depois de sofrer os ferimentos que sofrem se tornou um homem amargurado, solitário e irónico. Tinha como única companhia uma cadela chamada Lady Grey (que lindo nome!) e sentia-se bem. Quando Helen, Jamie e Abigail chegam ao castelo a sua vida muda completamente e ele começa a abrir-se e a tornar-se novamente humano. Acho que também me apaixonei um bocadinho por ele.

O único ponto fraco desta história é o número de páginas. Quando chegou ao fim eu só pensei: Já acabou? Não acredito que já acabou!

Espero ansiosamente pelo 4º e último volume da série que tem como protagonista o desaparecido Reynaud St. Aubyn.

Recomendo!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

[Opinião] "Delírio", de Lauren DeStefano

Sinopse: Rhine e Gabriel fugiram da mansão, mas o perigo nunca ficou para trás.
Para Rhine de dezassete anos, a arriscada fuga do casamento polígamo parece ser o princípio do fim. A evasão leva Rhine e Gabriel a uma armadilha sob a forma de uma feira popular, cuja dona mantém várias raparigas prisioneiras, Rhine acaba de fugir de uma prisão dourada para se meter noutra ainda pior.
A jovem acaba por percorrer um cenário tão sombrio como o que deixou há um ano - que reflecte os seus sentimentos de medo, desespero e desesperança.
Com Gabriel a seu lado está decidida a chegar a Manhattan para se encontrarem com Rowan, o irmão gémeo, mas a viagem é longa e perigosa e o que Rhine espera que seja uma segurança relativa revelar-se-á muito diferente.
Num mundo onde as raparigas só vivem até aos vinte anos e os rapazes até aos vinte e cinco, o tempo é precioso e Rhine não tem como escapar nem iludir o excêntrico sogro Vaughn, que está determinado a levá-la de novo para a mansão... a todo o custo.
Nesta sequela de Raptada, a heroína tem de decidir se a liberdade vale a pena, pois tem mais a perder do que nunca.


Opinião:
Andei desejosa de ler este livro desde que terminei o "Raptada". Adorei o primeiro livro e fiquei completamente enternecida com a Rhine e o Gabriel. E depois de eles fugirem quis descobrir o que iriam fazer a seguir e se iam encontrar o irmão da Rhine.

Podem imaginar a minha alegria quando encontrei este livro com um preço tão apetecível... Tive de ficar com ele e não descansei enquanto não o devorei (o que foi muito rápido porque ele é estupidamente pequeno).

Mas fiquei completamente desiludida. Mesmo muito desiludida. Eu li este livro e não encontrei nada que tenha gostado. A acção passa por nós de forma indiferente e a Rhine nem parecia a mesma. Fraca, vulnerável, chata. O Gabriel, pelo menos, mostrou outra faceta dele. Corajoso, protector e nunca abandonou a Rhine, mesmo quando as coisas deram para o torto. Gosto muito dele. Eu não sei bem porquê mas continuo a achar que o Vaugh não é tão mauzinho como o pintam. Há ali qualquer coisa que me faz acreditar na bondade dele. E penso que vai ter sucesso na sua procura pela cura.

O livro acabou de forma tão abrupta que eu até fiquei KO. Que raio de final é aquele? Não sei o que estava a autora a pensar com aquele final. É um horror. 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

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[Opinião] "Divina por Escolha", de P. C. Cast

Sinopse: Shannon Parker aceitou finalmente a sua vida no mítico mundo de Partholon. As suas responsabilidades divinas são muitas, mas ela ama o seu marido centauro, a sua ligação à deusa Eponina e os pequenos prazeres que a vida lhe dá. Já quase esqueceu a antiga vida na Terra - especialmente ao descobrir que está grávida. Mas uma súbita explosão de poder envia-a de volta para Oklahoma. Sem magia, Shannon não consegue regressar a Partholon - e procura desesperadamente ajuda. Os problemas começam quando essa ajuda surge na forma de um homem tão tentador quanto o seu marido. E só pioram quando descobre que o demónio Nuada também se encontra no seu mundo e ameaça a vida dos seus amigos e familiares. Shannon terá que descobrir uma forma de travar as forças maléficas que a impedem de regressar ao mundo que ama. Afinal ser divina por engano era bem mais fácil do que ser divina por escolha…





Opinião:
Depois de ter lido o livro "Divina por engano" fiquei um pouco com o pé atrás devido à personagem principal. Quis ler este livro para conseguir perceber se havia (na minha opinião) melhorias relativamente a Shannon e não é que houve? 

Seis meses depois do término do livro "Divina por engano", Shannon Parker descobre que está grávida. Mas também descobre que Nuada não está tão morto como aparenta. Depois de ser sugada de volta para Oklahoma, Shannon tem de tomar a maior decisão da sua vida: ficar ou voltar para o Partholon. 

Como já referi, neste livro, a Shannon cresceu. Deixou de fazer piadinhas e de ter atitudes de miúdas de 15 anos, para se tornar uma mulher de meia-idade grávida. Penso que o facto de ter de tomar decisões que implicam a sua filha por nascer a fez crescer um pouco e levar as coisas a sério. 

Relativamente à escrita, continua a ser muito fluída e e constante. É um ponto a favor.

A razão de ter dado 3* ao livro é uma das coisas que me vai ficar entalada na garganta e da qual me vou lembrar sempre que pegar nesta série. Não vos posso contar porque ia ser spoiler, por isso leiam o livro e fiquem tão chocados quanto eu!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

[Opinião] "A Ternura dos Lobos", de Stef Penney

Sinopse: Canadá, 1867.
Na orla de uma vasta paisagem de neve e gelo, uma mulher, que já não é jovem, prepara-se para encetar a maior jornada da sua vida.
Quando o Inverno envolve no seu abraço gelado a isolada povoação de Dove River, no Norte do Canadá, um homem é brutalmente assassinado e um rapaz de dezassete anos desaparece. Um rasto de pegadas iniciado junto da cabana do morto aponta para norte, na direcção da floresta. Incitadas pela violência do sucedido, numerosas pessoas são atraídas para a povoação: jornalistas, delegados da Companhia da Baía de Hudson, caçadores, negociantes… mas estarão eles interessados em solucionar o crime, ou simplesmente em tirar partido dele?
Em A Ternura dos Lobos, Stef Penney tece com habilidade uma urdidura de aventura, emoção e humor para produzir um thriller empolgante que é também um romance histórico escrito numa perspectiva abrangente, um mistério de cariz policial, e, simultaneamente - mercê do âmbito e da qualidade da sua escrita - um dos mais importantes livros do ano, vencedor, em 2006, do Costa Book Award.


Opinião:
Tenho de admitir que esta capa está lindíssima! É uma imagem tão vasta e que deixa tanto à imaginação...

Li este livro para o desafio opcional da maratona literária em que participei. Tenho a certeza que se não fosse esta razão ele iria ficar parado mais uns meses na estante. Fiquei um pouco desiludida comigo própria por ter esperado tanto tempo para o ler. Mas tinha aquela dúvida: será que vou gostar? Não sou grande fã de policiais, mas já começo a apreciar mais e mais este género literário.

A história do livro inicia-se com o assassinato de um colono francês em Dove River. Dove River é uma aldeiazinha perdida no Norte do Canada, onde nada acontece. Podemos perceber o entusiasmo pelo assassinato certo?! Ainda por cima no séc XIX!

Ao longo das 500 páginas somos levados pelas planícies do Canada onde a única coisa que realmente nos fica na cabeça é a neve. Neve, neve e mais neve. Eu nem consigo imaginar como é que aquelas pessoas aguentam tanta neve.

É um livro que gostei muito de ler mas também existiram partes que me deixaram um pouco frustrada... Por vezes as descrições adensavam-se e cansavam. A mudança do narrador confundiu-me diversas vezes e obrigou-me a reler o que já tinha lido para puder continuar. A tradução também me chateou. A tradução é um pouco abrasileirada (desculpem a expressão!) e não gostei.