sexta-feira, 7 de março de 2014

[Opinião] "Legend", de Marie Lu

Sinopse: Outrora conhecida como a costa ocidental dos Estados Unidos, a República é agora uma nação em guerra permanente com as vizinhas, as Colónias. 
Nascida numa família de elite num dos distritos mais abastados da República, June, aos quinze anos, é um prodígio militar. Obediente, entusiasmada e dedicada ao seu país, está a ser aperfeiçoada para fazer parte dos círculos mais elevados da República. 
Nascido num dos bairros de lata do Setor Lake da República, Day, também com quinze anos, é o criminoso mais procurado da República. Mas talvez os seus motivos não sejam tão maliciosos quanto parecem. Pertencendo a mundos muito diferentes, não há motivo algum para que os caminhos de June e Day se cruzem - até ao dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado, e Day se torna o principal suspeito. Agora, apanhado no derradeiro jogo do gato e do rato, Day corre pela sobrevivência da sua família, enquanto June tenta desesperadamente vingar a morte do irmão. 
Contudo, numa reviravolta chocante, os dois descobrem a verdade daquilo que verdadeiramente os levou a encontrarem-se, e a que ponto a nação de ambos está disposta a chegar para manter os seus segredos. 
Repleto de ação imparável, suspense e romance, o fascinante primeiro romance de Marie Lu irá certamente comover e arrebatar os leitores.



Opinião:
Legend é uma distopia que junta um criminoso adolescente a um génio das elites.

Numa época em que um teste decide o futuro, June é um pródigo. Foi a única pessoa a obter 1500 pontos no teste que fez aos 10 anos e, por isso, toda a gente espera que ela siga a vida militar e que que chegue ao topo. Mas, na realidade, ela não foi a única pessoa a obter 1500 pontos. Day também o conseguiu. Mas ao contrário de June foi enviado para um hospital para ser alvo de experimentos. Quando o irmão de June, Metias, é assassinado todo aponta para Day. E June vai caça-lo. E é neste momento que as vidas de ambos se entrelaçam.

Quando li que esta distopia iria agradar aos fãs de "Jogos da Fome" tive medo que fosse uma cópia, mas estava enganada. A única coisa em comum é o facto de se passar numa América futura. Não temos triângulo amoroso, nem combates mortais.

Marie Lu criou um mundo maravilhoso, com personagens maravilhosas e acção real. Tenho pena é que tenha acabado tão rápido. A escrita é viciante e simples. Sem floreados, nem descrições cansativas. 

Estou ansiosa pela publicação do 2º volume e, com toda a certeza, que o vou devorar.

terça-feira, 4 de março de 2014

[Opinião] "A Cidade dos Ossos", de Cassandra Clare

Sinopse: No Pandemonium, a discoteca da moda de Nova Iorque, Clary segue um rapaz muito giro de cabelo azul até que assiste à sua morte às mãos de três jovens cobertos de estranhas tatuagens.
Desde essa noite, o seu destino une-se ao dos três Caçadores de Sombras e, sobretudo, ao de Jace, um rapaz com cara de anjo mas com tendência a agir como um idiota...














Opinião:
Ok. Isto de começar uma leitura com elevadas expectativas não funciona... 90% das reviews que li sobre este livro são super positivas e isso aumentou a minha expectativa e vontade de o ler. E fiquei desiludida.

Eu não consigo entender porque é que metade dos protagonistas deste tipo de livro são adolescentes. Não consigo mesmo. Toda a gente sabe que os adolescentes são imaturos, impulsivos, que não pensam nas coisas que fazem e, muitos deles, não sabem o que querem. E, neste livro, isso é bem visível.

A Clary é uma miúda incompreendida que nunca conheceu o pai e cuja mãe lhe esconde coisas. O seu melhor amigo, Simon, está apaixonado por ela há anos (onde é que já vi isto) mas ela nunca percebeu e agora está caidinha pelo Jace. O Jace viu o pai morrer aos 10 anos. Com 17 anos é arrogante, inconsequente, rebelde. Não quer saber das regras para nada. O Simon foi a personagem que mais gostei. Além de ser um "mundi" - factor depreciativo na opinião do Jace - esteve sempre ao lado da Clary e nunca a abandonou. Gostava muito que ele tivesse um final feliz, mas não com a Clary. Penso que ela já teve bastante tempo para perceber o amor dele e nunca o viu, ou quis ver.

Na minha opinião Cassandra Clare enrolou muito a história. Aconteceu tanto em tão pouco tempo, mas o que mais vimos foram ciúmes, cenas adolescentes e picardias. Claro que não tiro o mérito à escritora pelo mundo que criou. É uma ideia inovadora e muito bem conseguida. Todas as novas raças, todos os novos mundos dão muito pano para manga. É pena é que haja um triângulo amoroso. Penso que isso só serve para complicar as coisas já de si complicadas.

Demorei bastante tempo a ler este livro porque não me conseguiu puxar e as personagens me frustraram mas, depois de ver o filme, tenho de dar 3 estrelas ao livro.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

[Opinião] "A Grande Revelação", de Julia Quinn

Sinopse: O coração de Penelope Featherington sofre por Colin Bridgerton há... não pode ser!?? ...mais de dez anos? Sim, essa é a triste verdade. Dez anos de uma vida enfadonha, animada apenas por devaneios apaixonados. Dez ingénuos anos em que julga conhecer Colin na perfeição. Mal ela sabe que ele é muito (mesmo muito) mais do que aparenta... Cansado de ser visto como um mulherengo fútil, irritado por ver o seu nome surgir constantemente na coluna de mexericos de Lady Whistledown, Colin regressa a Londres após uma temporada no estrangeiro decidido a mudar as coisas. Mas a realidade (ou melhor, Penelope) vai surpreendê- lo... e de que maneira! Intimidado e atraído, Colin vai ter de perceber se ela é a sua maior ameaça ou o seu final feliz. 

Ps: este livro contém a chave do segredo mais bem guardado da sociedade londrina.





Opinião:
A série "Bridgerton" foi a série que tornou Julia Quinn aclamada em Portugal. As críticas tecidas a esta escritora e aos seus livros são tão positivas que eu não pode deixar de entrar nesta febre e deixar-me contagiar. E em boa hora o fiz!

Só li o primeiro livro da série (que fala da Daphne e do Simon) e tenho o segundo e o terceiro ainda por ler. Mas como me disseram que era possível ler os livros separadamente eu arrisquei-me a li este.

Este livro fala do 4º irmão Bridgerton - o Colin. Tal como todos os irmãos ele é mulherengo e não está interessado de forma nenhuma no casamento. As mães casamenteiras acham isto um disparate. Claro que ele não vai herdar o título, mas continua a ser um partido de máxima aposta. Infelizmente, e tal como já disse, ele não está interessado nessas andanças. Até que começa a reparar na sua amiga de infância Penelope. Ok, eu lembro-me da Penelope do primeiro livro. Baixa, gordinha, sempre com aqueles vestidos berrantes e de cores horrível. Pelos vistos, ela deixou de ser assim tão gordinha e começou a usar cores que a favoreciam. Mas não é nisto que o Colin repara. Mas sim nos seus talentos, na sua forma directa de falar, nas suas criticas, no seu apoio. E acaba por a pedir em casamento... Mas não antes de descobrir o segredo chocante que, durante anos, foi escondido da sociedade.

Penso que este livro não se foca tanto na relação amorosa entre o Colin e a Penelope, mas sim na revelação de quem é Lady Wistledown (daí o título do livro). Eu até gostei disto ser assim. Lady Wistledown está conosco desde o primeiro dia e já era mais de que tempo para ela dar a cara. Penso que o romance de Colin e Penelope é mais maduro e adequado à sua idade (28/33). Não é aquele romance louco e cansativo. É mais adulto.

Gostei muito do Colin. É um homem que, por trás da sua imagem de engatatão e eternamente feliz, tem medos e talentos. Também gostei da Penelope. Foi completamente humilhada durante anos, mas nunca foi abaixo e adaptou-se à sua vida de solteirona.

Estou ansiosa por ler os outros dois volumes que tenho em atraso e espero que os outros sejam rapidamente publicados!

Recomendo.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

[Opinião] "Sedução Irresistível", de Elizabeth Hoyt

Sinopse: O solitário Sir Alistair Munroe tem estado escondido no seu castelo desde o regresso das Colónias, com cicatrizes interiores e exteriores. Porém, quando una misteriosa beldade se apresenta à sua porta, a paixão que manteve controlada durante anos começa a ganhar vida. Para fugir a erros passados, a lendária beldade Helen Fitzwilliam afastou-se do luxo da sociedade e vai para um castelo escocês semiabandonado... onde aceita o cargo de governanta. Contudo, Helen está decidida a começar uma nova vida e não permitirá que nem o pó nem um homem ríspido com cicatrizes a afugentem. Sob o belo exterior de Helen, Alistair descobre uma mulher cheia de coragem e sensualidade. Uma mulher que não recua diante do seu mau génio ou das suas cicatrizes. Porém, quando começava a acreditar na existência do amor verdadeiro, o passado secreto de Helen ameaça separá-los. Agora a bela e o monstro devem lutar pela única coisa que não julgavam possível encontrar: um final feliz.






Opinião:
Conheci esta escritora quando li o segundo livro "Vertigem de Paixão". Estes livros pertencem a uma série chamada "A Lenda dos Quatro Soldados" e eu tinha um pouco de receio de não me conseguir situar na história. Mas, tal como no caso da Julia Quinn, não é necessário a leitura dos anteriores para se ler este livro. É óbvio que faz referência a personagens anteriores e os protagonista deste livro são umas desses personagens. 

Quando li a sinopse deste livro fiquei super entusiasmada por a personagem principal ser o Alistair, o nosso pequeno "monstro". No 2º volume ele pareceu-me um homem frio, e completamente amargurado no seu castelo perdido na Escócia. E ele é tudo isso. Mas já lá vamos.

Helen Fitzwilliam é uma bela mulher que decide fugir de Londres, levando consigo os seus dois filhos - Jamie e Abigail. Para conseguir levar o seu plano a cabo pede ajuda a Lady Vale (a protagonista do livro anterior) e ela envia-a para o castelo do nosso pequeno "monstro" para ser sua governanta! Mas quando chegam lá a sua vida muda completamente de forma.

Penso que o que contribui mais para o amolecimento do nosso pequeno "monstro" foram as crianças. O Jamie é um menino de 5 anos igual a todos os outros, mas com a particularidade de adorar cães e a natureza (tal como o Alistair) e a Abigail é um menina muito diferente das outras de 9 anos. Calada, solitária, inteligente e sempre à espera da aprovação da mãe. 

Eu gostei muito da Helen (como é que se pode não gostar de alguém que se apaixonou pelo nosso pequeno "monstro"?). Uma mulher de coragem que soube qual o momento para abandonar a sua vida anterior e procurar uma nova. Que soube ver para além das cicatrizes e deformações. Que amava os filhos e não tinha "vergonha" de o mostrar (ao contrário de muitas senhoras da sociedade que só passavam 1 ou 2 horas com eles por dia). O Alistair (mais conhecido por nosso pequeno monstro)é uma pessoa que depois de sofrer os ferimentos que sofrem se tornou um homem amargurado, solitário e irónico. Tinha como única companhia uma cadela chamada Lady Grey (que lindo nome!) e sentia-se bem. Quando Helen, Jamie e Abigail chegam ao castelo a sua vida muda completamente e ele começa a abrir-se e a tornar-se novamente humano. Acho que também me apaixonei um bocadinho por ele.

O único ponto fraco desta história é o número de páginas. Quando chegou ao fim eu só pensei: Já acabou? Não acredito que já acabou!

Espero ansiosamente pelo 4º e último volume da série que tem como protagonista o desaparecido Reynaud St. Aubyn.

Recomendo!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

[Opinião] "Delírio", de Lauren DeStefano

Sinopse: Rhine e Gabriel fugiram da mansão, mas o perigo nunca ficou para trás.
Para Rhine de dezassete anos, a arriscada fuga do casamento polígamo parece ser o princípio do fim. A evasão leva Rhine e Gabriel a uma armadilha sob a forma de uma feira popular, cuja dona mantém várias raparigas prisioneiras, Rhine acaba de fugir de uma prisão dourada para se meter noutra ainda pior.
A jovem acaba por percorrer um cenário tão sombrio como o que deixou há um ano - que reflecte os seus sentimentos de medo, desespero e desesperança.
Com Gabriel a seu lado está decidida a chegar a Manhattan para se encontrarem com Rowan, o irmão gémeo, mas a viagem é longa e perigosa e o que Rhine espera que seja uma segurança relativa revelar-se-á muito diferente.
Num mundo onde as raparigas só vivem até aos vinte anos e os rapazes até aos vinte e cinco, o tempo é precioso e Rhine não tem como escapar nem iludir o excêntrico sogro Vaughn, que está determinado a levá-la de novo para a mansão... a todo o custo.
Nesta sequela de Raptada, a heroína tem de decidir se a liberdade vale a pena, pois tem mais a perder do que nunca.


Opinião:
Andei desejosa de ler este livro desde que terminei o "Raptada". Adorei o primeiro livro e fiquei completamente enternecida com a Rhine e o Gabriel. E depois de eles fugirem quis descobrir o que iriam fazer a seguir e se iam encontrar o irmão da Rhine.

Podem imaginar a minha alegria quando encontrei este livro com um preço tão apetecível... Tive de ficar com ele e não descansei enquanto não o devorei (o que foi muito rápido porque ele é estupidamente pequeno).

Mas fiquei completamente desiludida. Mesmo muito desiludida. Eu li este livro e não encontrei nada que tenha gostado. A acção passa por nós de forma indiferente e a Rhine nem parecia a mesma. Fraca, vulnerável, chata. O Gabriel, pelo menos, mostrou outra faceta dele. Corajoso, protector e nunca abandonou a Rhine, mesmo quando as coisas deram para o torto. Gosto muito dele. Eu não sei bem porquê mas continuo a achar que o Vaugh não é tão mauzinho como o pintam. Há ali qualquer coisa que me faz acreditar na bondade dele. E penso que vai ter sucesso na sua procura pela cura.

O livro acabou de forma tão abrupta que eu até fiquei KO. Que raio de final é aquele? Não sei o que estava a autora a pensar com aquele final. É um horror. 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

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A Editorial Presença está a oferecer 180 mil livros grátis até dia 14 de Março!
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[Opinião] "Divina por Escolha", de P. C. Cast

Sinopse: Shannon Parker aceitou finalmente a sua vida no mítico mundo de Partholon. As suas responsabilidades divinas são muitas, mas ela ama o seu marido centauro, a sua ligação à deusa Eponina e os pequenos prazeres que a vida lhe dá. Já quase esqueceu a antiga vida na Terra - especialmente ao descobrir que está grávida. Mas uma súbita explosão de poder envia-a de volta para Oklahoma. Sem magia, Shannon não consegue regressar a Partholon - e procura desesperadamente ajuda. Os problemas começam quando essa ajuda surge na forma de um homem tão tentador quanto o seu marido. E só pioram quando descobre que o demónio Nuada também se encontra no seu mundo e ameaça a vida dos seus amigos e familiares. Shannon terá que descobrir uma forma de travar as forças maléficas que a impedem de regressar ao mundo que ama. Afinal ser divina por engano era bem mais fácil do que ser divina por escolha…





Opinião:
Depois de ter lido o livro "Divina por engano" fiquei um pouco com o pé atrás devido à personagem principal. Quis ler este livro para conseguir perceber se havia (na minha opinião) melhorias relativamente a Shannon e não é que houve? 

Seis meses depois do término do livro "Divina por engano", Shannon Parker descobre que está grávida. Mas também descobre que Nuada não está tão morto como aparenta. Depois de ser sugada de volta para Oklahoma, Shannon tem de tomar a maior decisão da sua vida: ficar ou voltar para o Partholon. 

Como já referi, neste livro, a Shannon cresceu. Deixou de fazer piadinhas e de ter atitudes de miúdas de 15 anos, para se tornar uma mulher de meia-idade grávida. Penso que o facto de ter de tomar decisões que implicam a sua filha por nascer a fez crescer um pouco e levar as coisas a sério. 

Relativamente à escrita, continua a ser muito fluída e e constante. É um ponto a favor.

A razão de ter dado 3* ao livro é uma das coisas que me vai ficar entalada na garganta e da qual me vou lembrar sempre que pegar nesta série. Não vos posso contar porque ia ser spoiler, por isso leiam o livro e fiquem tão chocados quanto eu!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

[Opinião] "A Ternura dos Lobos", de Stef Penney

Sinopse: Canadá, 1867.
Na orla de uma vasta paisagem de neve e gelo, uma mulher, que já não é jovem, prepara-se para encetar a maior jornada da sua vida.
Quando o Inverno envolve no seu abraço gelado a isolada povoação de Dove River, no Norte do Canadá, um homem é brutalmente assassinado e um rapaz de dezassete anos desaparece. Um rasto de pegadas iniciado junto da cabana do morto aponta para norte, na direcção da floresta. Incitadas pela violência do sucedido, numerosas pessoas são atraídas para a povoação: jornalistas, delegados da Companhia da Baía de Hudson, caçadores, negociantes… mas estarão eles interessados em solucionar o crime, ou simplesmente em tirar partido dele?
Em A Ternura dos Lobos, Stef Penney tece com habilidade uma urdidura de aventura, emoção e humor para produzir um thriller empolgante que é também um romance histórico escrito numa perspectiva abrangente, um mistério de cariz policial, e, simultaneamente - mercê do âmbito e da qualidade da sua escrita - um dos mais importantes livros do ano, vencedor, em 2006, do Costa Book Award.


Opinião:
Tenho de admitir que esta capa está lindíssima! É uma imagem tão vasta e que deixa tanto à imaginação...

Li este livro para o desafio opcional da maratona literária em que participei. Tenho a certeza que se não fosse esta razão ele iria ficar parado mais uns meses na estante. Fiquei um pouco desiludida comigo própria por ter esperado tanto tempo para o ler. Mas tinha aquela dúvida: será que vou gostar? Não sou grande fã de policiais, mas já começo a apreciar mais e mais este género literário.

A história do livro inicia-se com o assassinato de um colono francês em Dove River. Dove River é uma aldeiazinha perdida no Norte do Canada, onde nada acontece. Podemos perceber o entusiasmo pelo assassinato certo?! Ainda por cima no séc XIX!

Ao longo das 500 páginas somos levados pelas planícies do Canada onde a única coisa que realmente nos fica na cabeça é a neve. Neve, neve e mais neve. Eu nem consigo imaginar como é que aquelas pessoas aguentam tanta neve.

É um livro que gostei muito de ler mas também existiram partes que me deixaram um pouco frustrada... Por vezes as descrições adensavam-se e cansavam. A mudança do narrador confundiu-me diversas vezes e obrigou-me a reler o que já tinha lido para puder continuar. A tradução também me chateou. A tradução é um pouco abrasileirada (desculpem a expressão!) e não gostei.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

[Opinião] "Um Beijo Inesquecível", de Teresa Medeiros

Sinopse: Laura Farleigh precisava de um marido. Se quisesse manter um teto sobre a cabeça dos irmãos, a orgulhosa filha do reitor teria de casar até ao dia do seu vigésimo primeiro aniversário. Ao encontrar inconsciente na floresta um misterioso desconhecido de rosto angelical e corpo de Adónis, que não se lembrava do nome e do passado, decide reclamá-lo como seu. Mal sabia ela que aquele anjo caído era afinal um demónio disfarçado. Sterling Harlow, o famoso devasso conhecido como o «Demónio de Devonbrooke», acorda com o beijo encantador de uma formosa jovem que lhe confessa ser ele o seu prometido. Com as faces beijadas pelo sol e sardentas, Laura é uma jovem inocente apesar do encanto feminino das suas curvas. Quando lhe garante ser ele um perfeito cavalheiro, Sterling pergunta a si próprio se, para além da memória, terá perdido o juízo. Juraria não ser homem para se satisfazer apenas com beijos - principalmente os da doce e sensual Laura. Tentando descobrir a verdade antes da noite de núpcias, um beijo inesquecível ateia a paixão que nenhum deles alguma vez esquecerá.


Opinião:
Já há muito tempo que desejava ler este livro. Finalmente consegui comprá-lo e não parei enquanto não peguei nele. A capa é linda e a sinopse é apelativa. 

Laura Farleigh é uma rapariga de 20 anos que tem de se casar. Se não o fizer até aos 21 perde o tecto que sustenta a vida dela, dos seus dois irmãos e dos seus dois criados (e também de uma dezena de gatinhos). Quando encontra um desconhecido inconsciente na floresta pensa que as suas preces foram ouvidas e convence-o que ele é o seu noivo. E esta é a premissa para a divertida, mas ternurenta história que Teresa Medeiros nos conta neste livro.

Adorei. Adorei completamente. É um romance tão lindo com personagens tão maravilhosas que até fico sem palavras para o descrever! 

Teresa Medeiros criou personagens com personalidade, com medos e passados que nos chocam. A melhor personagem é, sem sombra de dúvida, o Sterling. De um menino maravilhoso e inocente cresceu para se tornar num homem conquistador e sem "coração". Foi bonito ver a mudança que a humilde Laura operou nele (gatos! gatos!). 

Este é um romance cheio de divertimento, mas também com drama. Várias foram as vezes em que me apeteceu estrangular o Sterling por causa da sua (aparente) insensibilidade depois da descoberta da tramóia da Laura.

Um livro muito bem escrito, mas que peca por uma tradução que deixa um pouco a desejar (e essa é a razão das minhas 4*). Vou, de certezinha, acompanhar os próximos livros e estou ansiosa por rever estas maravilhosas personagens!

Recomendo!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

[Opinião] "Tríptico", de Karen Slaughter

 Sinopse: Três pessoas com segredos perturbadores.

Um assassino sem nada a perder.
Quando Michael Ormewood, detetive da Polícia de Atlanta, é chamado à cena de um homicídio num bairro social, depara-se com uma das mortes mais brutais de toda a sua carreira: o corpo de Aleesha Monroe jaz nas escadas de um prédio, numa poça formada pelo seu próprio sangue e horrivelmente mutilado.
Enquanto incidente isolado, este já seria um crime chocante. Mas quando se torna evidente que é apenas o mais recente de uma série de ataques violentos, o Georgia Bureau of Investigation é chamado a intervir — e Michael vê-se obrigado a trabalhar com o agente especial Will Trent, com quem antipatiza de imediato.

Vinte e quatro horas mais tarde, a violência a que Michael assiste todos os dias explode nas traseiras da sua própria casa. Percebe-se, então, que talvez o mistério da morte de Aleesha Monroe esteja indissoluvelmente ligado a um passado que se recusa a ficar esquecido…




Opinião:
É certo e sabido que eu não sou grande fã de policiais. Foi complicado entrar na história por essa razão. Mas depois de o fazer e de perder o medo só posso dizer que adorei e que estou ansiosamente à espera do segundo volume.

Quando uma prostituta aparece assassinada nas escadas de um prédio num bairro social em Atlanta o passado vem ao de cima. Há 21 anos Mary Alice, uma adolescente de 15 anos, é encontrada morta na sua cama. Sem a língua. Esta é a particularidade que liga os dois assassinatos. A partir deste momento a acção acelera e somos confrontados com raptos e assassinatos de crianças e adolescentes. 

Eu dividi este livro em duas partes. A parte 1 - que é vista pela perspectiva do detective Michael Ormewood - e a parte 2 - vista pela perspectiva de Will Trent, John Shelley e Angie Polaski. 
Tenho de admitir que fiquei admirada pela descoberta do assassino. Ele parecia tão normal, tão "bom" mas à medida que a acção avançou todo começou a fazer sentido na minha cabeça. E só queria que ele morresse. Ou que lhe cortassem as partes intimas. 


Este é um livro que está muito bem escrito e tenho de dar os parabéns à tradução. É um bocado "crua", mas penso que se adequa ao tipo de livro. O facto de se tratar de assassinatos de crianças e adolescentes chocou-me um bocado, mas também me prendeu mais ao livro.

Como referi no início, estou ansiosa pela publicação do segundo volume (em Fevereiro, pelo que li) e tenho a certeza que vou adorar voltar ao mundo do peculiar Will Trent.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

[Aquisições] Janeiro

Entre trocas, compras e passatempos adquiri oito livros este mês! Oito! São todos tão lindinhos *.*





terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

[Opinião] "A Rainha dos Sipaios", de Catherine Clément

Sinopse: Ela era a rainha de Jhansi, um reino livre do centro da Índia. Uma jovem viúva de trinta anos, impetuosa e altiva. Morreu na guerra, vestida de homem, as rédeas do cavalo entre os dentes, uma espada em cada mão e um colar de pérolas ao pescoço.
Este movimento de libertação nacional, conhecido por «revolta dos sipaios», dilacerou o ventre da Índia em meados do século XIX, quando os soldados indígenas de pele escura, conhecidos como «sipaios», se sublevaram contra os amos brancos, ou os «John Company», em referência à Companhia das Índias Orientais.
Muitas humilhações, muitos rajás destronados, muitas explorações… Certo dia, tudo explodiu. Nasceu a insurreição. A guerra de independência indiana durou dois anos, dois terríveis anos de vitórias e massacres, largamente comentados a partir de Londres por dois correspondentes de imprensa, Karl Marx e Friedrich Engels.
Quando a guerreira morreu, a Índia deixou de ser livre. Mas, ainda hoje, as crianças indianas aprendem na escola a canção que celebra a sua glória. Um destino fulgurante, cantado por todo um povo e contado com energia por Catherine Clément, que aqui reencontra a Índia que tão bem conhece.


Opinião:
Catherine Clément é uma estreia. E uma estreia muito boa.

Quando me ofereci para ler este livro a partir do Clube de Leitores fiquei com um pouco de receio de não gostar do livro. Não sei bem porquê mas achei que fosse um livro com uma escrita um pouco lenta e pouco atractiva.... Mas fui conquistada logo nas primeiras páginas. 

Como todo o mundo sabe na Índia é costume as raparigas casarem-se super cedo (até se ouviu falar de um caso de uma menina que morreu depois da noite de núpcias), entre os 12 e os 15 anos. Ainda umas crianças. Mas Chabili não era uma menina qualquer. Perdeu a mãe com 2 anos e a sua única influência durante a infância foi o pai e os seus dois melhores amigos (filhos adoptivos do Marajá). Por essa razão tornou-se arrapazada e aprendeu a lutar com espadas e a andar a cavalo. Um escândalo. Quando fez 14 anos recebeu uma proposta para se casar com o "Rei" de Jhansi, Gangadar. E é aqui que a sua luta realmente começa. 

Este é um livro que me tocou profundamente. Mostra o lado "mau" dos ingleses que, na sua sede de poder, se apropriaram de terras e bens sem olhar a meios e que quando estalou a guerra civil matou inocentes a torto e a direito sem nenhuma ponta de arrependimento. É óbvio que os indianos também o fizeram. E foram os primeiros. Não há maneira de desculpar a morte de mulheres e crianças que estavam no lugar errado na hora errada. Chabili pensava como eu e tentou, por todos os meios, manter a sua cidade fora desta guerra. Mas sem sucesso.
Foi culpada pela morte destes inocentes e teve de defender um cerco com as poucas tropas que dispunha. Não o conseguiu e acabou por morrer de forma heróica mas injusta. 

Manikarnika, Manu, Chabili, Lakshmi Bai - podem escolher o nome que quiserem) era uma mulher que não era fisicamente bela. Tez demasiado escura para os padrões da moda, olhos muito escuros, lábios bonitos mas esquecidos devido a sua mais notável característica: o nariz. Um nariz grande que dobrava na ponta. A sua beleza estava escondida no interior. Mulher de garra, corajosa e destemida. Lutou até ao último momento para não colocar a sua cidade em perigo. Foi "vendida" aos 14 anos e casou com um homem que gostava de se vestir de mulher e que não conseguia praticar a relação sexual. Esta é Chabili, a Adorada. Esta é Lakshmi, a Deusa da Prosperidade.

Este é um livro que aconselho vivamente a todas as pessoas. É tocante e a leitura é super rápida.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

[Opinião] "Belladonna", de Anne Bishop

Sinopse: Há muito tempo, Efémera foi dividida em inúmeras paisagens mágicas ligadas somente por pontes. Pontes que podem levar quem as atravessa para onde realmente pertence e não ao local onde pretende chegar.
Uma a uma, as paisagens de Efémera estão a cair na sombra. O Devorador do Mundo está a espalhar a sua influência, manchando as almas das pessoas com dúvida e medo, alimentando-se das suas emoções mais negras.
A cada vitória o Devorador aproxima-se da conquista final.
Apenas Glorianna Belladonna possui a habilidade de frustrar os planos do Devorador. Mas os seus poderes foram mal interpretados e incompreendidos. Determinada a proteger as terras sob o seu domínio, Glorianna defrontará o Devorador sozinha se assim estiver no seu destino.






Opinião:
Neste livro encontramos Glorianna Belladonna um pouco mais humana e "tocável".Deixa de ser aquela pessoa que aparece fugazmente para uma pessoa a quem acompanhamos os pensamentos, as emoções e os medos. Quando Belladonna conhece Michael o seu coração inflama completamente. Só que Michael ainda tem de correr muito para conseguir o seu amor! 

Gostei muito de rever o Sebastian (se bem que não bastou para matar saudades), que continua mordaz e protector. E foi uma das únicas coisas boas do livro.

Penso que este livro ficou muito aquém das minhas expectativas porque se tornou chato e eu só via as palavras a passarem e a passarem sem nada de importante acontecer. E uma das coisas que mais me interessou (a história da Guerreira) ficou por contar. Grande falha. 

A escrita de Anne Bishop continua viciante mas, como já disse, o livro é tão chato que até me fartei. E demorei mais dois dias a ler o livro do que o normal.

Até tenho medo de pegar no livro "Ponte de Sonhos". Será que me vou decepcionar mais uma vez?!?

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

41ª Maratona Literária: Plano de Leitura

A maratona começa às 00h00 e termina dia 9 Fevereiro às 23h59. Esta maratona tem um desafio opcional: cada equipa tem uma cor e tem de ler um livro em que a cor predominante seja essa. A minha equipa é comandada pela Mafi e a cor escolhida foi o Branco.


Escolhidos:



[Opinião] "A Noite de Todas as Almas", de Deborah Harkness

Sinopse: Num final de tarde de Setembro, quando a famosa historiadora de Yale, Diana Bishop, abre casualmente um misterioso manuscrito medieval alquímico há muito desaparecido, o submundo mágico de Oxford desperta. Vampiros, bruxas e demónios farão tudo para possuir o manuscrito que se crê conter poderes desconhecidos e pistas misteriosas sobre o passado e o futuro dos humanos e do mundo fantástico. Diana vê a sua pacata vida de investigadora invadida por um passado que sempre tentou esquecer: ela é a última descendente da família Bishop, uma longa e distinta linhagem de bruxas de Salem, marcada pela morte misteriosa dos pais quando era criança. E do meio do turbilhão de criaturas mágicas despertadas pela redescoberta do manuscrito surge Matthew Clairmont, um vampiro geneticista de 1500 anos de idade, apaixonado por Darwin. Juntos vão tentar desvendar os segredos do manuscrito e impedir que caia em mãos erradas. Mas a paixão que cresce entre ambos ameaça o frágil pacto de paz que existe há séculos entre humanos e criaturas fantásticas... e o mundo de Diana nunca mais voltará a ser o mesmo... Uma história arrebatadora que mistura História, magia, aventura e romance. Para os leitores de Dan Brown, J.K. Rowling, Stephenie Meyer e Elizabeth Kostova.


Opinião:
Dou 2 estrelas e é para não dizer que não vais daqui!!
A sério, que desilusão.

Desde o primeiro momento em que vi este livro que o meu olhar se iluminou. Não desisti até que o consegui comprar e depois é isto? ISTO?!? 

Tinha tudo para ser considerado um dos meus favoritos: bruxas, demónios, vampiros, magia, castelos, ... Mas acabou por ser um dos livros que eu menos gostei de ler.

Na minha opinião a escritora, Deborah Harkness, podia ter retirado umas 200 ou 300 páginas deste livro. Demorou tanto tempo a desenvolver a história como os anos que o Matthew tem. Era necessário enfiar tanta palha num livro? O que me interessa a mim quantas vezes fez ela yoga, canoagem, corridas? Nada. Nientes.

As personagens também não ajudaram na pontuação. A Diana é tão insegura, tão infantil e ingénua que até chateia! Porque raio é que ela não admite que é uma bruxa?!? Quem me dera ser bruxa! Nas tias dela nem vou falar! A rapariga tem mais de 30 anos, já tem idade para tratar dela própria! 

Enfim, uma desilusão. Completa desilusão. Mas vou arriscar ler o 2º livro. Talvez melhore e, além disso, a acção passa em 1590 (*,*) o que é um ponto positivo (acho eu).

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

[Opinião] "O Jardim Encantado", de Sarah Addison Allen

Sinopse: Num jardim escondido por trás de uma tranquila casa na mais pequena das cidades, existe uma macieira e os rumores que circulam dão conta de que dá um tipo muito especial de fruto. Neste encantador romance, Sarah Addison Allen conta a história dessa árvore encantada e das extraordinárias pessoas que dela cuidam...
As mulheres da família Waverley são herdeiras de um legado mágico — o jardim familiar, famoso pela sua macieira, que produz frutos proféticos, e pelas suas flores comestíveis, imbuídas de poderes especiais que afectam quem quer que as coma.

Proprietária de uma empresa de catering, Claire Waverley prepara pratos com as suas plantas místicas — desde as chagas que ajudam a guardar segredos até às bocas-de-lobo destinadas a desencorajar intenções amorosas. Entretanto, a sua idosa prima Evanelle é conhecida por distribuir presentes inesperados cuja utilidade se torna mais tarde misteriosamente clara. São elas os últimos membros da família Waverley — com excepção da rebelde irmã de Claire, Sydney, que fugiu da cidade há muitos anos.
Quando Sydney regressa subitamente a Bascom com uma filha pequena, a tranquila vida de Claire sofre uma reviravolta, bem como a fronteira protectora que erigiu tão cuidadosamente em redor do seu coração. Juntas uma vez mais na casa onde cresceram, Sydney reflecte sobre tudo o que deixou para trás ao mesmo tempo que Claire se esforça por sarar as feridas do passado. E em pouco tempo as irmãs apercebem-se de que têm de lidar com o seu legado comum para viverem as alegrias do futuro que se anuncia.

Encantador e pungente, este fascinante romance irá, seguramente, enfeitiçar o leitor.



Opinião:
Este é o primeiro livro que leio de Sarah Addison Allen e adorei! Lindo, lindo, lindo! Em todos os aspectos.


Claire Waverley é um dos últimos membros da família Waverley. A família Waverley é conhecida na região pelo seu jardim encantado e pelas suas plantas mágicas. Claire dedicou a sua vida a esse jardim e não quer que nada incomode essa rotina. Mas, num dia como qualquer outro, Sidney volta para casa. Sidney a irmã que a abandonou. Sidney a irmã rebelde que nunca quis fazer parte daquele legado. Mas ela não volta sozinha! Com ela traz a filha de apenas cinco anos. E neste momento o mundo de Claire vira-se de pernas para o ar e a sua amada rotina é completamente perturbada.



Este é um livro que aborda a violência doméstica. Como sabem (ou não) este é um assunto que me chateia muito. É um assunto muito sensível e ao qual (quase) toda a gente fecha os olhos. É o velho ditado: Entre marido e mulher, não se mete a colher. Mas não é bem assim. Penso que todas as pessoas têm que ter consciência do que se passa à sua volta e fazer algo para travar isso. 



Gostei muito das personagens. Todas sem excepção. Penso que todas têm o seu papel na história e que o desempenharam de forma maravilhosa. Claro que a personagem de que mais gostei foi a Sidney. Rebelde, divertida, mas com os seus demónios. Saiu de uma relação destruidora para um amor de criança. E eu adorei!



A única coisa de que eu não gostei (e é essa a razão para eu dar 4*) foi a cena principal (quando o mau da fita descobre a Sidney e blá blá). Durante toda a leitura estive a preparar-me para este momento e quando ele chegou fiquei tipo: o quê?!?!? Só isto?!? Meu deus, foi uma desilusão.



Com toda a certeza que vou seguir esta escritora.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

[Novidades] Quinta Essência

O solitário Sir Alistair Munroe tem estado escondido no seu castelo desde o regresso das Colónias, com cicatrizes interiores e exteriores. Porém, quando una misteriosa beldade se apresenta à sua porta, a paixão que manteve controlada durante anos começa a ganhar vida. Para fugir a erros passados, a lendária beldade Helen Fitzwilliam afastou-se do luxo da sociedade e vai para um castelo escocês semiabandonado... onde aceita o cargo de governanta. Contudo, Helen está decidida a começar uma nova vida e não permitirá que nem o pó nem um homem ríspido com cicatrizes a afugentem. Sob o belo exterior de Helen, Alistair descobre uma mulher cheia de coragem e sensualidade. Uma mulher que não recua diante do seu mau génio ou das suas cicatrizes. Porém, quando começava a acreditar na existência do amor verdadeiro, o passado secreto de Helen ameaça separá-los. Agora a bela e o monstro devem lutar pela única coisa que não julgavam possível encontrar: um final feliz.











Enquanto advogada, Kara Crawford sabe guardar segredos, especialmente depois de um ex-namorado a rejeitar após ela lhe confessar os seus desejos sexuais mais ocultos. Kara já desistiu de encontrar alguém capaz satisfazê-la na intimidade (o seu gosto por BDSM), até que passa uma das noites mais maravilhosas da sua vida com alguém que sempre admirara de longe. O dominador sexual Dante de Matteo conheceu Kara no secundário mas nunca imaginou que as suas fantasias sexuais coincidissem plenamente com as dela. Os dois amantes não esperam que aquilo vá para além de uma noite, mas quando Dante começa a trabalhar no mesmo escritório que Kara, têm de lidar diariamente com a química sexual entre ambos. Enquanto um profundo desejo os aproxima, o medo pode acabar por separá- los para sempre, a não ser que aprendam a lidar com a dor e o prazer do amor.

[Novidade] 1001 Mundos

Outrora conhecida como a costa ocidental dos Estados Unidos, a República é agora uma nação em guerra permanente com as vizinhas, as Colónias. Nascida numa família de elite num dos distritos mais abastados da República, June, aos quinze anos, é um prodígio militar. Obediente, entusiasmada e dedicada ao seu país, está a ser aperfeiçoada para fazer parte dos círculos mais elevados da República. Nascido num dos bairros de lata do Setor Lake da República, Day, também com quinze anos, é o criminoso mais procurado da República. Mas talvez os seus motivos não sejam tão maliciosos quanto parecem. Pertencendo a mundos muito diferentes, não há motivo algum para que os caminhos de June e Day se cruzem - até ao dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado, e Day se torna o principal suspeito. Agora, apanhado no derradeiro jogo do gato e do rato, Day corre pela sobrevivência da sua família, enquanto June tenta desesperadamente vingar a morte do irmão. Contudo, numa reviravolta chocante, os dois descobrem a verdade daquilo que verdadeiramente os levou a encontrarem-se, e a que ponto a nação de ambos está disposta a chegar para manter os seus segredos. Repleto de ação imparável, suspense e romance, o fascinante primeiro romance de Marie Lu irá certamente comover e arrebatar os leitores.

[Novidades] ASA

Em 1945, enquanto o mundo celebra a vitória sobre o exército nazi, a Alemanha derrotada é dividida. De um lado, a União Soviética. Do outro, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França. A Guerra Fria está prestes a começar. Em Hamburgo, grupos de crianças esfomeadas vasculham os destroços em busca de alimentos, famílias desalojadas lutam por abrigos imundos. É nesta cidade arruinada que o coronel Lewis Morgan é encarregado de repor a paz. O governo inglês requisita uma casa para o acolher a ele e à família. Aos proprietários da mansão resta a indigência. É então que o coronel propõe uma solução inédita: a partilha do espaço. Mas ao contrário do que coronel espera, este pacto vai ser explosivo. A sua mulher, Rachel, vive fechada em si própria. O filho de ambos, Edmund, debate-se com uma solidão extrema. A alemã Freda é a adolescente rebelde, filha de Herr Lubert, um homem de elite inconformado com a submissão que lhe é imposta. Entre segredos e traições, a vida na casa é uma bomba-relógio que uma paixão proibida ameaça ativar.. Baseado no extraordinário ato de bondade do avô do autor, O Despertar do Mundo pinta um retrato único da guerra vista do lado dos perdedores.







Tommy e Tuppence estão casados há seis anos, continuam apaixonados um pelo outro e têm uma vida tranquila. Mas tanta perfeição provoca em Tuppence um tédio de morte. E até mesmo o pacato Tommy admite ter saudades das aventuras detetivescas do passado. Por isso, quando um velho amigo lhes faz uma proposta invulgar, eles aceitam de imediato. A missão é aparentemente simples. Contudo, a realidade vai superar os mais loucos devaneios do jovem casal. E quando pensam já ter corrido todos os riscos, a maior das surpresas ainda está para vir ...   Unidos pelo crime (Partners in Crime) foi originalmente publicado em 1929 na Grã-Bretanha, tendo sido editado no mesmo ano nos Estados Unidos. Foi adaptado para televisão em 1983.