sexta-feira, 23 de maio de 2014

[Opinião] "Matéria Negra", de Brad Thor

Sinopse: Toda a gente sabe que os governos se envolvem em atividades secretas que por vezes usam meios pouco ortodoxos. São conhecidas como «Matéria negra». Mas existe ainda um nível para além deste, seguramente menos conhecido, em que a própria existência do estado é ameaçada e a situação requer uma ação imediata, secreta e possivelmente violenta. Trata-se portanto de uma matéria negra. Quando os EUA se encontram nessa situação, o homem certo para liderar a missão é Scot Harvath.
Harvath está na Suécia, a executar um audacioso plano para prevenir um ataque aos Estados Unidos. A equipa que lidera deve prender um suspeito de terrorismo e infiltrar-se na sua célula com um agente duplo.
Ao mesmo tempo, Larry Solomon, um dos produtores mais célebres de Hollywood, é atacado na sua própria casa por um grupo de assassinos e só consegue escapar com a ajuda de Luke Ralston, um amigo que já fez parte da Força Delta.
À medida que a intriga se adensa, Harvath percebe que só há uma maneira de salvar o seu país. Como não pode confiar em, ninguém, é obrigado a lidar com o caso como Matéria Negra.



Opinião:
O género policial não é de todo o meu favorito. Sempre gostei mais de romances, de histórias de amor e de fantasia. Era um tipo de prazer que me dava mais prazer. Mas, há um tempo atrás, decidi apostar neste género tão desconhecido para mim e tentar gostar. Ou, pelo menos, conseguir lê-lo sem adormecer. As minhas primeiras escolhas não foram as melhores mas ao escolher este livro percebi que existe algum potencial no policial. 

"Matéria Negra" interliga várias personagens que no seu todo formam um grupo muito interessante. É óbvio que o que dá origem ao livro (a acção) também contribuem em muito com a qualidade deste livro mas penso que sem estas personagens a história não teria o mesmo encanto. 

Este livro aborda temas que me fizeram ficar em alerta. Ciberespionagem? Guerras silenciosas? Ataques terroristas em cidades de quem ninguém se lembra o nome? Assustador. Dou graças a Deus por vivermos neste pequeno e secante país. Ninguém sabe que existimos.

Este livro está muito bem construído. Em parte (e como já referi) devido às excelentes personagens que tem. Fortes, inteligentes, sinceras e, ao mesmo tempo, muito misteriosas. Sei que este livro faz parte da série que tem como protagonista o Harvath e, com toda a certeza, vou adquirir os volumes anteriores.
Tornei-me fã de Brad Thor.

Recomendo.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

[Opinião] "O Juramento da Rainha", de C. W. Gortner

Sinopse: Isabel é apenas uma adolescente quando a forçam a tornar-se uma peã numa conspiração para destronar o seu meio-irmão, o rei Henrique. Acusada de traição e posta cativa, aos dezassete anos vê-se subitamente coroada rainha de Castela, o maior reino de Espanha.
Mergulhada num conflito mortal para manter o trono, está determinada a casar-se com o único homem que ama, mas que lhe é proibido: Fernando, príncipe de Aragão. Quando decidem unir os reinos de ambos sob o lema «uma só coroa, um só país, uma só fé», Isabel e Fernando deparam-se com uma Espanha empobrecida e cercada por inimigos.
Com um grande interesse pela descoberta do desconhecido, deixa-se apaixonar pela visão de um enigmático navegador chamado Colombo.
Mas quando os mouros do reino de Granada declaram guerra, tem lugar uma violenta e terrível batalha contra um antigo adversário, que irá testar toda a determinação, a coragem e a crença tenaz que Isabel tem no seu destino.




Opinião:
Adorei!
Tão lindo, tão real...

Eu sei que em muitos livros a vida das rainhas são um pouco fantasiadas para dar mais "animação" a história, mas este livro entrou directamente para os meus favoritos.
A escrita é maravilhosa e viciante. As personagens são fortes e com muita personalidade. Tenho de admitir que em certos momentos eu sofri com elas. 

Isabel é uma mulher que sempre quis dar tudo o que tinha pelo seu reino e que foi manipulada por causa da sua ingenuidade. Se ela soubesse as repercussões que teve e o que verdadeiramente aconteceu, nunca teria dado o seu aval para a criação da Inquisição. Nunca. Isabel teve uma infância e adolescência um pouco infelizes mas, depois de casar com Fernando, atingiu a plenitude. Uma coisa rara no que se refere a rainhas.

Gostei muito deste livro e recomendo a todos os fãs de romances históricos. Não se vão arrepender.

[Opinião] "A Informadora", de Lindsey Davis

Sinopse: Roma, ano 89 DC. As regras ditam que uma mulher deve ser submissa e modesta. Não deve levantar a voz, vestir roupas extravagantes, sair à noite, beber ou desafiar a autoridade… e muito menos envolver-se em assuntos criminais. Flávia Albia contraria todas estas normas (e mais algumas). Vive sozinha na zona boémia de Roma, cultiva amizades pouco recomendáveis e não se coíbe de lutar pelos seus direitos. Filha de um detetive, Flávia decidiu desde cedo seguir os passos do pai. Mas a investigação é uma profissão masculina. Para ser respeitada, ela sabe que terá de ser a mais rápida, a mais perspicaz, a melhor. Flávia é a única a reparar que o número de mortes inexplicáveis tem vindo a aumentar na cidade. Por não terem ligação entre si nem indícios de violência, não levantaram suspeitas. As denúncias de Flávia são ignoradas pelas autoridades, que estão demasiado ocupadas com a organização dos Jogos de Ceres, o momento alto do ano. E até mesmo a própria Flávia, distraída com a perspetiva de um novo romance, não vê que a morte está demasiado perto de casa…



Opinião:
Além de não ser uma grande fã de policiais começo a ficar com bom olho para descobrir os "maus da fita". O que a Flavia Albia demorou 300 e tais páginas a descobrir eu demorei 100!

Este livro atraiu-me por a acção decorrer na Roma Antiga e pela protagonista ser uma mulher despreocupada e irreverente. E também por ter uma capa linda! Mas penso que a escritora se centrou mais no romance e colocou um pouco de parte a vertente policial...

Gostaria que Lindsey Davis tivesse focado um pouco mais a família de Flavia (principalmente o pai, Marcus Didius Falco, que teve direito a uma série só sua e, que penso que teve muita influência na escolha de "profissão" da filha) mas ela preferiu focar o romance.

Penso que as personagens são interessantes mas pouco profundas. Gostei do tom cómico de algumas cenas. Na minha opinião este livro é um pouco irrealista porque tenho (quase) a certeza de que as mulheres na Roma Antiga não tinham tanta liberdade como dá a entender no livro.

sábado, 3 de maio de 2014

[Novidades] Marcador

UM ÚNICO MOMENTO PODE MARCAR A NOSSA VIDA PARA SEMPRE

Num momento de rivalidade infantil, William deixa-se levar pelo entusiasmo e não hesita em apontar a fisga a uma gralha-calva poisada num ramo, acabando por matá-la.

Um ato que, apesar de cruel, não teve qualquer significado e depressa foi esquecido. Mas as gralhas-calvas não esquecem…

Anos depois, na idade adulta, já com mulher e filhos, entra na sua vida um desconhecido misterioso e a sua sorte começa a mudar. Surgem então as consequências terríveis e imprevistas daquele incidente do passado.

Numa tentativa desesperada de salvar o único bem precioso que lhe resta, William celebra um acordo deveras estranho, com um sócio ainda mais estranho. Juntos, fundam um negócio inquestionavelmente macabro.



« Diane é exímia na arte de construir uma narrativa»

The Guardian

«Perfeito! Vão adorar. Sem dúvida nenhuma, um dos melhores livros do ano.»

Blues Talking Journal

Sobre a autora:
Diana Setterfield é uma autora britânica que nasceu em Englefield, em 1964. Passou grande parte da infância na localidade vizinha Theale. A autora é, nas suas palavras, «em primeiro lugar, leitora, e em segundo, escritora». O primeiro livro da autora foi bestseller do The New York Times e está publicado em 30 países. Em Portugal chama-se O Décimo Terceiro Conto e é publicado pela Marcador.




ATÉ ONDE PRECISAMOS DE IR PARA ENCONTRARMOS O NOSSO DESTINO?

Londres, 1852. Duas raparigas empreendem uma viagem de barco rumo à Nova Zelândia e tornam-se amigas. Trata-se, para ambas, do início de uma nova vida como futuras esposas de dois homens que conhecem apenas por correspondência. É o começo de uma nova vida com homens que não conhecem.

Gwyneira, de origem nobre, está prometida ao filho de um magnata da criação de ovelhas, enquanto Helen, uma jovem perceptora, parte para se casar com um fazendeiro. Procuram encontrar a felicidade num país que promete ser o paraíso. No entanto, as ilusões de ambas depressa se esfumam, principalmente quando descobrem que a sua amizade está em perigo porque os maridos são inimigos.

Gwyneira e Helen são mais fortes do que acreditavam ser e rompem com os preconceitos e as restrições da sociedade onde vivem, mas serão capazes de alcançar o amor e a felicidade do outro lado do mundo?

Sobre a autora:
Sarah Lark é um pseudónimo de Christiane Gohl. Nascida na Alemanha, vive actualmente em Almería, Espanha. Formou-se em Educação e trabalhou como guia turística, redatora publicitária e jornalista. A inclinação para a escrita marcou todos os empregos por que passou. Com uma produção literária vastíssima, alcançou o sucesso de vendas e o reconhecimento literário graças à saga maori. Com mais de dois milhões de leitores em todo o mundo, escrever romances não é, para ela, muito mais do que sonhar acordada. 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

[Opinião] "Vitória de Inglaterra. A Rainha que amou e ameaçou Portugal", de Isabel Machado

Sinopse: Como se atrevem? O grito ecoou pelos corredores do palácio. Vitória de Inglaterra, a rainha que aos 18 anos subiu ao trono para recuperar a dignidade da monarquia britânica, não queria acreditar no que os seus olhos viam. Um mapa com uma grossa barra cor-de-rosa a dividir o continente africano em duas partes, ligando o oceano Atlântico ao Índico. Como era possível que um país aliado como Portugal ameaçasse o seu sonho de dominar o continente negro recheado de promessas de riqueza e glória? O coração de Vitória estava dividido entre os interesses políticos e os laços familiares e de afecto que a ligavam à família real portuguesa. Era amiga de D. Maria II e de D. Fernando. O seu reinado foi tão longo, o maior da história de Inglaterra, que viveu para ver governar D. Pedro V, D. Luís e D. Carlos… Mas os interesses políticos estavam acima dos laços de amizade. Era preciso acabar com o sonho português. O Ultimato de 1890 manchava para sempre a relação entre as duas coroas, para grande tristeza de Vitória que amava Portugal. Baseado numa intensa pesquisa histórica, Isabel Machado, autora de Isabel I e o seu médico português, traz-nos a vibrante história desta mulher fascinante que fez de Inglaterra o maior império do mundo no século XIX. Casada com Alberto de Saxe-Coburgo-Gotha, vive uma das mais belas histórias de amor, trazendo ao mundo nove filhos. Feita de contradições, a cada página desta biografia romanceada descobrimos uma mulher sensual, de paixões violentas e humores oscilantes, marcada pela alegria, pelo amor do seu povo e pela tragédia.


Opinião:
"Vitória de Inglaterra. A Rainha que amou e ameçou Portugal" traz até nós uma das personagens mais importantes na história mundial. Traz até nós a rainha que reinou durante mais de 60 anos e foi amada incondicionalmente pelo povo durante esses anos todos e ainda continua a ser amada. Uma rainha que manteve uma relação estreita com Portugal que foi iniciada no curto tempo que passou com D. Maria II de Portugal.

Quando li "D. Maria II - Tudo por um Reino" fiquei curiosa com a pessoa que estava por trás das cartas que nos eram mostradas no livro. Com este livro foi possível conhecê-la. Uma mulher que viveu para o amor e que tinha na maternidade uma questão secundária. Uma mulher um pouco mimada e que via cada gravidez como um impedimento para a sua relação com Alberto. Há medida que os anos foram passando aprendeu a amar os filhos mas nunca como amou o marido.

Vitória viu reinar, em Portugal, uma rainha e dois reis e viu, também, como a mesquinhez das pessoas pode levar à queda de popularidade da monarquia. O que ditou o seu fim.

Penso que "ameaçou" é um termo excessivo para descrever as suas acções aquando da publicação da carta de divisão de África. Depois de ter conhecimento da mesma, Vitória tentou de tudo para travar o desejo dos seus ministros de iniciar uma guerra com o seu aliado de centenas de anos. Penso que isto mostra o grande amor que ela tinha pelo nosso país além de nunca ter tido oportunidade de o visitar. 

O livro está bem escrito mas, por vezes, tornou-se um pouco maçudo e diminiu o meu ritmo de leitura. Por essa razão dou 3 estrelas ao livro. Mas a escritora conseguiu passar para o papel a personalidade de Vitória e fazer-nos ama-la como D. Maria a amou.