terça-feira, 15 de julho de 2014

[Opinião] "Tatiana", de Paullina Simons

Sinopse: Com apenas dezoito anos, Tatiana está grávida e só. O seu marido, Alexander, foi acusado de espionagem e preso pela infame polícia secreta de Estaline.
Alexander é um herói de guerra condecorado que carrega um segredo fatal. Nascido na América, vive encurralado desde a adolescência na União Soviética, para onde imigrou com os pais, que queriam viver o ideal comunista. Mas o brutal regime do país rapidamente destroçou os seus sonhos. Para se proteger, Alexander serviu o Exército Vermelho e fez-se passar por cidadão soviético. Para ele, a II Guerra Mundial é já uma causa perdida: tanto a derrota como a vitória significam a morte.
As notícias que dão conta do triste destino de Alexander levam Tatiana a fugir para a América. Quando chega a Nova Iorque, ela é uma jovem viúva com um filho pequeno nos braços e um passado doloroso. Pouco tempo depois, tem um emprego, amigos e a vida com que nunca ousou sonhar. Mas a dor pela perda de Alexander nunca a abandona. Algures dentro de si e contra todas as evidências, ela continua a ouvir a voz do seu grande amor...
Uma história épica de amor e guerra. Um hino ao poder dos sentimentos e da fé humana.
Tatiana é a sequela do bestseller mundial O Grande Amor da Minha Vida.


Opinião:
Esperei 1 ano e dois meses para ler a continuação de um dos melhores livros que li em 2013. E para quê? Para descobrir que a editora decidiu retirar a última parte (uma das partes essenciais, pelo que ouvi dizer) e só a colocar no próximo livro (que, graças a Deus é publicado ainda este ano - espero eu). As minhas dúvidas agora são: porque é que fizeram isso? Atraso na tradução? Suspense? Mais dinheiro no próximo livro? Não sei, mas vamos descobrir. Agora voltando ao livro em si.

Neste livro encontramos Tatiana já com o seu filho nos braços, mas separada do amor da sua vida, Alexander. Um na Rússia e outro nos Estados Unidos. Vemos a luta interior da Tatiana em continuar a procura de Alexander ou seguir em frente. Felizmente a procura por Alexander ganhou. Mas, na minha opinião, o objectivo principal deste livro é conhecer um pouco melhor o passado do misterioso Alexander. E penso que o ficamos a conhecer melhor do que ninguém.

Existiram certas alturas em que parei a leitura por estar um pouco aborrecida, mas sempre cai em mim e iniciei-a de novo. Mesmo com partes mais lentas este livro emocionou-me e quando acabou fiquei um pouco triste. Agora é esperar pelo próximo e último volume (snif snif).

A escrita de Paullina Simons continua super fluída e viciante. Tem descrições quanto baste e diálogos em igual medida. A introdução de novas personagens foi uma mais valia porque veio dar ar fresco à narrativa. Não se baseou unicamente em Tatiana e Alexander. Gostei também de ver a evolução do pequeno tesouro que os dois criaram.

Aguardo ansiosamente pelo próximo volume e espero não ficar desiludida com o fim desta maravilhosa história.
Recomendo.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

[Opinião] "Prazer Ardente", de Lisa Kleypas

Sinopse: Procurou-lhe de novo a boca, abriu-lha, mergulhando naquela seda húmida, quente, com um sabor íntimo que o punha doido. 

Depois de três temporadas em Londres em busca de pretendente, o pai de Daisy Bowman informa-a de que deverá arranjar marido. E depressa. E se Daisy não conseguir desencantar um candidato adequado, terá de se casar com um homem da escolha do pai: o cruel e emproado Matthew Swift. Daisy está aterrorizada, mas uma Bowman jamais admite a derrota. E, por isso, a jovem decide fazer os possíveis para arranjar outro pretendente que não Matthew. Mas Daisy não contava com o charme inesperado de Swift… nem com a sensualidade escaldante que depressa brota entre ambos, acabando por descobrir que, apesar de segredos e intrigas que o destino teima em impor, o homem que sempre odiou poderá ser aquele com que sempre sonhou.





Opinião:
Isto sim é um bom romance erótico de época!
Tem inicio, meio e fim. Ou, como vulgarmente se diz, pés e cabeça!

Já conhecia a escritora Lisa Kleypas mas sendo uma escritora maioritariamente erótica fiquei em pouco de pé atrás em pegar num livro dela. Tive de o fazer quando fiz parte da Blogosfera Literária e tive de ler e comentar o livro "Paixão Sublime". Tal como nessa altura adorei a personagem do livro, Daisy e o seu prometido. Penso que não seja um livro tão bom como o "Paixão Sublime", mas também me deu prazer lê-lo.

Daisy é uma rapariga independente e um pouco para a "frente" na sua época. Mas já está a ultrapassar a idade de se casar e o seu pai faz-lhe um ultimato: se não conseguir arranjar um marido até uma certa data é ele que trata do assunto. E é aqui que entra Matthew Swift. 

Tenho de dizer que adorei o Matthew. É (quase) perfeito. Conseguiu conquistar a Daisy, mesmo tendo fantasmas na sua vida que não o deixavam fazer. A parte final do livro foi de partir o coração mas a escritora mostrou que o amor pode ser mais forte que as mentiras e o passado.

Fiquei fã desta escritora e vou tentar adquirir os dois volumes anteriores para completar a série. E vou seguir de perto os próximos lançamentos. 


Recomendo.

terça-feira, 1 de julho de 2014

[Opinião] "A Rainha Descalça", de Ildefonso Falcones

Sinopse: No mês de janeiro de 1748, uma mulher negra deambula pelas ruas de Sevilha. Atrás de si deixou um passado de escravatura em Cuba, um filho que nunca mais tornará a ver e uma grande viagem de barco até à costa de Espanha. Caridad já não tem um dono que lhe dê ordens, mas também não tem onde dormir quando se cruza com Milagros Carmona, uma jovem cigana de Triana por cujas veias corre o sangue da rebeldia e a arte dos da sua raça.
As duas mulheres tornam-se inseparáveis e, entre sarabandas e fandangos, a cigana confessa à sua nova amiga o amor que sente pelo arrogante Pedro García, de quem a separam antigos ódios familiares. Pela sua parte, Caridad esforça-se por calar o sentimento que brota em seu coração por Melchor Vega, o avô de Milagros. 
Quando um mandato real converte todos os ciganos em proscritos, a vida de Milagros e Caridad sofre uma trágica reviravolta. Embora os seus caminhos se separem, o destino voltará a uni-las numa Madrid onde confluem contrabandistas e cómicos, nobres e vilões; uma Madrid que se rende à paixão que emana das vozes e dos bailes dessa raça de príncipes descalços.
Ildefonso Falcones propõe-nos uma viagem a uma época apaixonante, marcada pelo preconceito e pela intolerância. De Sevilha a Madrid, desde o tumultuoso bulício dos ciganos até aos teatros senhoriais da capital, os leitores desfrutarão de um fresco histórico povoado de personagens que vivem, amam, sofrem e lutam por aquilo que acreditam ser justo.


Opinião:
Não tenho palavras para descrever este livro. Soberbo? Magnifico? Perfeito? Acho que ele é todas estas coisas e mais algumas...

Ildefonso Falcones trás até nós um romance histórico que interliga a vida de Caridade (Cachita) e de Milagros. Uma é uma negra recém libertada da escravidão e a outra é uma cigana a viver em Sevilha. Estamos em pleno séc XVIII e a cultura é outra. A forma de pensar e de agir é outra. Coisas que achamos horríveis eram o pão do nosso dia naquela época.

Durante 700 e tal páginas acompanhamos as aventuras de Cachita, de Milagros, do Melchor, da Ana, da velha María e quando chegamos ao fim temos uma sensação agridoce na boca. Porque é que terminou assim? Porque é que aquele teve de morrer? Porque é que aquele sequer existe?
Somos introduzidos na cultura dos ciganos de uma forma que nunca pensei ser possível. Eram irreverentes, orgulhosos, valentes. Mas também eram mesquinhos e falsos. Quando odiavam, odiavam até à morte. Mas não a morte da pessoa em questão, mas sim a morte do nome da família. Mas quando amavam... Quando amavam era com uma força pouco característica daquele tempo. Não tinham vergonha de o admitir, nem de o mostrar. Gostei destes ciganos e gostava que mais pessoas os vissem mais como humanos e menos como uma raça desordeira e preguiçosa.

Fiquei curiosa com os restantes livros de Ildefonso Falcones e, com toda a certeza, vou tentar junta-los à minha biblioteca.
Recomendo.

[Opinião] "Anjos Rebeldes", de Libba Bray

Sinopse: Um livro cheio de história, mistério e romance.
Ah, o Natal! Gemma Doyle está desejosa das férias fora da Academia Spence, de passar o tempo com as amigas na cidade, de ir a bailes elegantes e, numa nota sombria, de cuidar do pai doente. Quando se prepara para entrar no Ano Novo de 1896, um jovem bonito, Lorde Denby, parece estar interessado em conquistar Gemma. No entanto, no meio das distrações de Londres, as visões de Gemma intensificam-se - visões de três raparigas vestidas de branco, a quem algo terrível aconteceu, algo que só os reinos podem explicar...
A atração é forte, e em pouco tempo, Gemma, Felicity e Ann estão a transformar flores em borboletas no mundo encantado dos reinos a que só Gemma pode levá-las. Para grande alegria delas, a sua querida Pippa também está lá, ansiosa por completar o círculo de amizade.
Mas nem tudo está bem nos reinos - ou fora dele. O misterioso Kartik reapareceu, dizendo a Gemma que ela deve encontrar o Templo e vincular a magia, ou algo terrível irá acontecer-lhe. Gemma está disposta a fazer-lhe a vontade, apesar dos perigos que isso acarreta, pois isso significa que irá encontrar-se com a maior amiga da sua mãe - e agora sua inimiga, Circe. Até Circe ser destruída, Gemma não pode viver o seu destino. Mas encontrar Circe revela-se uma tarefa muito perigosa.


Opinião:
Depois da leitura do primeiro livro da trilogia "Gemma Doyle" ponderei seriamente em ler ou não a continuação. A curiosidade foi mais forte e ganhei coragem para o ler.

Na minha opinião a série melhorou um pouco. A Gemma tornou-se mais madura e a acção mais realista. Penso que o maior protagonismo de Kartik ajudou um pouco a isto. A história não se focou tanto no romance mas sim na história por trás do poder de Gemma e das sacerdotistas. A melhor exploração do outro mundo também me agradou e fez com que me agarrasse mais ao livro.

A escrita de Libba Bray continua simples e de fácil acesso. Penso que continua a faltar algo ao livro para o considerar 5 estrelas. Não sei se são as restantes personagens que me parecem fúteis, ou a facilidade com que a personagem principal se escapa a situações que parecem impossíveis de escapar...

Aguardo com um pouco de ansiedade a publicação do terceiro volume. A autora deixou algumas questões abertas que me fazem querer encerrar esta série.

[Opinião] "O Primeiro Marido", de Laura Dave

Sinopse: Annie Adams está a alguns dias de celebrar o seu 32.º aniversário e pensa que encontrou, finalmente, a felicidade.
Jornalista, escreve uma coluna semanal sobre viagens e passa a vida a explorar os lugares mais exóticos e interessantes do mundo. Vive em Los Angeles com Nick, o namorado com quem já pensa casar, numa relação aparentemente feliz que já conta com cinco anos. Quando Nick chega a casa e a informa de que, «segundo a terapeuta», talvez precisem de «um tempo», Annie fica destroçada.
Perdida num turbilhão de sentimentos, Annie acaba por conhecer Griffin, um charmoso chef, que de imediato a conquista. E em apenas três meses, Annie dá por si casada, a reconstruir a sua vida numa zona rural do Massachusetts.
Mas quando Nick lhe pede uma segunda oportunidade, Annie fica dividida entre o seu marido e o homem com quem ela sente que deveria ter casado.



Opinião:
"O Primeiro Marido" de Laura Dave foi uma boa surpresa. 
Tem todos os ingredientes que se pode esperar de um romance e ainda tem a particularidade de ser cómico.

Annie é uma mulher prestes a fazer 32 anos e que pensa que a sua vida está completa. Tem namorado, uma carreira estável e uma casa própria. No dia em que o seu namorado Nick lhe diz que precisam de um "tempo" a sua vida desmorona-se e os seus dias tornam-se vazios e sem razão. É num desses dias que ela conhece Griffin, um atraente chef de cozinha que a conquista de imediato. Três meses depois estão casados. Mas é quando ela pensa que está feliz o seu ex-namorado regressa para a assombrar e fazer duvidar dos seus sentimentos. Será que ainda ama Nick? Ou será que Griffin é o verdadeiro amor da vida dela?

Este livro foi escrito para ser lido em qualquer momento da nossa vida. Quando estamos tristes, quando estamos contentes, quando saimos do trabalho, quando estamos no comboio. É uma leitura leve e que não puxa muito pelo cérebro. Eu li este livro em menos de um mês. Isto já diz muita coisa.

Tenho de dizer que adoro a capa! É lindissima e só de olhar já dá vontade de comprar.

Aconselho aos amantes de romances cor-de-rosa. Este livro é uma prova de que, nem sempre o primeiro amor é o verdadeiro amor. E que a nossa alma gémea anda por ai algures à nossa procura.