quarta-feira, 30 de julho de 2014

[Opinião] "Ever After High: Quem é Mais Rebelde do que Eu?", de Shannon Hale

Sinopse: Espelho meu, espelho meu… Quem é mais rebelde do que eu? O Dia da Sucessão, o dia em que os alunos de Ever After Highjuram seguir as pisadas dos seus pais, já terminou, e todos andam numa azáfama! Raven Queen, a filha da Bruxa Má, pôs em risco todas as histórias.
Para Apple White, a filha da Branca de Neve, as escolhas de Raven podem querer dizer que ela nunca virá a comer a maçã envenenada ou que nunca irá governar um reino. Apple White é apoiada pela Realeza, constituída por aqueles que juraram ser fiéis à sua história e cumprir o destino que lhes foi traçado. Com Raven estão os Rebeldes, que querem libertar-se das amarras do destino e traçar o seu próprio caminho. 
O que ninguém esperava era que Realeza e Rebeldes tivessem de pôr de lado as suas diferenças e juntar forças para conseguirem salvar Maddie, que no meio de todo o caos e rivalidades se viu num sarilho que pode acabar com todos os Felizes para Sempre.




Opinião:
Com "Ever After High: Quem é Mais Rebelde do que Eu?" voltamos ao maravilhoso mundo criado por Shannon Hale, on de encontramos os filhos (e, se tivermos sorte, as próprias personagens) das personagens de contos de fadas que tão bem conhecemos.

Neste livro Raven Queen e Apple White ainda estão a tentar remediar o que aconteceu no dia da Sucessão mas sem grande sucesso. Quando, acidentalmente, Maddie liberta uma criatura mítica que todos temem, chamada Jaguadarte, as amigas têm de se voltar a unir para travar a expulsão de Maddie da escola. Esta tarefa revela-se um pouco complicada mas, com alguns segredos desvendados e outros ainda por desvendar, as coisas resolvem-se favoravelmente.

Entre romances, gargalhadas e aventuras Shannon Hale mostra-nos que a força da amizade é mais forte do que o próprio destino. Um livro que entretém e que não desilude. As crianças vão adora-lo.

Recomendo.

terça-feira, 15 de julho de 2014

[Opinião] "O Império Final", de Brandon Sanderson

Sinopse: Num mundo onde as cinzas caem do céu e as brumas dominam a noite, o povo dos Skaa vive escravizado e na absoluta miséria.
Durante mais de mil anos, o Senhor Soberano governou com um poder divino inquestionável e pela força do terror. Mas quando a esperança parecia perdida, um sobrevivente de nome Kelsier escapa do mais terrível cativeiro graças à estranha magia dos metais – a Alomancia – que o transforma num “nascido nas brumas”, alguém capaz de invocar o poder de todos os metais.
Kelsier foi outrora um famoso ladrão e um líder carismático no submundo. A experiência agonizante que atravessou tornou-o obcecado em derrubar o Senhor Soberano com um plano audacioso. Após reunir um grupo de elite, é então que descobre Vin, uma órfã skaa com talento para a magia dos metais e que vive nas ruas. Perante os incríveis poderes latentes de Vin, Kelsier começa a acreditar que talvez consiga cumprir os seus sonhos de transformar para sempre o Império Final…


Opinião:
Um grande livro de fantasia! Em todos os sentidos!

O livro "O Império Final" traz um novo tipo de magia até nós: a alomância. Ao inicio é difícil de perceber as funções de certos metais e isso pode atrasar um pouco a leitura mas, a partir do momento em que consegues entender as particularidades dela, devoras o livro como se não houvesse amanhã.

São 619 páginas de puro prazer em que conhecemos personagens maravilhosas, vilões e um novo mundo completamente arrasado pela maldade daquele que se diz "O Salvador".

O "Imperio Final" está dividido em duas partes: 
- Os skaa - trabalhadores (na minha opinião, escravos) que têm de se vergar às ordens dos nobres. Pessoas desmoralizadas e sem esperança que morrem aos milhares por causa das faltas de condições, de comida e também da ira dos seus "donos". 
- Os nobres - são as pessoas que mandam e, os únicos, que (supostamente) têm o poder da alomância. São ricos e estão protegidos pelo Senhor Soberano. Mas com essa protecção vem uma ameaça constante. O Senhor Soberano tem o poder de deixar viver ou matar até os seus preferidos. 

Neste Império Final existe um regra que tem de se cumprir: sempre que um nobre tiver relações sexuais com uma skaa tem de a matar no fim do acto. Há 16 anos um nobre não cumpriu esta regra e nasceu uma menina que viria a mudar o rumo da História e destronar o Senhor Soberano. Esta menina chamasse Vin e é uma Nascida nas Brumas. Um Nascido nas Brumas é uma pessoa que consegue controlar todos os metais.

Vin é uma criança assustadiça que é controlada por um líder por causa dos seus poderes. É constantemente agredida e espezinhada. Quando Kelsier entra na sua vida podemos ver o seu verdadeiro eu a vir ao de cima e a tornar-se uma grande heroína.

Este foi um livro que me marcou. Por tudo o que ensina - sobre a amizade, a confiança, o amor e a perda -, por mostra que até a mais mísera das pessoas pode mudar o mundo.

Não me vou alongar mais para não tirar o prazer da leitura, mas aconselho este livro a todos os fãs de fantasia. Não se vão arrepender.

[Opinião] "Tatiana", de Paullina Simons

Sinopse: Com apenas dezoito anos, Tatiana está grávida e só. O seu marido, Alexander, foi acusado de espionagem e preso pela infame polícia secreta de Estaline.
Alexander é um herói de guerra condecorado que carrega um segredo fatal. Nascido na América, vive encurralado desde a adolescência na União Soviética, para onde imigrou com os pais, que queriam viver o ideal comunista. Mas o brutal regime do país rapidamente destroçou os seus sonhos. Para se proteger, Alexander serviu o Exército Vermelho e fez-se passar por cidadão soviético. Para ele, a II Guerra Mundial é já uma causa perdida: tanto a derrota como a vitória significam a morte.
As notícias que dão conta do triste destino de Alexander levam Tatiana a fugir para a América. Quando chega a Nova Iorque, ela é uma jovem viúva com um filho pequeno nos braços e um passado doloroso. Pouco tempo depois, tem um emprego, amigos e a vida com que nunca ousou sonhar. Mas a dor pela perda de Alexander nunca a abandona. Algures dentro de si e contra todas as evidências, ela continua a ouvir a voz do seu grande amor...
Uma história épica de amor e guerra. Um hino ao poder dos sentimentos e da fé humana.
Tatiana é a sequela do bestseller mundial O Grande Amor da Minha Vida.


Opinião:
Esperei 1 ano e dois meses para ler a continuação de um dos melhores livros que li em 2013. E para quê? Para descobrir que a editora decidiu retirar a última parte (uma das partes essenciais, pelo que ouvi dizer) e só a colocar no próximo livro (que, graças a Deus é publicado ainda este ano - espero eu). As minhas dúvidas agora são: porque é que fizeram isso? Atraso na tradução? Suspense? Mais dinheiro no próximo livro? Não sei, mas vamos descobrir. Agora voltando ao livro em si.

Neste livro encontramos Tatiana já com o seu filho nos braços, mas separada do amor da sua vida, Alexander. Um na Rússia e outro nos Estados Unidos. Vemos a luta interior da Tatiana em continuar a procura de Alexander ou seguir em frente. Felizmente a procura por Alexander ganhou. Mas, na minha opinião, o objectivo principal deste livro é conhecer um pouco melhor o passado do misterioso Alexander. E penso que o ficamos a conhecer melhor do que ninguém.

Existiram certas alturas em que parei a leitura por estar um pouco aborrecida, mas sempre cai em mim e iniciei-a de novo. Mesmo com partes mais lentas este livro emocionou-me e quando acabou fiquei um pouco triste. Agora é esperar pelo próximo e último volume (snif snif).

A escrita de Paullina Simons continua super fluída e viciante. Tem descrições quanto baste e diálogos em igual medida. A introdução de novas personagens foi uma mais valia porque veio dar ar fresco à narrativa. Não se baseou unicamente em Tatiana e Alexander. Gostei também de ver a evolução do pequeno tesouro que os dois criaram.

Aguardo ansiosamente pelo próximo volume e espero não ficar desiludida com o fim desta maravilhosa história.
Recomendo.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

[Opinião] "Prazer Ardente", de Lisa Kleypas

Sinopse: Procurou-lhe de novo a boca, abriu-lha, mergulhando naquela seda húmida, quente, com um sabor íntimo que o punha doido. 

Depois de três temporadas em Londres em busca de pretendente, o pai de Daisy Bowman informa-a de que deverá arranjar marido. E depressa. E se Daisy não conseguir desencantar um candidato adequado, terá de se casar com um homem da escolha do pai: o cruel e emproado Matthew Swift. Daisy está aterrorizada, mas uma Bowman jamais admite a derrota. E, por isso, a jovem decide fazer os possíveis para arranjar outro pretendente que não Matthew. Mas Daisy não contava com o charme inesperado de Swift… nem com a sensualidade escaldante que depressa brota entre ambos, acabando por descobrir que, apesar de segredos e intrigas que o destino teima em impor, o homem que sempre odiou poderá ser aquele com que sempre sonhou.





Opinião:
Isto sim é um bom romance erótico de época!
Tem inicio, meio e fim. Ou, como vulgarmente se diz, pés e cabeça!

Já conhecia a escritora Lisa Kleypas mas sendo uma escritora maioritariamente erótica fiquei em pouco de pé atrás em pegar num livro dela. Tive de o fazer quando fiz parte da Blogosfera Literária e tive de ler e comentar o livro "Paixão Sublime". Tal como nessa altura adorei a personagem do livro, Daisy e o seu prometido. Penso que não seja um livro tão bom como o "Paixão Sublime", mas também me deu prazer lê-lo.

Daisy é uma rapariga independente e um pouco para a "frente" na sua época. Mas já está a ultrapassar a idade de se casar e o seu pai faz-lhe um ultimato: se não conseguir arranjar um marido até uma certa data é ele que trata do assunto. E é aqui que entra Matthew Swift. 

Tenho de dizer que adorei o Matthew. É (quase) perfeito. Conseguiu conquistar a Daisy, mesmo tendo fantasmas na sua vida que não o deixavam fazer. A parte final do livro foi de partir o coração mas a escritora mostrou que o amor pode ser mais forte que as mentiras e o passado.

Fiquei fã desta escritora e vou tentar adquirir os dois volumes anteriores para completar a série. E vou seguir de perto os próximos lançamentos. 


Recomendo.

terça-feira, 1 de julho de 2014

[Opinião] "A Rainha Descalça", de Ildefonso Falcones

Sinopse: No mês de janeiro de 1748, uma mulher negra deambula pelas ruas de Sevilha. Atrás de si deixou um passado de escravatura em Cuba, um filho que nunca mais tornará a ver e uma grande viagem de barco até à costa de Espanha. Caridad já não tem um dono que lhe dê ordens, mas também não tem onde dormir quando se cruza com Milagros Carmona, uma jovem cigana de Triana por cujas veias corre o sangue da rebeldia e a arte dos da sua raça.
As duas mulheres tornam-se inseparáveis e, entre sarabandas e fandangos, a cigana confessa à sua nova amiga o amor que sente pelo arrogante Pedro García, de quem a separam antigos ódios familiares. Pela sua parte, Caridad esforça-se por calar o sentimento que brota em seu coração por Melchor Vega, o avô de Milagros. 
Quando um mandato real converte todos os ciganos em proscritos, a vida de Milagros e Caridad sofre uma trágica reviravolta. Embora os seus caminhos se separem, o destino voltará a uni-las numa Madrid onde confluem contrabandistas e cómicos, nobres e vilões; uma Madrid que se rende à paixão que emana das vozes e dos bailes dessa raça de príncipes descalços.
Ildefonso Falcones propõe-nos uma viagem a uma época apaixonante, marcada pelo preconceito e pela intolerância. De Sevilha a Madrid, desde o tumultuoso bulício dos ciganos até aos teatros senhoriais da capital, os leitores desfrutarão de um fresco histórico povoado de personagens que vivem, amam, sofrem e lutam por aquilo que acreditam ser justo.


Opinião:
Não tenho palavras para descrever este livro. Soberbo? Magnifico? Perfeito? Acho que ele é todas estas coisas e mais algumas...

Ildefonso Falcones trás até nós um romance histórico que interliga a vida de Caridade (Cachita) e de Milagros. Uma é uma negra recém libertada da escravidão e a outra é uma cigana a viver em Sevilha. Estamos em pleno séc XVIII e a cultura é outra. A forma de pensar e de agir é outra. Coisas que achamos horríveis eram o pão do nosso dia naquela época.

Durante 700 e tal páginas acompanhamos as aventuras de Cachita, de Milagros, do Melchor, da Ana, da velha María e quando chegamos ao fim temos uma sensação agridoce na boca. Porque é que terminou assim? Porque é que aquele teve de morrer? Porque é que aquele sequer existe?
Somos introduzidos na cultura dos ciganos de uma forma que nunca pensei ser possível. Eram irreverentes, orgulhosos, valentes. Mas também eram mesquinhos e falsos. Quando odiavam, odiavam até à morte. Mas não a morte da pessoa em questão, mas sim a morte do nome da família. Mas quando amavam... Quando amavam era com uma força pouco característica daquele tempo. Não tinham vergonha de o admitir, nem de o mostrar. Gostei destes ciganos e gostava que mais pessoas os vissem mais como humanos e menos como uma raça desordeira e preguiçosa.

Fiquei curiosa com os restantes livros de Ildefonso Falcones e, com toda a certeza, vou tentar junta-los à minha biblioteca.
Recomendo.