sexta-feira, 8 de agosto de 2014

[Opinião] "O Despertar do Mundo", de Rhidian Brook

Sinopse: Em 1945, enquanto o mundo celebra a vitória sobre o exército nazi, a Alemanha derrotada é dividida. De um lado, a União Soviética. Do outro, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França. A Guerra Fria está prestes a começar. Em Hamburgo, grupos de crianças esfomeadas vasculham os destroços em busca de alimentos, famílias desalojadas lutam por abrigos imundos. É nesta cidade arruinada que o coronel Lewis Morgan é encarregado de repor a paz. O governo inglês requisita uma casa para o acolher a ele e à família. Aos proprietários da mansão resta a indigência. É então que o coronel propõe uma solução inédita: a partilha do espaço. Mas ao contrário do que coronel espera, este pacto vai ser explosivo. A sua mulher, Rachel, vive fechada em si própria. O filho de ambos, Edmund, debate-se com uma solidão extrema. A alemã Freda é a adolescente rebelde, filha de Herr Lubert, um homem de elite inconformado com a submissão que lhe é imposta. Entre segredos e traições, a vida na casa é uma bomba-relógio que uma paixão proibida ameaça ativar.. Baseado no extraordinário ato de bondade do avô do autor, O Despertar do Mundo pinta um retrato único da guerra vista do lado dos perdedores.


Opinião:
Existem livros que nos encantam pelas mais variadas razões. Este livro encantou-me por mostrar o "outro" lado. O lado que não vem nos livros da escola. O lado dos alemães que não queriam a guerra. O lado dos alemães que não gostavam do regime em que viviam. O lado dos alemães que só queriam viver em paz no seu próprio país. Mas, infelizmente, esse país a que eles chamavam "nosso" pertenceu durante muitos anos aos americanos, aos ingleses, aos franceses e aos russos. E os alemães viveram, novamente, uma repressão a quem ninguém deu importância. Mas no meio do caos que se vivem também existem bondade. Uma bondade que transparece neste livro e que me fez sorrir. É um livro de amores e desamores, de traição, mas também de amizade. De escolhas e erros.

É um livro que se devora em horas, com uma escrita encantadora e com personagens imperfeitas, mas perfeitas à sua maneira.

Aconselho.

[Opinião] "Paixão Proibida em Summerset Abbey", de T. J. Brown

Sinopse: Os amantes da série televisiva Downton Abbey têm no novo livro de T. J. Brown mais uma oportunidade de reviver os usos e costumes da época vitoriana e os jogos de poder da aristocracia britânica. A autora inspirou-se na mesma época retratada na famosa série de televisão para contar as histórias de Rowena, Victoria e Prudence, três jovens à procura do seu lugar numa sociedade em mudança. O mundo prepara-se para uma provável guerra e os modelos sociais estão em convulsão.











Opinião:
Infelizmente este foi um livro que pouco me chamou à atenção... Penso que o facto de não ter lido o primeiro volume influenciou um pouco a minha opinião geral e a minha confusão ao longo da leitura.

Neste livro acompanhamos a vida de três raparigas que, em pleno século XX, tentam fazer uma vida independente e livre de regras. Infelizmente as coisas não se passam assim.

Eu sinto que ao longo de quase 300 páginas a escritora não avançam um bocado que seja na história. Tem algumas revelações, como é óbvio, mas é um livro um pouco estagnado e que não prende a leitura. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

[Aquisições] De Fevereiro até Julho - Parte 2

Vamos agora para a última parte das minhas aquisições! Preparados? :B










[Aquisições] De Fevereiro até Julho - Parte 1

Bem... Até sinto vergonha de mim própria :s
Esqueci-me completamente de mostrar as minhas novas aquisições o que deu origem a uma completa confusão... Não me lembro de que livros correspondem a cada mês por isso vou colocar em dois pontos de forma aleatória os livros que adquiri.
Vamos lá a isto! Coragem!


quarta-feira, 30 de julho de 2014

[Opinião] "As Raparigas Cintilantes", de Lauren Beukes

Sinopse: Ele é o assassino perfeito. Imparável. Impossível de identificar. Pensa ele… 
CHICAGO, 1931: Harper Curtis,um vagabundo paranoico e violento, dá de caras com uma casa que possui um segredo tão chocante como a natureza distorcida de Curtis: permite o acesso a outras épocas. Ele usa-a para perseguir as suas raparigas cintilantes – e tirar-lhes o brilho de uma vez por todas.
CHICAGO, 1992: Diz-se que o que não nos mata nos faz mais fortes. Experimente dizê-lo a Kirby Mazrachi, cuja vida ficou devastada depois de sofrer uma brutal tentativa de assassínio. Continua a tentar encontrar o agressor, tendo como único aliado Dan, um ex-repórter de crime que cobrira o seu caso anos antes. À medida que prossegue a sua investigação, Kirby descobre as outras raparigas, as que não sobreviveram. Os indícios apontam para algo… impossível. Mas para alguém que devia estar morto, impossível não quer dizer que não aconteceu…



Opinião:
Um policial de cortar a respiração! Repleto de intriga, suspense e medo.

A cada dia que passa fico mais fã de policiais. Custou a entrar na onda, mas depois de lá estar não quero outra coisa. Com este livro pode afirmar com toda a convicção que SOU FÃ DE POLICIAL.

Kirby vê a sua vida acabar quando é vitima de uma tentativa de assassinato. Mas não desisti de encontrar o seu atacante e quando se une ao ex jornalista policial, Dan, que tratou do seu caso em 1989 começa a aproximar-se cada vez mais do seu suspeito. Mas nem todo é o que parece e a resolução do seu caso irá atravessar décadas.

Uma característica que eu achei interessante, mas também um pouco confusa é a forma como os capítulos estão ordenados. Tanto estamos em 1993, como estamos em 1931 ou 74. É um pouco confuso no inicio mas, ao longo das páginas, conseguimos adaptar-nos a organização dos capítulos. Por causa desta forma de organização conhecemos as vitimas de Harper quando são jovens e no momento da sua morte. Conseguimos seguir sentir a sua morte como se fosse nossa.

Harper é um homem desequilibrado que, quando encontra a casa, sente que lhe saiu a sorte grande. Mas existe uma regra para poder usufruir da casa: tem de matar. E é isso que ele faz sem sentir qualquer remorso. Tenho de admitir que num dos assassinatos eu pensei que ele tivesse algum sentimento dentro de si. Mas afinal estava enganada. Kirby é uma rapariga que sobreviveu a uma tentativa de assassinato e que não desiste enquanto não encontrar o seu agressor. Todo na sua vida se resume àquele dia. É uma mulher forte, determinada e que não olha a meios para conseguir o resultado que espera. 
Ansiamos pelo encontro destes dois durante toda a narrativa e quando eles se encontram, PUFF, acabou. Penso que o final foi um pouco "renegado" e que aconteceu demasiado depressa. Na minha opinião o verdadeiro confronto aconteceu entre Harper e Dan e não entre Harper e Kirby, como deveria ter sido. Mesmo assim gostei do livro e vai ser uma escritora a seguir.

Recomendo.