quinta-feira, 11 de setembro de 2014

[Opinião] "O Conde Negro", de Tom Reiss

Sinopse: ESCRAVO. SOLDADO. LIBERTADOR. HERÓI.

O general Alex Dumas é hoje em dia praticamente desconhecido e, todavia, a sua história é curiosamente familiar – porque o filho, o romancista Alexandre Dumas, usou a sua vida como inspiração para os clássicos O Conde de Monte Cristo e Os Três Mosqueteiros. Nascido em Saint-Domingue (atual Haiti), filho de um aristocrata e de uma escrava, Alex Dumas viajou para Paris, onde ascendeu ao comando de exércitos no auge da Revolução – até conhecer um inimigo implacável que não podia derrotar: Napoleão Bonaparte. O Conde Negro é, também, uma história de laços inquebráveis de amor entre um pai e um filho.







Opinião:
Quem me conhece sabe que eu adoro romances históricos. Adoro, adoro. E foi por essa razão que eu fiquei tão entusiasmada por ler este livro. Isso e o facto de se tratar de uma personagem tão famosa como O Conde de Monte Cristo.

Mas este livro é muito moroso e com poucos diálogos. Ao fim de algum tempo dava por mim perdida na narração e tinha de voltar atrás.

Foi uma desilusão.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

[Opinião] "Invisível", de James Patterson e David Ellis

Sinopse: Sem deixar rasto. Sem qualquer motivo. Um serial killer imparável. Uma revelação desconcertante.

Emma está obcecada com a investigação de uma série de incêndios que provocou a morte de pessoas e que à primeira vista parecem não ter qualquer ligação entre si. Todos dizem que foram acidentais, mas Emma insiste que foram provocados por um único serial killer.
Mas há algo mais, e muito pessoal, que move Emma: uma das vítimas era sua irmã. Irmã gémea.
Nem mesmo o seu ex-namorado, um antigo agente do FBI, consegue acreditar que dezenas de incêndios, raptos, mutilações e assassínios estejam todos relacionados. Mas Emma vai encontrar uma peça-chave que os ligará a todos.

Novos crimes surgem a cada dia e todos parecem inexplicáveis. Sem motivos, sem armas do crime e sem suspeitos. E Emma não vai descansar enquanto não encontrar o assassino. Ou irá o assassino encontrá-la a ela primeiro? Pode realmente uma única pessoa ser responsável por estes crimes impensáveis?



Opinião:
James Patterson tem ganho cada vez mais destaque na minha biblioteca. Foi um dos primeiros escritores de policial que eu conheci e li e, por isso, sei que ao ler qualquer um dos seus livros vou gostar. E foi com essa convicção que peguei neste "Invisível". E, como não podia deixar de ser, adorei-o!


Neste livro somos apresentados a uma analista do FBI (em licença forçada) que quer fazer de tudo para apanhar o assassino da irmã (tirando o facto de que o resto do mundo alega que não foi assassinato). E somos apresentados a um dos maiores serial killers que a América já conheceu. Durante 1 ano, mais de 60 pessoas morreram e as coisas só parecem piorar. O seu método de trabalho é impecável. Tão organizado que passa despercebido. Mas quando Emmy Dockery começa a escavar a fundo e ganha o apoio de um diminuto grupo as hipóteses do serial-killer escapar são cada vez menores.

Esta é uma história com todos os detalhes. Existiram alturas que me deu vontade de vomitar só com a imagem que se formou na minha cabeça. E isso é uma coisa boa. Significa que este livro é capaz de chocar, mas também de viciar. Tenho a dizer que o final me deixou completamente de boca aberta. Eu estava completamente errada com as minhas suposições. Ainda estou um bocado aparvalhada ao fim de quase uma semana.

Mas mesmo sendo um bom policial sinto que falta alguma coisa... Parece-me que me liguei mais ao vilão do que as pessoas "boas". Mas adorei na mesma o livro e recomendo!

[Opinião] "O Voluntário de Auschwitz", de Witold Pilecki

Sinopse: Witold Pilecki, capitão do Exército do Estado clandestino polaco, fez algo que mais ninguém teve a coragem de repetir: voluntariar-se para ser preso em Auschwitz, o mais violento e mortífero campo de concentração nazi, e, dessa forma, relatar os horrores ali praticados pelo Terceiro Reich.
A missão, realizada entre 1940 e 1943, tinha dois objetivos: informar os Aliados sobre as práticas nazis nos seus campos de concentração, dos quais se conheciam, então, apenas algumas informações esparsas, mas muito preocupantes; e organizar os prisioneiros em grupos de resistência contra as forças alemãs, na tentativa de controlar o campo.

Sobrevivendo a muito custo a quase três anos de fome, doença e brutalidade, Pilecki foi bem-sucedido na sua missão, conseguindo evadir-se do campo de concentração em abril de 1943.
O Voluntário de Auschwitz é o relatório mais extenso do capitão Witold Pilecki, completado em 1945, no exílio. Escondido pela ditadura comunista na Polónia durante mais de 40 anos, este documento único na história e na literatura sobre Auschwitz, a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto é agora publicado pela primeira vez em português.
Este livro venceu o Prémio Internacional para Melhor Biografia/Memória 2013.


Opinião:
O livro "O Voluntário de Auschwitz" é um livro cru. Que mostra do que a raça humana é capaz quando se une para mal, mas que também mostra do que é capaz quando se une para o bem.

Witold Pilecki deve ser homenageado pela força e coragem que teve para se entregar aos alemães e para ter ido para o campo de concentração de forma voluntária. Passou lá vários anos que se tornaram cada vez piores e fugiu na altura certa. Um homem de coragem que não merecia morrer da forma que morreu.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

[Opinião] "Robopocalipse", de Daniel H. Wilson

Sinopse: Robopocalipse é uma história épica, aterradora e impressionante que versa o confronto bélico entre humanos e robôs.
Num futuro não muito distante, a espantosa tecnologia que gere o nosso mundo ganha vida e vira-se contra nós. Controlada por uma inteligência artificial de nome Archos, a rede global de máquinas e robôs da qual dependemos transforma-se subitamente num inimigo implacável e mortal. Um verdadeiro apocalipse robótico instaura-se em todo o mundo e apenas os sobreviventes deste conflito, dispersos em vários pontos do globo, conseguirão reunir forças para resistir e combater máquinas.
Robopocalipse é um relato oral deste conflito épico, cheio de ação e laboriosamente pormenorizado, contado por aqueles que viveram na pele este longo e sangrento conforto contra um inimigo desconhecido e temerário. Um êxito de vendas no New York Times, que está a ser adaptado ao cinema por Steven Spielberg. Rocopocalipse irá decerto mudar a forma de pensar sobre a tecnologia que nos rodeia.


Opinião:
E se as nossas próprias criações se virassem contra nós?
Provavelmente era o fim do Mundo.

Este livro retrata uma realidade que pode não estar muito longe de acontecer. A ambição humano e o desejo de ser "superior" às outras raças será o nosso fim. Ou pelos menos é o nosso fim neste livro.

Este foi um livro que me custou a ler. Tem um bom tema e boas personagens, mas é um pouco confuso e lento.

[Opinião] "A Hipótese do Mal", de Donato Carrisi

Sinopse: Procuro-os por todo o lado. Procuro-os sempre.

Todos nós já sentimos, em algum momento, o desejo de desaparecer. De deixar tudo para trás. Para alguns, isso transforma-se numa obsessão que os consome e engole, até que acabam por desaparecer na escuridão. Todos se esquecem deles. Todos, menos Mila Vasquez, investigadora do Gabinete das Pessoas Desaparecidas.

Sem que ninguém o conseguisse prever, indivíduos que se esfumaram no vazio há vários anos regressam com intenções obscuras. Uma série de crimes, sem relação aparente entre si, traz consigo uma descoberta surpreendente: os seus autores são pessoas que se pensava desaparecidas para sempre. Onde estiveram durante tanto tempo? E porque regressaram? Qual o plano maléfico a que obedecem?

Mila percebe que para travar este exército das trevas não lhe bastam os indícios. Tem de dar à escuridão uma forma, um sentido, precisa de formular uma hipótese sólida, convincente, racional…

Opinião:
A "Hipótese do Mal" é o terceiro livro publicado em Portugal de Donato Carrisi. Os livros deste autor têm um título apelativo e as suas sinopses também o são... E este não é excepção.

Neste livro voltamos a ter Mila Vasquez como protagonista e o caso que ela vai ter de resolver é um dos mais tenebrosos e sombrios que já viu. Quando, pessoas há muito desaparecidas, começam a aparecer e a cometer crimes horrendos, a vida de Mila começa a entrar numa espiral. 

Adorei este livro. Personagens fortes e com vários problemas (parece-me que é uma constante neste género de livros) que nos agarram do principio ao fim. O final deste livro foi surpreendente. A sério! Depois de terminar o livro fiquei, no mínimo, dez minutos de boca aberta. Como é possível?

Donato Carrisi é um autor que sabe escrever policiais e trillers como ninguém. E, a partir de hoje, é um escritor a seguir.

Recomendo.