quinta-feira, 11 de setembro de 2014

[Opinião] "A Sétima Porta", de Richard Zimler

Sinopse: Em 1990, Richard Zimler encontrou, numa cave de Istambul, sete manuscritos do século XVI escritos pelo cabalista Berequias Zarco. Um deles narrava o pogrom de Lisboa e o autor utilizou-o para cenário do seu livro O Último Cabalista de Lisboa. Mas, o que revelavam os outros seis manuscritos?
Em Berlim, na década de trinta, Isaac, um descendente de Berequias Zarco e detentor dos manuscritos, está determinado a descobri-lo. Convencido de que o pacto entre Hitler e Estaline anuncia uma profecia apocalíptica prestes a concretizar-se, Isaac Zarco procura arduamente descodificar aqueles textos cabalísticos medievais para assim salvar o mundo.
Passado durante a ascensão de Hitler ao poder, e coincidente com o período da perseguição nazi aos portadores de malformações físicas, A Sétima Porta junta Sophie Riedesel – uma jovem ousada, sonhadora e ambiciosa – a um grupo clandestino de ativistas judeus e antigos artistas de circo liderado por Isaac Zarco, numa luta contra as políticas antissemitas. Mas quando uma série de esterilizações forçadas, estranhos crimes e deportações dizimam o grupo, Sophie ergue-se num combate solitário contra aqueles que ameaçam destruir tudo o que ela mais ama na vida.
Um romance emocionante carregado de simbolismo e uma verdadeira lição de História e de humanidade sobre as muitas vítimas sem rosto de um dos regimes mais implacáveis de todos os tempos.


Opinião:
Este é um livro incrível. Um livro que atravessa décadas até ao pior momento da nossa história. É um livro que é contado com tal realismo que parece que estamos lá, a presenciar e a sentir como as personagens.

Este é o primeiro livro que leio de Richard Zimler mas, penso que posso afirmar, que ele é um génio. Um génio na forma como conta a história, na forma como transmite os sentimentos das personagens e na forma como nos envolve. É um livro que não se consegue parar de ler e que é muito pequeno para o que contém. E é um livro que eu vou recordar.

Recomendo.

[Opinião] "Paixão Sem Limites", de Abbi Glines

Sinopse: Ela tem apenas 19 anos. É filha do padrasto dele. Ela é ingénua e inocente. O que mais poderia ser uma rapariga que passou os últimos 3 anos a cuidar de uma mãe doente? 
Rush tem de 24 anos. Ela é a única coisa que está fora de alcance. O dinheiro que recebe do pai ausente, o desespero da mãe que faz tudo para conquistar o amor do filho e o seu charme pessoal são os três motivos pelos quais Rush nunca ouviu a palavra "não".

Após a morte da mãe, Blaire deixou a pequena quinta no Alabama para ir viver com o pai e nova família dele numa luxuosa casa de praia na Florida. Ela não está preparada para esta mudança de vida e sabe que nunca irá encaixar neste mundo. Para piorar a situação, o pai de Blaire viajou para Paris com a nova mulher, deixando-a sozinha o verão inteiro com Rush, que não parece nada satisfeito com a chegada da sua nova "irmã" por afinidade. 
Rush é tão mimado quanto irresistível e sensual. E isso começa a afetar Blaire. Mas ele sabe que ele é tudo menos o homem certo para ela. Atormentado e misterioso, Rush tem um segredo que pode mudar a vida de ambos para sempre… e apesar de tudo isto, a paixão proibida cresce, sem limites…


Opinião:
Não consigo. Não consigo mesmo terminar de ler este livro. É a coisa mais mal feita que já vi na minha vida...

Personagens sem conteúdo, história sem conteúdo, diálogos sem lógica nenhuma.

É tão mau que existiram momentos em que me deu vontade de vomitar. Muito.

[Opinião] "O Conde Negro", de Tom Reiss

Sinopse: ESCRAVO. SOLDADO. LIBERTADOR. HERÓI.

O general Alex Dumas é hoje em dia praticamente desconhecido e, todavia, a sua história é curiosamente familiar – porque o filho, o romancista Alexandre Dumas, usou a sua vida como inspiração para os clássicos O Conde de Monte Cristo e Os Três Mosqueteiros. Nascido em Saint-Domingue (atual Haiti), filho de um aristocrata e de uma escrava, Alex Dumas viajou para Paris, onde ascendeu ao comando de exércitos no auge da Revolução – até conhecer um inimigo implacável que não podia derrotar: Napoleão Bonaparte. O Conde Negro é, também, uma história de laços inquebráveis de amor entre um pai e um filho.







Opinião:
Quem me conhece sabe que eu adoro romances históricos. Adoro, adoro. E foi por essa razão que eu fiquei tão entusiasmada por ler este livro. Isso e o facto de se tratar de uma personagem tão famosa como O Conde de Monte Cristo.

Mas este livro é muito moroso e com poucos diálogos. Ao fim de algum tempo dava por mim perdida na narração e tinha de voltar atrás.

Foi uma desilusão.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

[Opinião] "Invisível", de James Patterson e David Ellis

Sinopse: Sem deixar rasto. Sem qualquer motivo. Um serial killer imparável. Uma revelação desconcertante.

Emma está obcecada com a investigação de uma série de incêndios que provocou a morte de pessoas e que à primeira vista parecem não ter qualquer ligação entre si. Todos dizem que foram acidentais, mas Emma insiste que foram provocados por um único serial killer.
Mas há algo mais, e muito pessoal, que move Emma: uma das vítimas era sua irmã. Irmã gémea.
Nem mesmo o seu ex-namorado, um antigo agente do FBI, consegue acreditar que dezenas de incêndios, raptos, mutilações e assassínios estejam todos relacionados. Mas Emma vai encontrar uma peça-chave que os ligará a todos.

Novos crimes surgem a cada dia e todos parecem inexplicáveis. Sem motivos, sem armas do crime e sem suspeitos. E Emma não vai descansar enquanto não encontrar o assassino. Ou irá o assassino encontrá-la a ela primeiro? Pode realmente uma única pessoa ser responsável por estes crimes impensáveis?



Opinião:
James Patterson tem ganho cada vez mais destaque na minha biblioteca. Foi um dos primeiros escritores de policial que eu conheci e li e, por isso, sei que ao ler qualquer um dos seus livros vou gostar. E foi com essa convicção que peguei neste "Invisível". E, como não podia deixar de ser, adorei-o!


Neste livro somos apresentados a uma analista do FBI (em licença forçada) que quer fazer de tudo para apanhar o assassino da irmã (tirando o facto de que o resto do mundo alega que não foi assassinato). E somos apresentados a um dos maiores serial killers que a América já conheceu. Durante 1 ano, mais de 60 pessoas morreram e as coisas só parecem piorar. O seu método de trabalho é impecável. Tão organizado que passa despercebido. Mas quando Emmy Dockery começa a escavar a fundo e ganha o apoio de um diminuto grupo as hipóteses do serial-killer escapar são cada vez menores.

Esta é uma história com todos os detalhes. Existiram alturas que me deu vontade de vomitar só com a imagem que se formou na minha cabeça. E isso é uma coisa boa. Significa que este livro é capaz de chocar, mas também de viciar. Tenho a dizer que o final me deixou completamente de boca aberta. Eu estava completamente errada com as minhas suposições. Ainda estou um bocado aparvalhada ao fim de quase uma semana.

Mas mesmo sendo um bom policial sinto que falta alguma coisa... Parece-me que me liguei mais ao vilão do que as pessoas "boas". Mas adorei na mesma o livro e recomendo!

[Opinião] "O Voluntário de Auschwitz", de Witold Pilecki

Sinopse: Witold Pilecki, capitão do Exército do Estado clandestino polaco, fez algo que mais ninguém teve a coragem de repetir: voluntariar-se para ser preso em Auschwitz, o mais violento e mortífero campo de concentração nazi, e, dessa forma, relatar os horrores ali praticados pelo Terceiro Reich.
A missão, realizada entre 1940 e 1943, tinha dois objetivos: informar os Aliados sobre as práticas nazis nos seus campos de concentração, dos quais se conheciam, então, apenas algumas informações esparsas, mas muito preocupantes; e organizar os prisioneiros em grupos de resistência contra as forças alemãs, na tentativa de controlar o campo.

Sobrevivendo a muito custo a quase três anos de fome, doença e brutalidade, Pilecki foi bem-sucedido na sua missão, conseguindo evadir-se do campo de concentração em abril de 1943.
O Voluntário de Auschwitz é o relatório mais extenso do capitão Witold Pilecki, completado em 1945, no exílio. Escondido pela ditadura comunista na Polónia durante mais de 40 anos, este documento único na história e na literatura sobre Auschwitz, a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto é agora publicado pela primeira vez em português.
Este livro venceu o Prémio Internacional para Melhor Biografia/Memória 2013.


Opinião:
O livro "O Voluntário de Auschwitz" é um livro cru. Que mostra do que a raça humana é capaz quando se une para mal, mas que também mostra do que é capaz quando se une para o bem.

Witold Pilecki deve ser homenageado pela força e coragem que teve para se entregar aos alemães e para ter ido para o campo de concentração de forma voluntária. Passou lá vários anos que se tornaram cada vez piores e fugiu na altura certa. Um homem de coragem que não merecia morrer da forma que morreu.