sexta-feira, 12 de setembro de 2014

[Opinião] "Só em Sonhos", de Sherrilyn Kenyon

Sinopse: Xypher tem apenas um mês na Terra para se redimir através de uma boa ação ou será condenado à tortura no Tártaro para toda a eternidade. Mas a redenção pouco significa para um semideus que apenas deseja vingança contra aqueles que causaram a sua queda. 

Simone Dubois é uma médica-legista com dons psíquicos e capaz de ajudar os mortos a encontrar os seus assassinos. Quando Xypher pede a sua ajuda para abrir um portal para o Inferno e combater demónios, Simone tem a certeza que está perante um louco. 

O futuro da Humanidade encontra-se em risco, mas qual a maior ameaça que Simone enfrenta? Os demónios que vêm em sua perseguição, ou o homem misterioso e sedutor que mudou irremediavelmente a sua vida?



Opinião:
Sherrilyn Kenyon é uma das escritoras de sobrenatural mais aclamadas do mundo. As suas personagens são bem construídas e nunca ficamos enfadados com os seus livros. Existe sempre algo no livro que nos prende à atenção, sejam as personagens novas, as histórias por trás delas, seja o reencontro com antigas personagens que adoramos (vulgo ACHERON!)... Esta escritora tem um dom.

Este livro não podia ser diferente. Temos uma personagem masculina com um passado tortuoso e marcado por mágoas e temos uma personagem feminina com capacidades sobrenaturais e com uma personalidade muito forte. E temos também um final feliz.

O livro no seu todo foi muito bom. Viciante e muito sensual. Mas o final deixou muito a desejar. Na minha opinião foi um final muito abrupto e que merecia mais desenvolvimento.

[Opinião] "A Minha Outra Metade", de Marianne Kavanagh

Sinopse: Esta é Tess. Uma rapariga jovem, obcecada por roupas vintage, presa a um trabalho que detesta. Ainda assim, tem como namorado desde a faculdade Dominic, um belo contabilista, e tem um apartamento fantástico que partilha com a sua melhor amiga, Kirsty. 
Mas se a sua vida pessoal corre tão bem assim, porque é que se sente destroçada sempre que lhe perguntam pelo futuro?

Este é o George. Um músico de jazz brilhante que passa quase tanto tempo a apaziguar as brigas entre os membros conflituosos da sua banda, como passa a preocupar-se com o seu pai enfermo, e a tentar alcançar as muito altas expetativas da sua namorada corretora. Para um tipo que sempre acreditou no romance, o lado prático e deprimente da vida dos vinte e tais surgiu-lhe como um choque. Sempre à beira de chegar a algum lado melhor, ele procura algo mais… e alguém especial.

Tess e George podem muito bem ser as duas metades de algo perfeito e completo. Se ao menos os seus caminhos se cruzassem…

Siga Tess e George através de uma década de maus namoros, jantares e festas caóticas, aniversários mágicos, empregos sem-saída, relações desiguais, e muitos recomeços. A Minha Outra Metade é uma comédia moderna de costumes, de amizades e de desencontros deliciosamente inteligente.

Opinião:
Este é um livro que fala de almas gémeas, que fala da possibilidade de existir a nossa outra metade, aquela que nos completa e que nos fará feliz até ao fim. Mas também fala de amizade e de erros. 

Tess é uma rapariga louca por vintage e que acredita no verdadeiro amor. George é um rapaz que adora música. Eles são almas gémeas. Mas, só dez anos depois, é que o vão perceber. Pois, é verdade. Este livro abrange um espaço de tempo de 10 anos. E nesse espaço de tempo passamos a conhecer muito bem a Tess e o George como um individual, mas não como um todo. E isso é um ponto negativo.

Quando chegamos ao final do livro e eles, finalmente, ficam juntos parece que passou uma eternidade e o livro acaba. Todo o livro foi uma preparação para o final feliz e eu penso que a escritora pecou nisso. Toda a gente sabia que eles iam ficar juntos então porquê tanta demora? Tantos obstáculos?

A escrita da autora é leve e este é um livro que não conseguimos parar de ler mas, mesmo assim, deixa um sabor amargo na boca.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

[Opinião] "A Sétima Porta", de Richard Zimler

Sinopse: Em 1990, Richard Zimler encontrou, numa cave de Istambul, sete manuscritos do século XVI escritos pelo cabalista Berequias Zarco. Um deles narrava o pogrom de Lisboa e o autor utilizou-o para cenário do seu livro O Último Cabalista de Lisboa. Mas, o que revelavam os outros seis manuscritos?
Em Berlim, na década de trinta, Isaac, um descendente de Berequias Zarco e detentor dos manuscritos, está determinado a descobri-lo. Convencido de que o pacto entre Hitler e Estaline anuncia uma profecia apocalíptica prestes a concretizar-se, Isaac Zarco procura arduamente descodificar aqueles textos cabalísticos medievais para assim salvar o mundo.
Passado durante a ascensão de Hitler ao poder, e coincidente com o período da perseguição nazi aos portadores de malformações físicas, A Sétima Porta junta Sophie Riedesel – uma jovem ousada, sonhadora e ambiciosa – a um grupo clandestino de ativistas judeus e antigos artistas de circo liderado por Isaac Zarco, numa luta contra as políticas antissemitas. Mas quando uma série de esterilizações forçadas, estranhos crimes e deportações dizimam o grupo, Sophie ergue-se num combate solitário contra aqueles que ameaçam destruir tudo o que ela mais ama na vida.
Um romance emocionante carregado de simbolismo e uma verdadeira lição de História e de humanidade sobre as muitas vítimas sem rosto de um dos regimes mais implacáveis de todos os tempos.


Opinião:
Este é um livro incrível. Um livro que atravessa décadas até ao pior momento da nossa história. É um livro que é contado com tal realismo que parece que estamos lá, a presenciar e a sentir como as personagens.

Este é o primeiro livro que leio de Richard Zimler mas, penso que posso afirmar, que ele é um génio. Um génio na forma como conta a história, na forma como transmite os sentimentos das personagens e na forma como nos envolve. É um livro que não se consegue parar de ler e que é muito pequeno para o que contém. E é um livro que eu vou recordar.

Recomendo.

[Opinião] "Paixão Sem Limites", de Abbi Glines

Sinopse: Ela tem apenas 19 anos. É filha do padrasto dele. Ela é ingénua e inocente. O que mais poderia ser uma rapariga que passou os últimos 3 anos a cuidar de uma mãe doente? 
Rush tem de 24 anos. Ela é a única coisa que está fora de alcance. O dinheiro que recebe do pai ausente, o desespero da mãe que faz tudo para conquistar o amor do filho e o seu charme pessoal são os três motivos pelos quais Rush nunca ouviu a palavra "não".

Após a morte da mãe, Blaire deixou a pequena quinta no Alabama para ir viver com o pai e nova família dele numa luxuosa casa de praia na Florida. Ela não está preparada para esta mudança de vida e sabe que nunca irá encaixar neste mundo. Para piorar a situação, o pai de Blaire viajou para Paris com a nova mulher, deixando-a sozinha o verão inteiro com Rush, que não parece nada satisfeito com a chegada da sua nova "irmã" por afinidade. 
Rush é tão mimado quanto irresistível e sensual. E isso começa a afetar Blaire. Mas ele sabe que ele é tudo menos o homem certo para ela. Atormentado e misterioso, Rush tem um segredo que pode mudar a vida de ambos para sempre… e apesar de tudo isto, a paixão proibida cresce, sem limites…


Opinião:
Não consigo. Não consigo mesmo terminar de ler este livro. É a coisa mais mal feita que já vi na minha vida...

Personagens sem conteúdo, história sem conteúdo, diálogos sem lógica nenhuma.

É tão mau que existiram momentos em que me deu vontade de vomitar. Muito.

[Opinião] "O Conde Negro", de Tom Reiss

Sinopse: ESCRAVO. SOLDADO. LIBERTADOR. HERÓI.

O general Alex Dumas é hoje em dia praticamente desconhecido e, todavia, a sua história é curiosamente familiar – porque o filho, o romancista Alexandre Dumas, usou a sua vida como inspiração para os clássicos O Conde de Monte Cristo e Os Três Mosqueteiros. Nascido em Saint-Domingue (atual Haiti), filho de um aristocrata e de uma escrava, Alex Dumas viajou para Paris, onde ascendeu ao comando de exércitos no auge da Revolução – até conhecer um inimigo implacável que não podia derrotar: Napoleão Bonaparte. O Conde Negro é, também, uma história de laços inquebráveis de amor entre um pai e um filho.







Opinião:
Quem me conhece sabe que eu adoro romances históricos. Adoro, adoro. E foi por essa razão que eu fiquei tão entusiasmada por ler este livro. Isso e o facto de se tratar de uma personagem tão famosa como O Conde de Monte Cristo.

Mas este livro é muito moroso e com poucos diálogos. Ao fim de algum tempo dava por mim perdida na narração e tinha de voltar atrás.

Foi uma desilusão.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

[Opinião] "Invisível", de James Patterson e David Ellis

Sinopse: Sem deixar rasto. Sem qualquer motivo. Um serial killer imparável. Uma revelação desconcertante.

Emma está obcecada com a investigação de uma série de incêndios que provocou a morte de pessoas e que à primeira vista parecem não ter qualquer ligação entre si. Todos dizem que foram acidentais, mas Emma insiste que foram provocados por um único serial killer.
Mas há algo mais, e muito pessoal, que move Emma: uma das vítimas era sua irmã. Irmã gémea.
Nem mesmo o seu ex-namorado, um antigo agente do FBI, consegue acreditar que dezenas de incêndios, raptos, mutilações e assassínios estejam todos relacionados. Mas Emma vai encontrar uma peça-chave que os ligará a todos.

Novos crimes surgem a cada dia e todos parecem inexplicáveis. Sem motivos, sem armas do crime e sem suspeitos. E Emma não vai descansar enquanto não encontrar o assassino. Ou irá o assassino encontrá-la a ela primeiro? Pode realmente uma única pessoa ser responsável por estes crimes impensáveis?



Opinião:
James Patterson tem ganho cada vez mais destaque na minha biblioteca. Foi um dos primeiros escritores de policial que eu conheci e li e, por isso, sei que ao ler qualquer um dos seus livros vou gostar. E foi com essa convicção que peguei neste "Invisível". E, como não podia deixar de ser, adorei-o!


Neste livro somos apresentados a uma analista do FBI (em licença forçada) que quer fazer de tudo para apanhar o assassino da irmã (tirando o facto de que o resto do mundo alega que não foi assassinato). E somos apresentados a um dos maiores serial killers que a América já conheceu. Durante 1 ano, mais de 60 pessoas morreram e as coisas só parecem piorar. O seu método de trabalho é impecável. Tão organizado que passa despercebido. Mas quando Emmy Dockery começa a escavar a fundo e ganha o apoio de um diminuto grupo as hipóteses do serial-killer escapar são cada vez menores.

Esta é uma história com todos os detalhes. Existiram alturas que me deu vontade de vomitar só com a imagem que se formou na minha cabeça. E isso é uma coisa boa. Significa que este livro é capaz de chocar, mas também de viciar. Tenho a dizer que o final me deixou completamente de boca aberta. Eu estava completamente errada com as minhas suposições. Ainda estou um bocado aparvalhada ao fim de quase uma semana.

Mas mesmo sendo um bom policial sinto que falta alguma coisa... Parece-me que me liguei mais ao vilão do que as pessoas "boas". Mas adorei na mesma o livro e recomendo!

[Opinião] "O Voluntário de Auschwitz", de Witold Pilecki

Sinopse: Witold Pilecki, capitão do Exército do Estado clandestino polaco, fez algo que mais ninguém teve a coragem de repetir: voluntariar-se para ser preso em Auschwitz, o mais violento e mortífero campo de concentração nazi, e, dessa forma, relatar os horrores ali praticados pelo Terceiro Reich.
A missão, realizada entre 1940 e 1943, tinha dois objetivos: informar os Aliados sobre as práticas nazis nos seus campos de concentração, dos quais se conheciam, então, apenas algumas informações esparsas, mas muito preocupantes; e organizar os prisioneiros em grupos de resistência contra as forças alemãs, na tentativa de controlar o campo.

Sobrevivendo a muito custo a quase três anos de fome, doença e brutalidade, Pilecki foi bem-sucedido na sua missão, conseguindo evadir-se do campo de concentração em abril de 1943.
O Voluntário de Auschwitz é o relatório mais extenso do capitão Witold Pilecki, completado em 1945, no exílio. Escondido pela ditadura comunista na Polónia durante mais de 40 anos, este documento único na história e na literatura sobre Auschwitz, a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto é agora publicado pela primeira vez em português.
Este livro venceu o Prémio Internacional para Melhor Biografia/Memória 2013.


Opinião:
O livro "O Voluntário de Auschwitz" é um livro cru. Que mostra do que a raça humana é capaz quando se une para mal, mas que também mostra do que é capaz quando se une para o bem.

Witold Pilecki deve ser homenageado pela força e coragem que teve para se entregar aos alemães e para ter ido para o campo de concentração de forma voluntária. Passou lá vários anos que se tornaram cada vez piores e fugiu na altura certa. Um homem de coragem que não merecia morrer da forma que morreu.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

[Opinião] "Robopocalipse", de Daniel H. Wilson

Sinopse: Robopocalipse é uma história épica, aterradora e impressionante que versa o confronto bélico entre humanos e robôs.
Num futuro não muito distante, a espantosa tecnologia que gere o nosso mundo ganha vida e vira-se contra nós. Controlada por uma inteligência artificial de nome Archos, a rede global de máquinas e robôs da qual dependemos transforma-se subitamente num inimigo implacável e mortal. Um verdadeiro apocalipse robótico instaura-se em todo o mundo e apenas os sobreviventes deste conflito, dispersos em vários pontos do globo, conseguirão reunir forças para resistir e combater máquinas.
Robopocalipse é um relato oral deste conflito épico, cheio de ação e laboriosamente pormenorizado, contado por aqueles que viveram na pele este longo e sangrento conforto contra um inimigo desconhecido e temerário. Um êxito de vendas no New York Times, que está a ser adaptado ao cinema por Steven Spielberg. Rocopocalipse irá decerto mudar a forma de pensar sobre a tecnologia que nos rodeia.


Opinião:
E se as nossas próprias criações se virassem contra nós?
Provavelmente era o fim do Mundo.

Este livro retrata uma realidade que pode não estar muito longe de acontecer. A ambição humano e o desejo de ser "superior" às outras raças será o nosso fim. Ou pelos menos é o nosso fim neste livro.

Este foi um livro que me custou a ler. Tem um bom tema e boas personagens, mas é um pouco confuso e lento.

[Opinião] "A Hipótese do Mal", de Donato Carrisi

Sinopse: Procuro-os por todo o lado. Procuro-os sempre.

Todos nós já sentimos, em algum momento, o desejo de desaparecer. De deixar tudo para trás. Para alguns, isso transforma-se numa obsessão que os consome e engole, até que acabam por desaparecer na escuridão. Todos se esquecem deles. Todos, menos Mila Vasquez, investigadora do Gabinete das Pessoas Desaparecidas.

Sem que ninguém o conseguisse prever, indivíduos que se esfumaram no vazio há vários anos regressam com intenções obscuras. Uma série de crimes, sem relação aparente entre si, traz consigo uma descoberta surpreendente: os seus autores são pessoas que se pensava desaparecidas para sempre. Onde estiveram durante tanto tempo? E porque regressaram? Qual o plano maléfico a que obedecem?

Mila percebe que para travar este exército das trevas não lhe bastam os indícios. Tem de dar à escuridão uma forma, um sentido, precisa de formular uma hipótese sólida, convincente, racional…

Opinião:
A "Hipótese do Mal" é o terceiro livro publicado em Portugal de Donato Carrisi. Os livros deste autor têm um título apelativo e as suas sinopses também o são... E este não é excepção.

Neste livro voltamos a ter Mila Vasquez como protagonista e o caso que ela vai ter de resolver é um dos mais tenebrosos e sombrios que já viu. Quando, pessoas há muito desaparecidas, começam a aparecer e a cometer crimes horrendos, a vida de Mila começa a entrar numa espiral. 

Adorei este livro. Personagens fortes e com vários problemas (parece-me que é uma constante neste género de livros) que nos agarram do principio ao fim. O final deste livro foi surpreendente. A sério! Depois de terminar o livro fiquei, no mínimo, dez minutos de boca aberta. Como é possível?

Donato Carrisi é um autor que sabe escrever policiais e trillers como ninguém. E, a partir de hoje, é um escritor a seguir.

Recomendo.

[Opinião] "Duas Irmãs, Um Duque", de Eloisa James

Sinopse: Ele procura a noiva perfeita…

Ele é um duque em busca da noiva perfeita.
Ela é uma senhora… mas está longe de ser perfeita.
Tarquin, o poderoso duque de Sconce, sabe perfeitamente que a decorosa e elegantemente esguia Georgiana Lytton dará uma duquesa adequada. Então, porque não consegue parar de pensar na sua irmã gémea, a curvilínea, obstinada e nada convencional Olivia? Não só Olivia está prometida em casamento a outro homem, como o flirt impróprio, embora inebriante, entre ambos torna a inadequação dela ainda mais clara.
Decidido a encontrar a noiva perfeita, ele afasta metodicamente Olivia dos seus pensamentos, permitindo que a lógica e o dever triunfem sobre a paixão... Até que, na sua hora mais sombria, Quin começa a questionar-se se a perfeição tem alguma coisa a ver com amor.
Para ganhar a mão de Olivia ele teria de desistir de todas as suas crenças e entregar o coração, corpo e alma... 
A menos que já seja demasiado tarde.

A curvilínea e ousada Olivia e a esguia e discreta Georgiana são gémeas, criadas pelos pais para serem noivas de duques. Tudo parece assegurado até que o futuro marido de Olivia, o tolo Rupert Blakemore, marquês de Montsurrey, faz dezoito anos e declara que «não irá casar até ter alcançado glória militar». Enquanto ele parte para a guerra contra Napoleão, Olivia vai com Georgiana conhecer Tarquin Brook-Chatfield, o viúvo duque de Sconce e possível pretendente de Georgiana. Mas Tarquin encanta-se imediatamente com Olivia, que tem de decidir se irá ou não arriscar desiludir Georgiana e Rupert retribuindo o afeto de Quin. Uma versão inteligente do clássico A Princesa e a Ervilha.


Opinião:
Em primeiro lugar: que capa linda! Apelativa, colorida e simples.
Em segunda lugar: que título é este? "Duas irmãs, um Duque"? Quando li este título pensei que o livro fosse contado pela perspectiva das duas irmãs, mas afinal não. E também me parece que a Georgiana não se importou muito com o que aconteceu...

Esta é a primeira vez que leio Eloisa James e só posso dizer que adorei. É um romance de época em que, como não podia deixar de ser, o sexo abunda mas tem uma base por trás. Tem uma história. Não se resume simples "àquilo" como tantos outros romances intitulados de "época" (na realidade até me estou a lembrar de um ou dois).

Temos uma personagem que foge ao convencional para a época. Um pouco mais "larga" do que o habitual, mas com um sentido de humor e uma rebeldia que fazem com que nos esqueçamos disso. Temos outra personagem que é o espelho da sociedade da época (magra, culta, obediente) mas que se sente frustrada por não puder seguir o seu sonho. E temos ainda outra personagem que, quando dá o ar da sua graça, apaga tudo em seu redor. O Duque. Mas que Duque! Irresístivel, altivo, inteligente e, ainda para mais!, não se importa com umas gordurinhas ali outras acolá. Esta é a sua maior qualidade. Mas quando estes três personagens se juntam só pode dar trapalhada.

O livro foi pautado por gargalhadas mas também por lágrimas e tragédias. Eloisa James com a sua escrita simples e os seus remakes dos contos de fadas que tão bem conhecemos traz até nós histórias que comovem e entristecem pela sua desgraça.

Adorei este livro e tentar adquirir os outros livros da escritora. Que me parecem ter todos umas capas lindas, lindas!

Recomendo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

[Divulgação] "Um Amor Proibido" | Florent Gonçalves | Marcador

Título: Um Amor Proibido
Autor: Florent Gonçalves
Editora: Marcador
Género: Romance / Literatura 
Nº de Páginas: 168
PVP: 13,30 € 








BESTSELLER INTERNACIONAL



A história de Florent Gonçalves, o director de cadeia luso-francês que se apaixonou por uma prisioneira

O caso que abalou França e Portugal, agora contado na primeira pessoa. Um livro tocante sobre um amor proibido, ilícito. O seu protagonista Florent Gonçalves, luso-francês, director da prisão feminina de Versalhes, que se apaixona perdidamente por uma reclusa. 
Acusado pela justiça, perseguido pela imprensa, abre o seu coração nas páginas deste livro e conta toda a verdade sobre os acontecimentos. 
Em Fevereiro de 2012, Florent Gonçalves, luso-francês, 42 anos, era detido com grande aparato pelas forças policiais francesas. É acusado de ter mantido um caso no interior da instituição com uma das detidas. 
A história chega imediatamente à imprensa internacional e é tema de abertura de noticiários em várias televisões e provoca todo um frenesim mediático nas rádios e jornais.
No meio da tempestade provocada pelos jornalistas, as insinuações multiplicam-se e as acusações sobem de tom. As notícias são recheadas com novos pormenores cada dia e insinuam-se as mais rocambolescas alusões para expor a história. Mas será tudo verdade?
Em AMOR PROIBIDO, Florent Gonçalves conta toda a verdade sobre os acontecimentos. A sua versão é sincera e comovente. Conta a história como realmente aconteceu, numa tentativa de restaurar a verdade dos factos.

Florent Gonçalves: 
«Trocámos o nosso primeiro beijo a 8 de dezembro, na sala de informática, recordação devida ao registo dos interrogatórios dos serviços de polícia e à memória bem feminina de Léa, que se revelou meticulosa nestas coisas. A minha não era tão perfeita – Léa censurava-me por me esquecer, por vezes, de datas que lhe pareciam dignas de ser recordadas… A partir de então, a nossa história adquiriu velocidade. Tornou-se uma paixão, um amor que nos devorava e obcecava. Pensávamos um no outro, noite e dia, vivíamos na esperança dos momentos em que conseguiríamos estar a sós, mesmo durante alguns minutos, para nos apertarmos nos braços um do outro, frustrados por ter-mos de cruzar formalmente nos corredores, quase com frieza. Por vezes, dizia instintivamente, a mim mesmo, que estava a fazer “uma patifaria”. Sabia que estava a meter a mão numa engrenagem, mas não imaginava que iria ser triturado por ela. Dizia, para comigo: “Logo veremos.” Tanto a nossa atração, como a nossa curiosidade eram irreprimíveis. E, ainda hoje, não lamento esta “patifaria”, apesar de todo o sofrimento e danos que provocou: tão intensos foram os momentos de felicidade que conseguimos desfrutar…»

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

[Opinião] "O Despertar do Mundo", de Rhidian Brook

Sinopse: Em 1945, enquanto o mundo celebra a vitória sobre o exército nazi, a Alemanha derrotada é dividida. De um lado, a União Soviética. Do outro, os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França. A Guerra Fria está prestes a começar. Em Hamburgo, grupos de crianças esfomeadas vasculham os destroços em busca de alimentos, famílias desalojadas lutam por abrigos imundos. É nesta cidade arruinada que o coronel Lewis Morgan é encarregado de repor a paz. O governo inglês requisita uma casa para o acolher a ele e à família. Aos proprietários da mansão resta a indigência. É então que o coronel propõe uma solução inédita: a partilha do espaço. Mas ao contrário do que coronel espera, este pacto vai ser explosivo. A sua mulher, Rachel, vive fechada em si própria. O filho de ambos, Edmund, debate-se com uma solidão extrema. A alemã Freda é a adolescente rebelde, filha de Herr Lubert, um homem de elite inconformado com a submissão que lhe é imposta. Entre segredos e traições, a vida na casa é uma bomba-relógio que uma paixão proibida ameaça ativar.. Baseado no extraordinário ato de bondade do avô do autor, O Despertar do Mundo pinta um retrato único da guerra vista do lado dos perdedores.


Opinião:
Existem livros que nos encantam pelas mais variadas razões. Este livro encantou-me por mostrar o "outro" lado. O lado que não vem nos livros da escola. O lado dos alemães que não queriam a guerra. O lado dos alemães que não gostavam do regime em que viviam. O lado dos alemães que só queriam viver em paz no seu próprio país. Mas, infelizmente, esse país a que eles chamavam "nosso" pertenceu durante muitos anos aos americanos, aos ingleses, aos franceses e aos russos. E os alemães viveram, novamente, uma repressão a quem ninguém deu importância. Mas no meio do caos que se vivem também existem bondade. Uma bondade que transparece neste livro e que me fez sorrir. É um livro de amores e desamores, de traição, mas também de amizade. De escolhas e erros.

É um livro que se devora em horas, com uma escrita encantadora e com personagens imperfeitas, mas perfeitas à sua maneira.

Aconselho.

[Opinião] "Paixão Proibida em Summerset Abbey", de T. J. Brown

Sinopse: Os amantes da série televisiva Downton Abbey têm no novo livro de T. J. Brown mais uma oportunidade de reviver os usos e costumes da época vitoriana e os jogos de poder da aristocracia britânica. A autora inspirou-se na mesma época retratada na famosa série de televisão para contar as histórias de Rowena, Victoria e Prudence, três jovens à procura do seu lugar numa sociedade em mudança. O mundo prepara-se para uma provável guerra e os modelos sociais estão em convulsão.











Opinião:
Infelizmente este foi um livro que pouco me chamou à atenção... Penso que o facto de não ter lido o primeiro volume influenciou um pouco a minha opinião geral e a minha confusão ao longo da leitura.

Neste livro acompanhamos a vida de três raparigas que, em pleno século XX, tentam fazer uma vida independente e livre de regras. Infelizmente as coisas não se passam assim.

Eu sinto que ao longo de quase 300 páginas a escritora não avançam um bocado que seja na história. Tem algumas revelações, como é óbvio, mas é um livro um pouco estagnado e que não prende a leitura. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

[Aquisições] De Fevereiro até Julho - Parte 2

Vamos agora para a última parte das minhas aquisições! Preparados? :B










[Aquisições] De Fevereiro até Julho - Parte 1

Bem... Até sinto vergonha de mim própria :s
Esqueci-me completamente de mostrar as minhas novas aquisições o que deu origem a uma completa confusão... Não me lembro de que livros correspondem a cada mês por isso vou colocar em dois pontos de forma aleatória os livros que adquiri.
Vamos lá a isto! Coragem!


quarta-feira, 30 de julho de 2014

[Opinião] "As Raparigas Cintilantes", de Lauren Beukes

Sinopse: Ele é o assassino perfeito. Imparável. Impossível de identificar. Pensa ele… 
CHICAGO, 1931: Harper Curtis,um vagabundo paranoico e violento, dá de caras com uma casa que possui um segredo tão chocante como a natureza distorcida de Curtis: permite o acesso a outras épocas. Ele usa-a para perseguir as suas raparigas cintilantes – e tirar-lhes o brilho de uma vez por todas.
CHICAGO, 1992: Diz-se que o que não nos mata nos faz mais fortes. Experimente dizê-lo a Kirby Mazrachi, cuja vida ficou devastada depois de sofrer uma brutal tentativa de assassínio. Continua a tentar encontrar o agressor, tendo como único aliado Dan, um ex-repórter de crime que cobrira o seu caso anos antes. À medida que prossegue a sua investigação, Kirby descobre as outras raparigas, as que não sobreviveram. Os indícios apontam para algo… impossível. Mas para alguém que devia estar morto, impossível não quer dizer que não aconteceu…



Opinião:
Um policial de cortar a respiração! Repleto de intriga, suspense e medo.

A cada dia que passa fico mais fã de policiais. Custou a entrar na onda, mas depois de lá estar não quero outra coisa. Com este livro pode afirmar com toda a convicção que SOU FÃ DE POLICIAL.

Kirby vê a sua vida acabar quando é vitima de uma tentativa de assassinato. Mas não desisti de encontrar o seu atacante e quando se une ao ex jornalista policial, Dan, que tratou do seu caso em 1989 começa a aproximar-se cada vez mais do seu suspeito. Mas nem todo é o que parece e a resolução do seu caso irá atravessar décadas.

Uma característica que eu achei interessante, mas também um pouco confusa é a forma como os capítulos estão ordenados. Tanto estamos em 1993, como estamos em 1931 ou 74. É um pouco confuso no inicio mas, ao longo das páginas, conseguimos adaptar-nos a organização dos capítulos. Por causa desta forma de organização conhecemos as vitimas de Harper quando são jovens e no momento da sua morte. Conseguimos seguir sentir a sua morte como se fosse nossa.

Harper é um homem desequilibrado que, quando encontra a casa, sente que lhe saiu a sorte grande. Mas existe uma regra para poder usufruir da casa: tem de matar. E é isso que ele faz sem sentir qualquer remorso. Tenho de admitir que num dos assassinatos eu pensei que ele tivesse algum sentimento dentro de si. Mas afinal estava enganada. Kirby é uma rapariga que sobreviveu a uma tentativa de assassinato e que não desiste enquanto não encontrar o seu agressor. Todo na sua vida se resume àquele dia. É uma mulher forte, determinada e que não olha a meios para conseguir o resultado que espera. 
Ansiamos pelo encontro destes dois durante toda a narrativa e quando eles se encontram, PUFF, acabou. Penso que o final foi um pouco "renegado" e que aconteceu demasiado depressa. Na minha opinião o verdadeiro confronto aconteceu entre Harper e Dan e não entre Harper e Kirby, como deveria ter sido. Mesmo assim gostei do livro e vai ser uma escritora a seguir.

Recomendo.