quinta-feira, 16 de outubro de 2014

[Opinião] "Histórias dos Sete Reinos", de George R. R. Martin

Sinopse: Nos últimos dias do reinado do Rei Daeron, com os Sete Reinos em paz e a dinastia real Targaryen no seu apogeu, conhecemos a história de um jovem escudeiro de nome Dunk que parte em busca de fama e glória num dos mais famosos torneios de Westeros. Mas ele desconhecia que o destino pode pregar estranhas partidas e que o caminho para a honra e nobreza em Westeros está ladeado não só de perigos, mas também de amizade e coragem. Quando conhece Egg, um rapaz misterioso e inteligente, mal sabe que os laços estreitos que forma com ele irão mudar a sua vida para sempre. Com Histórias dos Sete Reinos George R. R. Martin transportar-nos para o mundo fascinante e repleto de intrigas de Westeros, com a mesma mestria com que escreveu a sua obra-prima: A Guerra dos Tronos.





Opinião:
Eu sei que isto vai soar um pouco estranho mas... Este é o primeiro livro que eu leio sobre o mundo de Westeros. Ainda não tive a oportunidade de ler os livros da série "A Guerra dos Tronos", mas foi seguidora da série. Por essa razão considerei-me como apta para ler este livro que é passado uns bons aninhos antes da acção da série.

Neste livro acompanhamos a vida do escudeiro Dunk que tem o sonho de se tornar um cavaleiro de Westeros. Depois de conhecer o jovem Egg a sua vida dá uma alta de 360 graus e começa a ver o mundo como ela realmente é. Cheio de perigos, mas também de amizade, compreensão e justiça. 

É possível perceber por este pequeno livro que George R. R. Martin tem uma escrita acessível mas também crua e real. Foi um livro que gostei de ler e vou tentar arranjar um tempinho para me dedicar a sua série mais famosa.

Recomendo.

[Opinião] "Um Avisão sem Ela", de Michel Bussi

Sinopse: 1980. Na sequência de um trágico acidente de avião nas montanhas, as equipas de salvamento encontram apenas um sobrevivente: um bebé de três meses. Mas iam dois bebés de três meses no avião, duas meninas, ambas louras, de olhos azuis. Qual delas é a sobrevivente? 
As duas famílias, de meios completamente distintos, disputam violentamente a custódia da menina e cabe a um juiz determinar se ela é Emilie ou Lyse-Rose. Para que se declare uma das meninas viva, a outra tem de ser declarada morta. Numa época anterior aos testes de ADN, ninguém sabe se a decisão tomada está correta. 
Dezoito anos mais tarde, um detetive privado alega ter chegado ao fundo da questão, mas depois é assassinado. Toda a sua pesquisa está registada num caderno que deixa. Um Avião sem Ela é a história de uma investigação para descobrir a verdadeira identidade do bebé sobrevivente e o efeito que esta história trágica teve nos membros da família que continuam a disputá-lo.



Opinião:
"Um Avião sem Ela" é um livro que é difícil de comentar. O ritmo é tão alucinante e as coisas acontecem tão depressa que, por vezes, ficamos perdidos. E depois de ficamos perdidos, ficamos de boca aberta pela forma inteligente como o escritor conduziu a história e as personagens.

É um livro magnifico e muito bem escrito. As personagens estão muito bem construídas e todas tem uma coisa em particular que contribui para a história - principalmente a Malvina e o Marc.

No dia 23 de Dezembro de 1980 um avião cai numa montanha. Nesse avião iam a bordo duas meninas de olhos azuis e cabelos loiros mais ou menos da mesma idade. Só uma sobrevive. 
Duas famílias de classes sociais diferentes enfrentam-se em tribunal para conseguir a guarda da menina e conseguirem provar que se aquele bebê é a Lyse-Rose ou a Emilie. Passados vinte anos, o detective privado contratado pela família Carville é encontrado assassinado pouco depois de ter feito um telefonema a Mathilde de Carville a dar conta da sua descoberta. Mas que descoberta foi essa?

Ao longo de mais de 400 páginas acompanhamos Marc Vitral nas suas tentativas de descobrir a verdade por trás da queda do avião. Descobrimos segredos que estão escondidos por uma camada de pó com mais de quinze anos. 
Como já referi no início desta opinião, o ritmo deste livro é completamente alucinante e é muito difícil de o largar. 

Tenho também a dizer que, na minha opinião, a capa da edição portuguesa é a mais bonita de todas as edições. Até da original.

Recomendo.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

[Opinião] "Roma 40 D.C", de Adele Vieri Castellano

Sinopse:

O fascínio da Roma antiga ganha vida num romance de tons sedutores e misteriosos.

Roma 40 d. C. Gaio Júlio César Germânico, Calígula, é imperador. Marco Quinto Rufo é o segundo homem mais poderoso de Roma. Lívia Urgulanila tem um passado para esquecer. Ele é um homem endurecido pela floresta germânica, bonito e forte, que não conhece o medo ou limites. Ela é uma aristocrata refinada e arrogante cujo destino já está escrito.
Mas os deuses decidiram de outra forma e quando Rufo a toma para si, não imagina remotamente as consequências do seu gesto. Roma não é uma província onde tudo, incluindo raptar uma mulher, é permitido. E mesmo que o próprio Calígula decida dar-lha, conquistar o coração de Livia irá ser a tarefa mais difícil e temerária que Rufo já empreendeu.
Irá Lívia entregar o seu coração a um homem cruel que não hesita diante de nada?


Opinião:
Este é um romance passado em Roma. Passado numa Roma onde pendurar uma criança completamente nua num portão é um ato bem vindo e que passa impune.

E é assim que começa este livro. Com uma criança pendurada nua num portão a pagar pelos "crimes" que a mãe cometeu. Alguns anos mais tarde esta criança é uma mulher feita e só quer esquecer o seu passado.

Este é um bom romance. Um romance que se passa numa época que fascina muita gente. Mas não é um romance que nos fica na memória.

A escrita da autora é apelativa e as personagens também. Tem algumas reviravoltas que nos fazem agarrar um pouco mais no livro até chegar ao final.

[Opinião] "Arte Assassina", de Michael White

Sinopse: 

O homicida mais famoso da história tem um discípulo… mas agora na Londres do século XXI.
Em todos os seus anos de serviço, o inspetor-chefe Jack Pendragon nunca tinha visto um cadáver como aquele. Estranhamente mutilado e dramaticamente «esculpido», assemelhava-se à pintura surrealista O Filho do Homem, de Magritte. Essa constatação tornava o crime ainda mais macabro e preocupante. Revelava ser um homicídio calculista, premeditado e que antevia um serial killer. E rapidamente começaram a surgir novos crimes, todos eles encenados para se parecerem com pinturas surrealistas. Londres, final do século XIX. Em Whitechapel, alguém, que permanece por identificar até hoje, cometeu uma série de sádicos assassinatos. Embora, neste caso, fossem prostitutas, a realidade é que as mutilações feitas nos corpos das vítimas são em tudo semelhantes, carregadas de simbolismos grotescos. 
Apesar de distanciado por um século, este serial killer apresenta uma mentalidade tão patologicamente brilhante que todas as provas se tornam escorregadias e inconclusivas. Mas Jack Pendragon está determinado. Desta vez o assassino não vai ficar incógnito, não vai escapar…


Opinião:
Este é um livro que se lê mas que não fica na memória. Não me encheu as medidas nem me fez suspirar por mais. Quando faltavam umas páginas para o final do livro eu já tinha adivinhado quem era o assassino, mas não por que o tinha feito.
Penso que a melhor característica deste livro é a introdução do relato do séc XIX. Um relato que (supostamente) pertence ao famoso Jack, o Estripador. O pior assassino em série de Inglaterra. E um assassino que nunca fui encontrado.

É um livro mediano que serve para entreter.

[Opinião] "Vida Roubada", de Adam Johnson

Sinopse:

Vencedor do prémio Pulitzer 2013: Uma saga de amor, esperança e redenção no país mais fechado do mundo. 

Vida Roubada segue a vida de Pak Jun Do, um jovem no país com a ditadura mais sombria do mundo: a Coreia do Norte. 

Jun Do é o filho atormentado de uma cantora misteriosa e de um pai dominante que gere um orfanato. É nesse orfanato que tem as suas primeiras experiências de poder, escolhendo os órfãos que comem primeiro e os que são enviados para trabalhos forçados. Reconhecido pela sua lealdade, Jun Do inicia a ascensão na hierarquia do Estado e envereda por uma estrada da qual não terá retorno. Considerando-se “um cidadão humilde da maior nação do mundo”, Jun Do torna-se raptor profissional e terá de resistir à violência arbitrária dos seus líderes para poder sobreviver. Mas é então que, levado ao limite, ousa assumir o papel do maior rival do Querido Líder Kim Jon Il, numa tentativa de salvar a mulher que ama, a lendária atriz Sun Moon. 

Em parte thriller, em parte história de amor, Vida Roubada é um retrato cruel de uma Coreia do Norte dominada pela fome, corrupção e violência. Mas onde, estranhamente, também encontramos beleza e amor.


Opinião:
Este é um livro "inventado". É um livro que tenta mostrar como é a vida na Coreia do Norte. Como é a vida num país que ninguém conhece. Em que ninguém entra. Em que ninguém deve entrar.

Foi um livro complicado de ler. A forma como está escrita tornou esta tarefa árdua, mas que no fim trouxe uma sensação de deslumbramento sem igual.

Jun Do é um personagem com carácter que se apaixona perdidamente por uma actriz que nunca conheceu e que irá mudar a sua vida para sempre.

É um livro que recomendo.