terça-feira, 30 de setembro de 2014

[Opinião] "Roma 40 D.C", de Adele Vieri Castellano

Sinopse:

O fascínio da Roma antiga ganha vida num romance de tons sedutores e misteriosos.

Roma 40 d. C. Gaio Júlio César Germânico, Calígula, é imperador. Marco Quinto Rufo é o segundo homem mais poderoso de Roma. Lívia Urgulanila tem um passado para esquecer. Ele é um homem endurecido pela floresta germânica, bonito e forte, que não conhece o medo ou limites. Ela é uma aristocrata refinada e arrogante cujo destino já está escrito.
Mas os deuses decidiram de outra forma e quando Rufo a toma para si, não imagina remotamente as consequências do seu gesto. Roma não é uma província onde tudo, incluindo raptar uma mulher, é permitido. E mesmo que o próprio Calígula decida dar-lha, conquistar o coração de Livia irá ser a tarefa mais difícil e temerária que Rufo já empreendeu.
Irá Lívia entregar o seu coração a um homem cruel que não hesita diante de nada?


Opinião:
Este é um romance passado em Roma. Passado numa Roma onde pendurar uma criança completamente nua num portão é um ato bem vindo e que passa impune.

E é assim que começa este livro. Com uma criança pendurada nua num portão a pagar pelos "crimes" que a mãe cometeu. Alguns anos mais tarde esta criança é uma mulher feita e só quer esquecer o seu passado.

Este é um bom romance. Um romance que se passa numa época que fascina muita gente. Mas não é um romance que nos fica na memória.

A escrita da autora é apelativa e as personagens também. Tem algumas reviravoltas que nos fazem agarrar um pouco mais no livro até chegar ao final.

[Opinião] "Arte Assassina", de Michael White

Sinopse: 

O homicida mais famoso da história tem um discípulo… mas agora na Londres do século XXI.
Em todos os seus anos de serviço, o inspetor-chefe Jack Pendragon nunca tinha visto um cadáver como aquele. Estranhamente mutilado e dramaticamente «esculpido», assemelhava-se à pintura surrealista O Filho do Homem, de Magritte. Essa constatação tornava o crime ainda mais macabro e preocupante. Revelava ser um homicídio calculista, premeditado e que antevia um serial killer. E rapidamente começaram a surgir novos crimes, todos eles encenados para se parecerem com pinturas surrealistas. Londres, final do século XIX. Em Whitechapel, alguém, que permanece por identificar até hoje, cometeu uma série de sádicos assassinatos. Embora, neste caso, fossem prostitutas, a realidade é que as mutilações feitas nos corpos das vítimas são em tudo semelhantes, carregadas de simbolismos grotescos. 
Apesar de distanciado por um século, este serial killer apresenta uma mentalidade tão patologicamente brilhante que todas as provas se tornam escorregadias e inconclusivas. Mas Jack Pendragon está determinado. Desta vez o assassino não vai ficar incógnito, não vai escapar…


Opinião:
Este é um livro que se lê mas que não fica na memória. Não me encheu as medidas nem me fez suspirar por mais. Quando faltavam umas páginas para o final do livro eu já tinha adivinhado quem era o assassino, mas não por que o tinha feito.
Penso que a melhor característica deste livro é a introdução do relato do séc XIX. Um relato que (supostamente) pertence ao famoso Jack, o Estripador. O pior assassino em série de Inglaterra. E um assassino que nunca fui encontrado.

É um livro mediano que serve para entreter.

[Opinião] "Vida Roubada", de Adam Johnson

Sinopse:

Vencedor do prémio Pulitzer 2013: Uma saga de amor, esperança e redenção no país mais fechado do mundo. 

Vida Roubada segue a vida de Pak Jun Do, um jovem no país com a ditadura mais sombria do mundo: a Coreia do Norte. 

Jun Do é o filho atormentado de uma cantora misteriosa e de um pai dominante que gere um orfanato. É nesse orfanato que tem as suas primeiras experiências de poder, escolhendo os órfãos que comem primeiro e os que são enviados para trabalhos forçados. Reconhecido pela sua lealdade, Jun Do inicia a ascensão na hierarquia do Estado e envereda por uma estrada da qual não terá retorno. Considerando-se “um cidadão humilde da maior nação do mundo”, Jun Do torna-se raptor profissional e terá de resistir à violência arbitrária dos seus líderes para poder sobreviver. Mas é então que, levado ao limite, ousa assumir o papel do maior rival do Querido Líder Kim Jon Il, numa tentativa de salvar a mulher que ama, a lendária atriz Sun Moon. 

Em parte thriller, em parte história de amor, Vida Roubada é um retrato cruel de uma Coreia do Norte dominada pela fome, corrupção e violência. Mas onde, estranhamente, também encontramos beleza e amor.


Opinião:
Este é um livro "inventado". É um livro que tenta mostrar como é a vida na Coreia do Norte. Como é a vida num país que ninguém conhece. Em que ninguém entra. Em que ninguém deve entrar.

Foi um livro complicado de ler. A forma como está escrita tornou esta tarefa árdua, mas que no fim trouxe uma sensação de deslumbramento sem igual.

Jun Do é um personagem com carácter que se apaixona perdidamente por uma actriz que nunca conheceu e que irá mudar a sua vida para sempre.

É um livro que recomendo.

[Opinião] "A Filha do Barão", de Célia Correia Loureiro

Sinopse: Quando D. João tece a união da sua única filha, Mariana de Albuquerque, com o seu melhor amigo - um inglês que investiga o potencial comercial do vinho do Porto -, não prevê a espiral de desenganos e provações que causará a todos. Mariana tem catorze anos e Daniel Turner vive atormentado pela sua responsabilidade para com a amante. Como se não bastasse, o exército francês está ao virar da esquina, pronto a tomar o Porto e, a partir daí, todo o país. No seu retiro nos socalcos do Douro, Mariana recomeça uma vida de alegrias e liberdade até que um soldado francês, um jovem arrastado para um conflito que desdenha, lhe bate à porta em busca de asilo. Daniel está longe, a combater os franceses, e Gustave está logo ali, com os seus ideais de igualdade e o seu afecto incorruptível, disposto a mostrar-lhe que a vida é mais do que um leque de obrigações.





Opinião:
Já li este livro há bastante tempo e, por isso, a sua história está um pouco esbatida. Mas lembro-me bem das emoções que senti ao ler o livro.

O inicio foi um pouco tremido. Foi complicado introduzir-me na história. Mas à medida que as páginas iam passando eu ia ficando cada vez mais agarrada e ansiosa pelo final. Aquele final. Que desilução... Será que vai haver continuação? Espero bem que sim! 

Mariana é uma criança. Não há outra palavra para a descrever. É uma criança nas atitudes, naquilo que pensa e na forma como age. Por isso é que foi tão prazeroso vê-la a crescer. A desenvolver uma coragem própria e também ideias. A apaixonar-se pelo querido Daniel. A defender a sua casa das invasões e também a ter dúvidas justificadas.

Nunca tinha lido um livro que se centra-se nas invasões napoleónicas vistas da primeira pessoa e houve certos momentos em que me senti enojada por certas atitudes dos portugueses, principalmente no que diz respeito a Gustave.

Célia Correia Loureiro está a abrir caminho para ser uma das melhores escritoras portuguesas nesta época. Se já não o é.

Adorei e recomendo.

Ps:. Espero ansiosamente pelo 2º volume.

[Opinião] "A Rapariga Inglesa", de Daniel Silva

Sinopse:

Madeline Hart é uma estrela ascendente no partido britânico no poder: bonita, inteligente, motivada para o sucesso por uma infância pobre. Mas Madeleine tem também um segredo sombrio: é amante do primeiro-ministro, Jonathan Lancaster. Os seus raptores descobriram o romance e decidiram que Lancaster deve pagar pelos seus pecados. Receoso de um escândalo que lhe destrua a carreira, ele decide lidar com o caso em privado, sem o envolvimento da polícia britânica. Trata-se de uma decisão arriscada, não só para si próprio, como para o agente que conduzirá as buscas.
Tens sete dias, depois a rapariga morre. Entra em cena Gabriel Allon — assassino implacável, restaurador de arte e espião —, para quem as missões perigosas e a intriga política não são novidade. Com o relógio a contar, Gabriel tenta desesperadamente trazer Madeleine de volta a casa em segurança. A sua missão leva-o do mundo criminoso de Marselha a um vale isolado nas montanhas da Provença, depois aos bastidores do poder londrino e, finalmente, a um clímax em Moscovo, uma cidade de espiões e violência, onde há uma longa lista de homens que desejam ver Gabriel morto.
Desde as páginas de abertura até ao chocante final, em que se revelam os verdadeiros motivos por detrás do desaparecimento de Madeleine, A Rapariga Inglesa irá deixar os leitores completamente mergulhados na história.

Opinião:
Este é o 1º livro que leio de Daniel Silva e, pelo que me parece, isso é um erro.

Quando Madeline Hart desaparece, Gabriel Allon é contratado para a tentar encontrar. Mas o que vai descobrir irá abalar com a sociedade inglesa.

Este livro tem um ritmo alucinante. Não há momentos mortos. É só acção, acção e acção. E isto é um ponto positivo.

A história tem muitas reviravoltas. Reviravoltas em que nós, comuns mortais, não pensaríamos.

Gostei da forma como está escrito. É uma leitura viciante.

Vou continuar a seguir o Daniel Silva. É uma boa aposta.