quinta-feira, 16 de outubro de 2014

[Opinião] "Tornado", de Sandra Brown

Sinopse: Bellamy Lyston tinha apenas doze anos quando a irmã mais velha, Susan, foi morta num dia de feriado tempestuoso em finais de Maio. Atualmente, dezoito anos mais tarde, Bellamy escreveu um livro de grande sucesso que se baseia no assassínio de Susan. Uma vez que o livro se tinha inspirado no trágico acontecimento que continua a amargurar a sua família, ela decidiu publicá-lo sob um pseudónimo, a fim de os proteger de uma publicidade indesejada. Mas quando um repórter oportunista descobre que o livro é baseado em factos verídicos, a identidade de Bellamy é revelada a par do escândalo da família. Além disso, Bellamy torna-se alvo de alguém sem escrúpulos que, ou por querer que a verdade subjacente ao assassinato de Susan continue por desvendar ou, ainda mais ameaçador, por estar determinado a vingar-se por um homem acusado e condenado injustamente. Para poder identificar quem anda a assediá-la, Bellamy vê-se confrontada com os fantasmas do seu passado, entre os quais se inclui Dent Carter, o namorado instável e irresponsável de Susan - um dos primeiros suspeitos de ter cometido o crime. Dent, com esta e outras máculas no seu passado, está firmemente decidido a limpar o seu nome, para o que precisa da memória bloqueada de Bellamy. Contudo, as suas recordações, até então bloqueadas - depois de desbloqueadas - constituem novos perigos imprevisíveis.


Opinião:
Este foi o primeiro livro que li de Sandra Brown e, até um quarto do livro estava maravilha. E depois cheguei ao final e fiquei tipo... O que é isto?! Não sei o que se passou na cabeça da escritora mas não era nada daquilo que eu estava à espera.

Susan, a irmã mais velha de Bellamy foi assassinada num dia de feriado que ficou marcado por uma tempestade. Dias mais tarde o alegado assassino de Susan foi preso e acabou por morrer na prisão. Anos mais tarde Bellamy decidi contar a história da sua família num livro sob um pseudónimo. Esse livro irá trazer à tona todos os segredos e todas as mentiras que foram contadas a partir daquele dia.

Gostei da escrita da autora. Não é uma escrita que nos cative por aí além, mas entretém. E esse é um ponto positivo.

A história está bem construída até chegarmos à parte final onde descobrimos quem é o assassino de Susan. Mas, peço desculpa pelo spoiler mas não tenho outra forma de explicar, como é possível uma pessoa que corta os pulsos conseguir confessar um assassinato? Uma confissão que foi um pouco longa, com conversa à mistura. Para mim não tem sentido e a autora perdeu logo alguns pontos por causa disso.

[Opinião] "Histórias dos Sete Reinos", de George R. R. Martin

Sinopse: Nos últimos dias do reinado do Rei Daeron, com os Sete Reinos em paz e a dinastia real Targaryen no seu apogeu, conhecemos a história de um jovem escudeiro de nome Dunk que parte em busca de fama e glória num dos mais famosos torneios de Westeros. Mas ele desconhecia que o destino pode pregar estranhas partidas e que o caminho para a honra e nobreza em Westeros está ladeado não só de perigos, mas também de amizade e coragem. Quando conhece Egg, um rapaz misterioso e inteligente, mal sabe que os laços estreitos que forma com ele irão mudar a sua vida para sempre. Com Histórias dos Sete Reinos George R. R. Martin transportar-nos para o mundo fascinante e repleto de intrigas de Westeros, com a mesma mestria com que escreveu a sua obra-prima: A Guerra dos Tronos.





Opinião:
Eu sei que isto vai soar um pouco estranho mas... Este é o primeiro livro que eu leio sobre o mundo de Westeros. Ainda não tive a oportunidade de ler os livros da série "A Guerra dos Tronos", mas foi seguidora da série. Por essa razão considerei-me como apta para ler este livro que é passado uns bons aninhos antes da acção da série.

Neste livro acompanhamos a vida do escudeiro Dunk que tem o sonho de se tornar um cavaleiro de Westeros. Depois de conhecer o jovem Egg a sua vida dá uma alta de 360 graus e começa a ver o mundo como ela realmente é. Cheio de perigos, mas também de amizade, compreensão e justiça. 

É possível perceber por este pequeno livro que George R. R. Martin tem uma escrita acessível mas também crua e real. Foi um livro que gostei de ler e vou tentar arranjar um tempinho para me dedicar a sua série mais famosa.

Recomendo.

[Opinião] "Um Avisão sem Ela", de Michel Bussi

Sinopse: 1980. Na sequência de um trágico acidente de avião nas montanhas, as equipas de salvamento encontram apenas um sobrevivente: um bebé de três meses. Mas iam dois bebés de três meses no avião, duas meninas, ambas louras, de olhos azuis. Qual delas é a sobrevivente? 
As duas famílias, de meios completamente distintos, disputam violentamente a custódia da menina e cabe a um juiz determinar se ela é Emilie ou Lyse-Rose. Para que se declare uma das meninas viva, a outra tem de ser declarada morta. Numa época anterior aos testes de ADN, ninguém sabe se a decisão tomada está correta. 
Dezoito anos mais tarde, um detetive privado alega ter chegado ao fundo da questão, mas depois é assassinado. Toda a sua pesquisa está registada num caderno que deixa. Um Avião sem Ela é a história de uma investigação para descobrir a verdadeira identidade do bebé sobrevivente e o efeito que esta história trágica teve nos membros da família que continuam a disputá-lo.



Opinião:
"Um Avião sem Ela" é um livro que é difícil de comentar. O ritmo é tão alucinante e as coisas acontecem tão depressa que, por vezes, ficamos perdidos. E depois de ficamos perdidos, ficamos de boca aberta pela forma inteligente como o escritor conduziu a história e as personagens.

É um livro magnifico e muito bem escrito. As personagens estão muito bem construídas e todas tem uma coisa em particular que contribui para a história - principalmente a Malvina e o Marc.

No dia 23 de Dezembro de 1980 um avião cai numa montanha. Nesse avião iam a bordo duas meninas de olhos azuis e cabelos loiros mais ou menos da mesma idade. Só uma sobrevive. 
Duas famílias de classes sociais diferentes enfrentam-se em tribunal para conseguir a guarda da menina e conseguirem provar que se aquele bebê é a Lyse-Rose ou a Emilie. Passados vinte anos, o detective privado contratado pela família Carville é encontrado assassinado pouco depois de ter feito um telefonema a Mathilde de Carville a dar conta da sua descoberta. Mas que descoberta foi essa?

Ao longo de mais de 400 páginas acompanhamos Marc Vitral nas suas tentativas de descobrir a verdade por trás da queda do avião. Descobrimos segredos que estão escondidos por uma camada de pó com mais de quinze anos. 
Como já referi no início desta opinião, o ritmo deste livro é completamente alucinante e é muito difícil de o largar. 

Tenho também a dizer que, na minha opinião, a capa da edição portuguesa é a mais bonita de todas as edições. Até da original.

Recomendo.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

[Opinião] "Roma 40 D.C", de Adele Vieri Castellano

Sinopse:

O fascínio da Roma antiga ganha vida num romance de tons sedutores e misteriosos.

Roma 40 d. C. Gaio Júlio César Germânico, Calígula, é imperador. Marco Quinto Rufo é o segundo homem mais poderoso de Roma. Lívia Urgulanila tem um passado para esquecer. Ele é um homem endurecido pela floresta germânica, bonito e forte, que não conhece o medo ou limites. Ela é uma aristocrata refinada e arrogante cujo destino já está escrito.
Mas os deuses decidiram de outra forma e quando Rufo a toma para si, não imagina remotamente as consequências do seu gesto. Roma não é uma província onde tudo, incluindo raptar uma mulher, é permitido. E mesmo que o próprio Calígula decida dar-lha, conquistar o coração de Livia irá ser a tarefa mais difícil e temerária que Rufo já empreendeu.
Irá Lívia entregar o seu coração a um homem cruel que não hesita diante de nada?


Opinião:
Este é um romance passado em Roma. Passado numa Roma onde pendurar uma criança completamente nua num portão é um ato bem vindo e que passa impune.

E é assim que começa este livro. Com uma criança pendurada nua num portão a pagar pelos "crimes" que a mãe cometeu. Alguns anos mais tarde esta criança é uma mulher feita e só quer esquecer o seu passado.

Este é um bom romance. Um romance que se passa numa época que fascina muita gente. Mas não é um romance que nos fica na memória.

A escrita da autora é apelativa e as personagens também. Tem algumas reviravoltas que nos fazem agarrar um pouco mais no livro até chegar ao final.

[Opinião] "Arte Assassina", de Michael White

Sinopse: 

O homicida mais famoso da história tem um discípulo… mas agora na Londres do século XXI.
Em todos os seus anos de serviço, o inspetor-chefe Jack Pendragon nunca tinha visto um cadáver como aquele. Estranhamente mutilado e dramaticamente «esculpido», assemelhava-se à pintura surrealista O Filho do Homem, de Magritte. Essa constatação tornava o crime ainda mais macabro e preocupante. Revelava ser um homicídio calculista, premeditado e que antevia um serial killer. E rapidamente começaram a surgir novos crimes, todos eles encenados para se parecerem com pinturas surrealistas. Londres, final do século XIX. Em Whitechapel, alguém, que permanece por identificar até hoje, cometeu uma série de sádicos assassinatos. Embora, neste caso, fossem prostitutas, a realidade é que as mutilações feitas nos corpos das vítimas são em tudo semelhantes, carregadas de simbolismos grotescos. 
Apesar de distanciado por um século, este serial killer apresenta uma mentalidade tão patologicamente brilhante que todas as provas se tornam escorregadias e inconclusivas. Mas Jack Pendragon está determinado. Desta vez o assassino não vai ficar incógnito, não vai escapar…


Opinião:
Este é um livro que se lê mas que não fica na memória. Não me encheu as medidas nem me fez suspirar por mais. Quando faltavam umas páginas para o final do livro eu já tinha adivinhado quem era o assassino, mas não por que o tinha feito.
Penso que a melhor característica deste livro é a introdução do relato do séc XIX. Um relato que (supostamente) pertence ao famoso Jack, o Estripador. O pior assassino em série de Inglaterra. E um assassino que nunca fui encontrado.

É um livro mediano que serve para entreter.